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Número 758, Julho 2013

Tecnologia

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Noruega aperta o cerco contra a pirataria

por Felipe Marra Mendonça publicado 23/07/2013 09h09, última modificação 23/07/2013 10h38
País aprova lei que criminaliza indivíduos que copiem conteúdo, embora esse tipo de ação tenha diminuído nos últimos quatro anos
Divulgação
pirataria

210 milhões de cópias piratas foram baixadas em 2012 na Noruega

A Noruega traz mais uma prova de que a pirataria digital pode ser combatida quando são oferecidas alternativas com um bom preço e um serviço descomplicado. O país começou a estudar alternativas legais para coibir a pirataria há dois anos. No começo deste mês, o Parlamento norueguês aprovou uma lei antipirataria com base na qual os grupos antipirataria poderão processar qualquer indivíduo que copie conteúdo. A legislação também vai pedir que provedores de internet bloqueiem o acesso a sites hospedeiros de cópias piratas.

A questão é: durante os últimos quatro anos, os níveis de pirataria têm caído fortemente. Um relatório da empresa de pesquisas francesa Ipsos mostra que em 2008 os noruegueses copiaram 1,2 bilhão de músicas, mas o número caiu para 210 milhões em 2012. O mesmo fenômeno foi registrado na cópia de filmes e seriados de tevê: foram copiados 125 milhões de filmes e 135 milhões de seriados, em 2008, e, respectivamente, 65 milhões e 55 milhões, em 2012.

A queda não pode ser atribuída simplesmente aos efeitos da nova legislação, pois poucos usuários noruegueses foram processados desde a vigência das novas regras. “A explicação mais óbvia é que em anos recentes tivemos o advento de serviços como o Spotify e pouco depois serviços de vídeo como o Netflix. Quando você tem essa oferta de conteúdo legítimo, as pessoas passam a usá-lo, não existe desculpa para fazer cópias ilegais. Quando você se depara com algo que não custa muito e é fácil de usar, fica menos interessante fazer downloads ilegais”, diz Olav Torvund, professor de Direito da Universidade de Olso, ao jornal Aftenposten.


Ou seja, a solução é cobrar um preço justo e facilitar o acesso.

•Todo mundo sabe que o Instagram é muito popular para compartilhar fotos. No Kuwait, contudo, ele passou a ser explorado como plataforma para o comércio eletrônico. Usuários no país tiram fotos de produtos, colocam um preço e na descrição indicam um meio de contato, como uma conta de WhatsApp. O país até foi palco da Insta-Business Expo em abril, onde empreendedores contaram seus casos de sucesso em negócios desenvolvidos para a plataforma.

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