Política

Eleições 2014

Marina diz que, se eleita, acabará com a reeleição

por Renan Truffi publicado 22/08/2014 18h47, última modificação 25/08/2014 13h09
Quando questionada se iria permanecer no PSB durante seu eventual mandato, a ex-ministro do Meio Ambiente desconversou
Valter Campanato/Agência Brasil
Marina Silva

Ex-ministra do Meio Ambiente se reuniu com políticos, empresários e intelectuais para debater seu programa de governo

A candidato do PSB à Presidência da República, Marina Silva, anunciou nesta sexta-feira 22 que, caso vença as eleições presidenciais, só irá ficar quatro anos no cargo. Isso porque ela promete acabar com a possibilidade de reeleição presidencial no Brasil, durante seu eventual mandato.

"Agora não é hora de ficarmos cada um querendo valorizar a parte, é hora de lutar pelo todo. Nosso compromisso é com o fim da reeleição. O meu mandato será um mandato de apenas quatro anos. O que eu quero é ajudar a renovar a política", afirmou no comitê de campanha, em São Paulo.

Quando questionada se iria permanecer no PSB durante os quatro anos de seu possível mandato, a ex-ministro do Meio Ambiente desconversou. "Me comprometo a governar o Brasil. Não devemos tratar a Presidência como propriedade de um partido. A sociedade está dizendo que quer se apropriar da política  e as lideranças políticas têm que entender que Estado não é um partido e que o governo não é o Estado", argumentou. Marina se filou ao PSB apenas porque não conseguiu registrar a tempo, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o seu partido, chamado de Rede Sustentabilidade, para a disputa das eleições. Caso ela seja a vencedora em outubro e consiga o registro da legenda na sequência, ela poderá trocar de partido durante o mandato de presidenta.

A promessa de permanecer apenas quatro anos no cargo foi feita no comitê de campanha da candidata, em São Paulo, onde ela se encontrou com empresários, políticos e intelectuais que irão ajudar a formular seu programa de governo. O documento com as propostas para a sua gestão deve ficar pronto até o próximo dia 29 de agosto. Sobre os acordos com outros partidos e candidaturas estaduais, a candidata voltou a enfatizar que vai cumprir apenas o que tinha sido acordado com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo em Santos (SP), há uma semana.

"Não vou subir naqueles palanques em que eu já não estava indo, mas as alianças estão todas mantidas do jeito que Eduardo fez. Meu vice Beto Albuquerque irá suprir a ausência de Eduardo nos palanques onde já tínhamos acertado que ele [Eduardo Campos] cumpriria esse papel". disse. Isso porque Marina se nega a apoiar, por exemplo, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB).

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