Você está aqui: Página Inicial / Política / Valor do mínimo vira moeda de troca para o PMDB

Política

Brasília

Valor do mínimo vira moeda de troca para o PMDB

por Redação Carta Capital — publicado 05/01/2011 12h33, última modificação 05/01/2011 17h01
O partido ameaça exigir um reajuste maior do que o planejado pelo governo caso não seja atendido nas reivindicações de cargos para o segundo escalão. Da Redação de CartaCapital.

O salário mínimo virou moeda de troca política. Na fase de distribuição dos cargos de segundo escalão do novo governo, o PMDB encontrou uma forma de pressionar a presidente Dilma Rousseff: o partido agora ameaça exigir um reajuste maior do mínimo. A previsão do governo - reforçada na terça-feira 4 pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega - é de um aumento para R$ 540.

O valor, discutido há meses, parecia questão fechada, apesar da insatisfação de centrais sindicais. Apenas parecia. Quando a briga pelos cargos-chave de Correios, Infraero, Caixa, Funasa e outras empresas apertou, o partido do vice-presidente Michel Temer resolveu apertar a corada.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, foi o porta-voz da ameaça: "Não estamos convencidos do valor do mínimo. Queremos discutir para que a gente possa ser convencido ou convencer o governo". Sobre as vagas que o PMDB terá direito no segundo escalão do governo, o parlamentar afirmou que o partido “sai desse processo” e aguardará o momento em que a presidenta Dilma Rousseff retomará as discussões. “O que queremos é diálogo, é respeito, é entendimento. Afinal, foi uma campanha de coalizão para ganhar a eleição e é um governo de coalizão para se governar.”

O líder disse que o adiamento dessas discussões foi posta, ontem, pelo vice-presidente na reunião do Conselho Político do governo e reafirmada hoje à cúpula peemedebista. Segundo ele, o processo de discussão dos cargos de segundo escalão, quando desencadeado “na hora própria”, terá como canal natural o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje (5), após uma visita de cortesia ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que não vê conflitos por cargos entre PT e PMDB.

Ele ressaltou que em seu ministério há cargos de diretoria que são do PT e que em nenhum momento foram reivindicados por peemedebistas. “Não vejo essa briga. A mim não chegou nenhum pedido desse tipo.” Ele acrescentou que não deverá haver mudanças significativas na equipe de segundo escalão de seu ministério.

Com informações da Agência Brasil