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Política

Ministro da Agricultura

Wagner Rossi rebate denúncias

por Redação Carta Capital — publicado 14/08/2011 11h01, última modificação 14/08/2011 12h37
Nome do ministro foi envolvido em uma série de irregularidades em reportagem de revista; ele nega ter pedido propina

Por Renata Girardi, da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff telefonou neste sábado 13 para o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, reiterando apoio e solidariedade, segundo assessores. O telefone ocorreu após a divulgação de informações pela revista Veja que associam o nome dele a uma série de denúncias de irregularidades. Em nota oficial publicada no site do ministério, Rossi rebate as informações e diz que vai pedir direito de resposta à Justiça.

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No texto, o ministro nega ter pedido propina no valor de R$ 2 milhões em uma licitação cujo contrato para a prestação de serviços somava R$ 2,9 milhões. “Isso fere a lógica e o bom-senso. Pior. É lançada sem qualquer prova ou indício de materialidade”, diz Rossi.

Há menos de 15 dias, o ministro rebateu informações de que havia um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do ministério e arrecadar dinheiro. As denúncias foram feitas pelo ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Rossi reclamou ainda que a reportagem da edição desta semana da Veja é uma “campanha orquestrada com interesses políticos” que visam a “desconstruir” a imagem dele. Na nota, o ministro diz que a família dele tem  “situação econômica confortável”, resultado de um “trabalho de gerações”. De acordo com ele, sua família atua em distintas áreas, como agricultura e pecuária, mercado imobiliário, comunicação e finanças.

No texto, o ministro esclarece que ficou viúvo da primeira mulher há 17 anos, depois casou-se com Silnei Biancoli Rossi, em separação total de bens, e que seu patrimônio pessoal é inferior a R$ 1 milhão. “Eu e todos os meus filhos declaramos renda e patrimônio à Receita Federal, anualmente”.

Em relação à casa mencionada pela revista, no valor de R$ 9 milhões, Rossi diz ter comprado por R$ 195 mil, em 1996. O ministro rebate ainda a informação de que ao comandar a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), no período de 1999 a 2000, decidiu pagar com dinheiro público a dívida com a Previdência, de R$ 126 milhões, que pertencia a empresários.

“Impossibilitada de operar em função do bloqueio das contas pela Justiça, a Codesp buscou um acordo para o parcelamento das dívidas com o INSS, o que efetivamente ocorreu. O acordo não ocasionou prejuízo a qualquer das partes”, diz a nota.

Segundo Rossi, foi correta a licitação para contratar empresa de comunicação social especializada na prestação de serviços técnicos, na elaboração e execução de planejamento estratégico de comunicação integrada, no valor de R$ 2.956.092,00. Ele nega os argumentos de que houve  “cartas marcadas” no processo de concorrência.

O ministro rechaça ainda a informação de que determinou à Conab a doação de 100 toneladas de feijão à prefeitura de João Pessoa (Paraíba) para beneficiar um aliado político. Segundo ele, a doação foi feita para atender a pedidos de autoridades municipais. A íntegra da nota oficial de Rossi pode ser lida no site do ministério.

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