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Política

Caso Strauss-Kahn

Relatório médico indica estupro

por Redação Carta Capital — publicado 16/08/2011 16h07, última modificação 06/06/2015 18h57
Relatório feito durante atendimento em hospital atesta que a camareira foi agredida e estuprada pelo ex-presidente do FMI

Mais informações causam nova reviravolta no caso do ex-presidente do FMI Dominique Strauss-Kahn. Segundo o jornal francês L'Express, o relatório médico da camareira do hotel Sofitel ao qual o jornal teve acesso, indicava agressão e estupro. Segundo o documento, Nafisatou Diallo tinha vários ferimentos em decorrência do episódio.

A denúncia de que o então presidente do FMI Dominique Strauss-Kahn teria estuprado a camareira iniciou um escândalo que culminou em sua demissão. No início de julho, o político foi solto em liberdade provisória, depois que a credibilidade da camareira foi questionada pelos promotores. Poucos dias depois, Kahn teve de responder a um novo processo criminal, acusado de assediar a jornalista Tristane Banon em 2002.

O advogado de Diallo, Kenneth Thompson afirmou que ficou surpreso pelo fato da Promotoria, que teve acesso a esses dados desde o início do processo, não tenha dado mais atenção ao relatório médico.

Segundo os médicos que atenderam a camareira no hospital St. Luke's Roosevelt, de Manhattan, Diallo chegou ao local de ambulância, acompanhada da Polícia, tinha capacidade de caminhar sozinha e contou chorando o episódio. Além disso, o relatório indica traumatismo na área vaginal da vítima, que estava avermelhada. “Diagnóstico: agressão. Causa dos ferimentos: agressão e estupro" conclui o documento.

No início de julho, o político foi solto em liberdade provisória, depois que a credibilidade da camareira foi questionada pelos promotores. Poucos dias depois, Kahn teve de responder a um novo processo criminal, acusado de assediar a jornalista Tristane Banon em 2002.

Segundo o advogado da mulher, "não existe" a conversa publicada na imprensa em que Diallo dialoga com um amigo, preso por tráfico de maconha, sobre os benefícios que poderia tirar do julgamento de Strauss-Kahn, um dos fatores que fez a Promotoria questionar o argumento de que a moça não conhecia a identidade do político.

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