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Número 826,

Política

Operação Lava Jato

Escândalo da Petrobras chega aos EUA e à Holanda

por Redação — publicado 14/11/2014 14h02, última modificação 14/11/2014 15h04
Departamento de Justiça americano abriu investigação criminal para apurar possíveis desvios; enquanto isso, SBM Offshore admitiu pagamento de subornos no País
Arte: CartaCapital

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal para apurar suspeitas de corrupção e de desvios de recursos da Petrobras em favor de políticos e funcionários públicos, informou o jornal britânico Financial Times. Como a estatal brasileira tem ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, ela está sujeita à legislação americana. “Faz parte da regra do jogo”, resumiu Dilma Rousseff, durante escala no Catar, antes da chegada à Austrália para a reunião do G-20.

E há outras frentes internacionais. Na Holanda, a SBM Offshore, fabricante de plataformas petrolíferas, fechou um acordo de 240 milhões de dólares com o Ministério Público de seu país após admitir o pagamento de subornos na Guiné Equatorial, em Angola e no Brasil. Em abril, a empresa reconheceu ter distribuído cerca de 200 milhões de dólares em comissões para agentes públicos entre 2007 e 2011.

À época, a Petrobras informou não ter encontrado indícios de pagamento de propina a seus funcionários. Agora, a Controladoria-Geral da União abriu um novo procedimento investigatório. A SBM procurou o órgão para fazer um acordo de leniência. Está disposta a colaborar com as investigações para voltar a fazer negócios no Brasil.

Após seis adiamentos, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara rejeitou, na terça-feira 11, um recurso do deputado André Vargas, ex-PT, e confirmou o parecer do Conselho de Ética pela sua cassação. O processo por quebra de decoro irá a Plenário, com votação aberta. Vargas é acusado de associação com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Segundo a PF, Youssef comandou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou 10 bilhões de reais, boa parte deles desviada de contratos da Petrobras.

Na sexta-feira 14, a Polícia Federal deu início à sétima fase da Operação Lava Jato, que deu origem à prisão de, entre outros, Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, Sergio Cunha Mendes, vice-presidente da construtora Mendes Júnior, e Otto Garrido Sparenberg, diretor da Iesa Óleo e Gás.