Você está aqui: Página Inicial / Revista / Mídia vs. Estado de Direito / Prêmio IgNobel
Número 767,

Saúde

Saúde

Prêmio IgNobel

por Drauzio Varella publicado 22/09/2013 08h01
A ciência contempla, com a devida pompa, algumas de suas realizações duvidosas
Prêmio IgNobel

O símbolo dos Prêmios IgNobel inspira-se no Pensador de Rodin e é conhecido como “The Stinker”

Em 1991, a revista humorística Annals of Improbable Research criou o Prêmio IgNobel, para  prestigiar as descobertas mais estranhas. Distribuído anualmente num dos salões da Universidade Harvard, o prêmio fez tanto sucesso na comunidade científica que hoje é aguardado com um grau de interesse semelhante ao do verdadeiro Nobel. Em 2013, os ganhadores do IgNobel foram:

Medicina
Masanori Niimi e colaboradores da Universidade Teikyo, em Tóquio, por haver demonstrado que ratos submetidos a transplante cardíaco vivem mais tempo quando escutam determinadas músicas. Enquanto os ratos mantidos em silêncio sobrevivem, em média, sete dias, aqueles que ouviram a ópera La Traviata viveram 27 dias. Os que foram obrigados a ouvir a cantora irlandesa Enya sobreviveram 11 dias.

Psicologia
Brad Bushman, da Universidade de Ohio, por provar que os homens quando tomam diversos drinques sentem que são mais atraentes do que nas ocasiões em que bebem menos. No estudo, os participantes eram convidados a beber antes de falar como se sentiam atraentes e espirituosos, diante de um júri encarregado de dar nota às mesmas características.

Probabilidade
Bert Tolkamp e colaboradores, do Colégio Rural da Escócia, foram premiados por duas pesquisas correlatas. Na primeira, demonstraram que “quanto mais tempo uma vaca permanece deitada, maior é a probabilidade de que se levante”. Na segunda, provaram que, “quando uma vaca fica em pé, não é possível prever com facilidade quando se deitará novamente”.

Física
Alberto Minetti, da Universidade de Milão, e colaboradores, por calcular qual deveria ser o valor da força da gravidade de um planeta para que um homem pudesse correr na superfície de um lago com água em estado líquido sem afundar.

Biologia e Astronomia
Marie Dacke, da Universidade de Lund, na Suécia, e colaboradores, pela demonstração de que certos besouros, quando se perdem, são capazes de encontrar o caminho de volta, orientando-se pelas estrelas da Via-Láctea.

Segurança
O americano Gustano Pizzo, pela invenção de um sistema eletromecânico capaz de isolar e aprisionar sequestradores de avião entre duas portas, para em seguida arremessá-los de paraquedas.

Química
Shinsuke Imai, do Japão, e colaboradores, pela descrição do processo bioquímico pelo qual as cebolas fazem as pessoas chorar.

Arqueologia
Brian Crandall, da Inglaterra, e colaboradores, por estudarem o destino dos ossos de um pequeno mamífero (musaranho), quando comido e digerido por humanos.

Saúde Pública
Kasian Bhanganada, da Tailândia, e colaboradores, pela publicação do artigo “Intervenção Cirúrgica em Amputações Penianas Epidêmicas em Siam”, na qual descrevem uma técnica que recomendam para esses casos, “exceto quando o pênis amputado foi parcialmente ingerido por um ganso”.

Paz
Alexander Lukashenko, presidente bielorusso, por decretar a ilegalidade do aplauso em público – ação usada como protesto irônico no país. E por autorizar a polícia a prender por essa contravenção um homem que tinha um braço só.

registrado em: