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Número 784,

Tecnologia

Música

Um DJ Big Brother para o seu celular

por Felipe Marra Mendonça publicado 27/01/2014 05h55, última modificação 27/01/2014 08h42
“Quanto mais soubermos sobre você, melhores nossas recomendações se tornarão”, diz o Spotify. Por Felipe Marra Mendonça
Kevin Mazur/Getty Images/AFP
Spotify

A cantora Solange foi uma das DJs da festa organizada pelo Spotify antes da premiação do Grammy, na Califórnia. O Spotify está crescendo e quer o máximo de informações sobre o usuário

O ato de escolher uma sequência agradável de músicas pode estar com os dias contados. O serviço de músicas Spotify pretende usar diferentes informações de seus usuários para automatizar completamente o que é tocado para seus ouvintes, não só com base em suas preferências musicais, mas também em seus sinais vitais. Atualmente, o serviço usa algoritmos que montam listas de acordo com a preferência inicial colocada pelo ouvinte. Por exemplo, se a primeira música escolhida é da dupla Hall & Oates, o Spotify passa a elencar uma série de hits dos anos 80 com bastante sintetizador e bateria eletrônica. Além dos algoritmos, o serviço utiliza editores humanos, o histórico de músicas ouvidas e dados trazidos das contas de redes sociais para montar listas para seus usuários, normalmente bastante coerentes.

O plano do Spotify é prescindir inclusive da primeira escolha feita pelo ouvinte. A empresa quer usar dados de sensores no corpo ou no smartphone, como batimentos cardíacos, temperatura, movimento e até as horas de sono para recomendar músicas para momentos precisos. “Quem sabe poderemos utilizar os sensores de movimento em smartphones para saber se os usuários estão correndo, andando de bicicleta ou dirigindo, ou talvez possamos usar o termômetro ou um sensor de batimentos cardíacos para saber se o usuário está tenso”, disse Donovan Sung, gerente de descobertas e recomendações da empresa, ao site TechRadar, acrescentando que “se soubermos quando você dorme e acorda, poderemos fazer listas personalizadas para aquelas horas também”.

O Spotify poderia criar listas automaticamente para uso durante exercícios, no trânsito, no trabalho ou até gerar uma lista mais calma se notar que o ouvinte está nervoso naquele momento. “Quanto mais soubermos sobre você, melhores nossas recomendações se tornarão”, garantiu Sung. O executivo explicou que a nova tecnologia talvez não seja a mais indicada para os fanáticos que simplesmente precisam ouvir todas as bandas punk de Portland, já que esses precisariam de maior controle sobre o que ouvem, mas que para a maioria das pessoas o Spotify usaria os dados para se tornar um DJ bastante criterioso.

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