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Número 801,

Cultura

Livro

O intercâmbio entre diretores italianos e artistas paulistas

por Alvaro Machado — publicado 30/08/2014 07h23, última modificação 10/09/2014 18h43
Estudo reavalia o papel dos expoentes da geração que se consolidou em Roma no pós-Guerra e seu legado
FolhaPress
A Missão Italiana

Franco Zampari, que fundou e dirigiu o Teatro Brasileiro de Comédia

Uma reavaliação radical do papel desempenhado por expoentes da geração de diretores italianos formados em Roma no pós-Guerra e de seu legado, tanto no teatro de seu país como no ambiente artístico paulista, para onde vieram em 1950, convidados a trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia e no estúdio de cinema Vera Cruz pelo napolitano Franco Zampari. É o que propõe o nono livro assinado por Alessandra Vannucci, 46 anos, professora de artes cênicas, dramaturga e diretora teatral com dupla nacionalidade: italiana de Gênova, trabalha no Rio de Janeiro.

“Após a graduação em Letras e Filosofia na Universidade de Bolonha, iniciei esse estudo ainda durante o mestrado da UFRJ, em 1997, baseada no crítico e diretor veneziano Ruggero Jacobbi, tese ampliada no doutorado com outros artistas viajantes, Adolfo Celi, Luciano Salce, Gianni Ratto, Flaminio Bollini, Aldo Calvo, Alberto D’Aversa e outros”, conta a autora.

O livro adota a curiosa denominação de Vittorio Gassman para os colegas emigrados: a quinta coluna. Inconformado com a partida dos maiores talentos da Accademia D’Arte Drammatica, o ator perguntava em carta a Salce: “Queremos ou não estender uma ponte entre Roma e São Paulo, um mapa de ideais e trocas a distribuir entre nós as tarefas para refundar nosso império?” Além da memória italiana, Alessandra valeu-se da visão dos brasileiros sobre o fértil intercâmbio, em entrevistas feitas com Nydia Lícia, Tônia Carrero e Antunes Filho, entre outros.

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