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Número 799,

Tecnologia

Marcas

O apego a uma marca

por Felipe Marra Mendonça publicado 12/05/2014 04h15, última modificação 12/05/2014 04h52
Agora da Microsoft, a Nokia continua em alta no Brasil, Índia e Nigéria. Por Felipe Marra Mendonça
Nokia ann
Nokia

Indian Rajeev Suri, o CEO da Nokia, em um pronunciamento em Espoo, na Finlândia, em abril

Houve uma época em que ter um celular significava, na maior parte das vezes, possuir um Nokia, tamanha era a popularidade da marca finlandesa durante os primeiros anos da telefonia móvel no Brasil. Essa era acabou definitivamente com a compra da divisão de smartphones da empresa pela Microsoft e a decisão da empresa americana em não mais usar o nome Nokia em seus aparelhos.

“A Nokia é uma marca que não deve ser usada por muito tempo nos nossos smartphones. Estamos trabalhando para escolher outra a ser usada daqui em diante, exceto Microsoft Mobile. Esse nome foi usado por razões legais durante o processo de compra da Nokia, mas não é algo a ser mantido para os consumidores”, explicou Stephen Elop, ex-CEO da Nokia e atual vice-presidente da divisão de aparelhos móveis da Microsoft.

A estratégia de criar uma nova marca pode ser correta para mercados desenvolvidos, mas a marca Nokia ainda é muito forte nos países emergentes e deve continuar a ser usada pela Microsoft nos seus modelos de telefone mais populares. Segundo pesquisa realizada em 2013 pela consultoria Upstream, especializada no mercado de telefonia móvel, a Nokia ainda é a preferida dos consumidores nigerianos e fica em segundo lugar na Índia, onde perde apenas para a Apple. O mesmo repetiu-se no Brasil, onde a Nokia só perdeu para a Samsung na preferência do consumidor local, segundo a mesma pesquisa.

Do outro lado do negócio, livre da sua divisão deficitária, a Nokia deve focar nos setores de infraestrutura de redes e tecnologias de mapeamento. A empresa começou a recrutar engenheiros especializados nos sistemas iOS e Android para “desenhar e construir serviços de geolocalização”, uma indicação de que os seus aplicativos Here Maps devem chegar proximamente para os smartphones da Apple e das várias fabricantes utilizadoras do Android. Vai ser uma batalha complicada contra os aplicativos de mapas oferecidos pela Apple e pelo Google, mas é bom saber que a marca deve continuar associada à telefonia celular de alguma maneira.

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