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Zelaya é a estrela no 1º dia do Foro de São Paulo

por Opera Mundi — publicado 17/08/2010 16h45, última modificação 17/08/2010 17h06
O ex-presidente de Honduras participa do encontro do grupo, realizado nesta terça-feira 17 em Buenos Aires

O ex-presidente de Honduras participa do encontro do grupo, realizado nesta terça-feira 17  em Buenos Aires

Apesar de as delegações ainda estarem chegando a Buenos Aires, realizou-se nessa terça-feira (17/08) a primeira seção de trabalho do 16º Encontro do Foro de São Paulo. Uma reunião ampliada do Grupo de Trabalho – corpo dirigente da entidade entre suas reuniões gerais – ocupou o salão principal do Hotel Panamericano, no centro da capital argentina.

As representações presentes, distribuídas em mesas que formavam um quadrado, tinham sido chamadas para começar a discutir o documento final do encontro, que será aprovado até sexta-feira. Mas interromperam seus trabalhos para receber o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, derrubado por um golpe de Estado em junho do ano passado.

De terno e gravata, mas sem seu famoso chapelão, o ex-mandatário foi aplaudido de pé por cerca de cem dirigentes da esquerda latino-americana. Não há mais registro de ideias conservadoras no discurso desse antigo fazendeiro que migrou para a esquerda durante seu tempo de palácio. “O terrível poder de conspiração do capitalismo financeiro se aplica de forma irrestrita e  autoritária, abalando a participação democrática”, declarou Zelaya a seus ouvintes.

Mas seu principal foco foi o processo político em Honduras. Mel, como é popularmente conhecido, está proibido de voltar a seu país e vive na República Dominicana. “Continua a operação de repressão contra as forças de resistência”, denunciou ao Foro de São Paulo. “Os militantes progressistas continuam sendo presos e torturados, para impedir que a organização popular volte a ser protagonista.”

O ex-presidente hondurenho foi eleito em 2005, pelo Partido Liberal, depois de derrotar o atual chefe de Estado, Porfirio Pepe Lobo, do Partido Nacional. Considerado um homem de direita, Zelaya surpreendeu a todos quando começou a implementar medidas econômicas e sociais tradicionalmente consideradas de esquerda. Setores empresariais e agrários passaram rapidamente à oposição.

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