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Número 803,

Política

Economia

O fator Neymar

por Redação — publicado 07/06/2014 00h43, última modificação 07/06/2014 06h06
A Seleção pode afetar o humor nativo? às vésperas da Copa, a economia entrou em sincronia com o pessimismo dominante em relação ao torneio
VANDERLEI ALMEIDA/AFP

A pouco dias da abertura da Copa do Mundo, a economia entrou em sincronia com o pessimismo de uma parcela da população em relação ao torneio. A última pesquisa Focus do Banco Central mostrou uma queda da perspectiva de crescimento do PIB no ano, de 1,63% para 1,5%. A produção industrial teve o segundo declínio mensal seguido, de 0,3% em abril em relação a março. Comparada a abril do ano passado, retrocedeu 5,8%, segundo o IBGE. A taxa de desocupação aumentou de 6,2% no último trimestre de 2013 para 7,1% nos primeiros três meses deste ano, mas caiu diante dos 8%, resultado de 12 meses atrás.

O último confronto é o mais correto, por descartar a sazonalidade.

As notícias negativas suplantaram as positivas, da estabilidade da previsão de inflação em 6,47% e da taxa Selic em 12% até dezembro à expectativa de investimentos externos diretos acima de 60 bilhões de dólares neste ano. O tempo para reverter o ambiente ruim parece escasso: 2014, do ponto de vista econômico, já era. Resta a Dilma Rousseff apostar no fator Neymar.

Uma derrota prematura ou vexaminosa da Seleção só deixaria o brasileiro mais amargurado.

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