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Número 775,

Tecnologia

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São os vírus astronautas?

por Felipe Marra Mendonça publicado 17/11/2013 08h33
Russos infectam PCs de estação espacial
NASA TV / AFP
NASA

Até no espaço. Contaminação ocorreu por causa do uso de pen drives

Um relatório da Sandvine, empresa especializada em medição de tráfego via conexões de banda larga, mostra que o fluxo de arquivos pelo BitTorrent, serviço associado à pirataria de músicas e filmes, tem diminuído bastante nos Estados Unidos. A parcela ocupada pelo BitTorrent na banda disponível nos EUA caiu 7% nos últimos dois anos. Hoje as transferências pelo serviço estão longe do observado há uma década, quando o uso do BitTorrent ocupava 60% de toda a banda larga americana. A principal razão da queda é os consumidores se voltarem cada vez mais para serviços legítimos e legais na hora de assistir a suas séries e seus filmes preferidos ou ouvir música.

O surgimento do Netflix e a popularidade crescente do YouTube são provas disso, e confirmam que a pirataria reflui quando surgem alternativas dentro da lei a preços razoáveis. “Estamos finalmente no ponto em que serviços legais estão oferecendo bons motivos para os usuários não usarem mais a pirataria”, disse Mark Mulligan, analista entrevistado pela BBC. Segundo ele, a possibilidade “não quer dizer que os usuários hardcore não continuem com a pirataria, porque continuarão”.
Para Bram Cohen, inventor do BitTorrent, o problema é outro. “O BitTorrent não é usado corretamente. Mas isso indica existir pessoas que não conseguem a experiência desejada. Estão dispostas a gastar dinheiro, mas não encontram o que querem legalmente”, disse Cohen.

Aí está a Estação Espacial Internacional para provar: os vírus de computador são capazes de chegar a qualquer lugar. Segundo a Kapersky, companhia especializada em segurança digital, cosmonautas russos infectaram hardwares da estação espacial por meio de pen drives. Os cosmonautas não sabiam que seus pen drives estavam infectados, mas os vírus se alastraram pela estação e infectaram até laptops usados por astronautas. “Não é algo muito frequente, mas não é a primeira vez que isso acontece”, disse um porta-voz da agência. A mensagem é clara: nem no espaço é possível ter um computador livre de vírus.

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