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Política

Eleições 2014

União entre Marina e Campos provoca as primeiras rusgas

por Redação — publicado 10/10/2013 10h51
Líderes do PSB reagem à frase de ex-senadora sobre "duas possibilidades" para 2014, e deputado ruralista diz ter sido "atropelado"
Agência Brasil
Marina Silva e Eduardo Campos

A ex-senadora Marina Silva discursa ao lado do governador Eduardo Campos (PE)

O casamento entre Marina Silva e Eduardo Campos começa a provocar os primeiros sintomas de mal estar entre aliados – e futuros aliados. Após a ex-senadora afirmar, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que tanto ela como o governador de Pernambuco são “possibilidades” para a disputa da Presidência em 2014, lideranças do PSB, o partido que acaba de dar abrigo à ex-ministra, reagiram. Foram a público dizer que o candidato da legenda é Eduardo Campos.

"Não tem isso de discutir lá na frente posição na chapa. A candidatura posta é a de Eduardo e ela vai até o dia da eleição. A cabeça de chapa se chama Eduardo Henrique Accioly Campos e esse será o nome na urna no dia da eleição", afirmou, à Folha de S.Paulo, o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira.

Segundo a reportagem, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), um dos articuladores da união, também reforçou a tese: “A Marina fez opção pela candidatura do Eduardo, e essa candidatura vai até o fim”.

Nos estados, o casamento começa a redesenhar o cenário para as eleições. A primeira baixa oficial foi a do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), da bancada ruralista. Ele negociava o apoio de Eduardo Campos em Goiás quando foi “vetado” pela ex-ministra do Meio Ambiente. No Twitter, afirmou: “Estou desapontado com Eduardo Campos. Todos os predicados que eu imaginava que ele tivesse foram anulados pela absoluta falta de coragem”.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Caiado foi além. Disse ter recebido “um balde de água fria” e encerrou a possibilidade de uma união com o PSB em Goiás. Ele disse ter sido "atropelado" pela aliança e classificou as críticas da ex-senadora como “agressivas” e típicas de “talibã”.

“É espantoso alguém querer pleitear a Presidência e ter essa visão tão excludente do setor, nacionalmente o maior pilar da economia. Como vou conviver com uma chapa de candidato a presidente que é preconceituosa com o setor primário? Eu sempre fui muito coerente, mas nunca intolerante. Hoje, não sei identificar se o candidato é Eduardo ou Marina.”

Para Caiado, “não foi a Marina quem aderiu ao Eduardo, foi ele quem aderiu à Marina”.