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Política

Agência Brasil

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Troca de favores?

16.08.2011 19:14

Wagner Rossi usou jatinho de empresa

Por Danilo Macedo*

Brasília – O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, respondeu, em nota, à denúncia de que usa o jato executivo da empresa Ourofino Agronegócios para viagens particulares, publicada na edição de terça-feira 16 do jornal Correio Braziliense. Segundo a reportagem O ministro e o jatinho de US$ 7 milhões, o faturamento da empresa de Ribeirão Preto, cidade onde o ministro mora com a família, cresceu 81% depois que a empresa foi incluída como fornecedora de vacinas para a campanha contra a febre aftosa, iniciada em novembro de 2010.

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“Em raras ocasiões, utilizei como carona o avião citado na reportagem”, admitiu Rossi. No entanto, quanto às autorizações de registro de patentes dadas pelo governo à Ourofino, o ministro disse que o processo para a empresa produzir o medicamento contra aftosa teve início no Ministério da Agricultura em 2006, antes da entrada dele na pasta. Segundo Rossi, ao longo de quatro anos, foram “cumpridos rigorosamente” todos os procedimentos técnicos que levaram à autorização para fabricação do produto.

Rossi disse ainda que, além da Ourofino, outras empresas também receberam licenças do governo durante a gestão dele. Até 2009, informou, apenas seis marcas, sendo cinco internacionais, tinham autorização do governo para produzir e vender vacinas contra febre aftosa no Brasil. “A decisão, técnica, teve como objetivo abrir o mercado”.

O ministro negou que tenha havido privilégios ou tratamento especial às empresas e garantiu que elas têm reputação no mercado e cumpriram todos os pré-requisitos legais. Em menos de três semanas, esta foi a terceira nota de Rossi à imprensa para responder denúncias envolvendo autoridades do ministério.

*Publicado originalmente em Agência Brasil.

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Sua opinião

  1. Galileu Catolé disse:
    Errou o leitor ANDRÉ DE SOUZA MELO TEIXEIRA. Em tese o Ministro praticou ato de improbidade administrativa, configurado no art. 9º e 11 da Lei n. 8.29/92. Admitir que viajou de carona, e que tal carona se deu em razão de ele ser Ministro de Estado (ao que se saiba a Ourofino não dá caronas a torto e a direito em seus aviões), já é motivo suficiente para instauração, no mínimo de uma ação de improbidade administrativa.
  2. ANDRÉ DE SOUZA MELO TEIXEIRA disse:
    O Ministro não deveria aceitar favores de pessoas que têm negócios com o Ministério dele, dá uma péssima impressão. Notem, o fato de ele andar no jatinho da empresa não é prova de corrupção, mas dá uma impressão de promisuidade, de conflito de interesses. Como dizia Caio Julio Cesar, que repudiou sua esposa por relações suspeitas (mas sem adultério comprovado) com outro homem, não basta a mulher de Cesar ser honesta, ela precisa parecer parecer honesta. A mesma coisa se passa com quem está à frente da Administração. Em países onde se leva ética mais a sério, como muitos na Europa, possivelmente essa revelação seria motivo de pedido de desculpas, ou, até, de renúncia. Já aqui nos tristes trópicos ... E enganam-se aqueles que pensam que a Presidente pode fazer muita coisa, porque se ela apaertar demais o Rossi, o PMDB se rebela contra ela e aí ela não aprova mais nada no Congresso. Reforma política já, nosso sistema é inviável!
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