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Número 768,

Tecnologia

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A política do ciberespaço

por Felipe Marra Mendonça publicado 30/09/2013 03h36, última modificação 30/09/2013 04h53
Toomas Ilves, presidente da Estônia, faz a defesa de uma "nova ordem" na web
Stan Honda / AFP
Toomas Hendrik Ilves

Ou mudamos o mundo ou mudamos a internet, diz Toomas Hendrik Ilves

O presidente da Estônia, Toomas Hendrik Ilves, fez interessante palestra numa reunião sobre política de internet na atual Assembleia-Geral da ONU com comparações entre fronteiras físicas e a ausência de fronteiras no mundo online. Citando a Paz de Vestfália, que estabeleceu os princípios de soberania nacional e do Estado-Nação, Ilves disse que o respeito às fronteiras não é mantido na internet.

“O ciberespaço não possui fronteiras. Alguns países agora enfrentam a importação de ideias liberais potencialmente desestabilizantes, com meios de expressão, transparência e responsabilidade apoiados por uma busca no Google, um vídeo no YouTube ou um tuíte, ameaças diretas a um sistema político restrito. A internet faz desses serviços ameaças domésticas ao regime no poder”, disse o presidente estoniano. “Então esses regimes passam a se apoiar em filtros e bloqueios, usando sistemas sofisticados do monitoramento e filtragem, enquanto cooptam os provedores a identificar dissidentes que escrevem no Twitter ou no Facebook. Quando esses métodos fracassam, cortam o acesso à internet por completo, como fez o governo de Mubarak no Egito”, completou.

“Existem dois caminhos possíveis e uma escolha a ser feita. Podemos alterar a natureza da internet, adotando uma estrutura regulatória semelhante à Paz de Vestfália. O outro caminho nos permite mudar o mundo”, disse o mandatário. Ilves também propôs que a ONU tivesse o papel de “promover um diálogo sobre liberdade e segurança na internet entre seus países-membros, além de defender a liberdade na internet como um direito humano”.

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou uma medida curiosa para tentar diminuir o número de acidentes rodoviários relacionados ao envio e leitura de mensagens de texto, quando os motoristas se ­distraem ao olhar para as telas de seus telefones celulares. As áreas de estacionamento e descanso ao longo das rodovias serão designadas como locais para enviar mensagens de texto. Inicialmente serão 91 locais no estado inteiro. “Esse nosso esforço é um modo de alertar os motoristas de que não existe mais desculpa para tirar as mãos do volante e os olhos da pista. Aquela mensagem de texto pode esperar até a próxima parada”, disse Cuomo

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