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Política

"Mensalão"

"Tenho muita coisa a comentar", diz Lula sobre prisões

por Piero Locatelli — publicado 18/11/2013 15h44
O ex-presidente disse, no entanto, que vai esperar o "julgamento total" dos recursos apresentados pelos réus do "mensalão" para se pronunciar sobre o caso
Ricardo Stuckert/Instituto

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira 18 que vai esperar o julgamento dos embargos infringentes pelo Supremo Tribunal Federal antes de se pronunciar sobre a condenação dos réus do chamado “mensalão”. Na semana passada, por ordem do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, 11 réus começaram a cumprir prisão pelos crimes de corrupção, entre eles os ex-presidente do PT José Genoino e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, homem forte de seu primeiro mandato.

“Vou esperar o julgamento total. Tenho muita coisa a comentar e gostaria de falar sobre o assunto”, disse, após participar do evento em homenagem aos dez anos da Faculdade Zumbi dos Palmares, inaugurada por ele.

Questionado, Lula disse não ter notícias sobre o estado de saúde de José Genoino, que passou mal em sua primeira noite na prisão, em Brasília, e precisou ser atendido por uma equipe médica. Ele também não quis comentar a fuga de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, que viajou para a Itália após ser condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Segundo o ex-presidente, a nota do PT a respeito da prisão dos réus “condiz com a realidade do momento”.

A nota, assinada pelo presidente da legenda, Rui Falcão, chama de “casuísmo jurídico” a determinação para a execução imediata das penas antes do julgamento dos embargos infringentes. Disse considerar o julgamento injusto, político e alheio às provas dos autos. “O PT reitera sua convicção de que nenhum de nossos filiados comprou votos no Congresso Nacional, nem tampouco houve pagamento de mesada a parlamentares. Reafirmamos, também, que não houve da parte dos petistas condenados, utilização de recursos públicos, nem apropriação privada e pessoal para enriquecimento”.