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Número 826,

Cultura

Teatro

Cia. da Memória debruça-se sobre o maior romance da história

por Alvaro Machado — publicado 20/11/2014 06h01
Companhia de Ruy Cortez explora o universo de "Os Irmãos Karamázov" e universo de exploração do povo russo para manter os privilégios da minoria burguesa
Divulgação
A. Salvador

A. Salvador e M. Andrade, o drama da exploração

Maior romance da história, segundo Freud, Os Irmãos Karamázov é transposto ao palco pela Cia. da Memória, de Ruy Cortez, também à testa do CIT-Ecum, cuja unidade paulistana foi, neste ano, vitimada por especulação imobiliária. Coragem para converter o ato parricida contra o patriarca Fiodor em espetáculo de três horas e quarenta minutos, não faltou aos dramaturgos Luís Alberto de Abreu, entre os mais hábeis da atualidade, e Calixto de Inhamuns.

O tema dostoievskiano da exploração secular do povo russo para a manutenção de privilégios de uma ínfima minoria burguesa e aristocrática é exposto em três peças avulsas. A primeira recorre ao conto Uma História Lamentável, eficazmente narrado em clave metalinguística por “mestres de cerimônia” de estofo cinquentão, Jean Pierre Kaletrianos e Rafael Steinhauser. Em seguida, quatro atores mais jovens encarregam-se de contar o assassinato do devasso Karamázov e a história lateral da desgraça do capitão Snieguierov e de sua família.

Karamázov
Ruy Cortez
SP Escola de Teatro, até 15 de dezembro