Terry Southern, um dos grandes nomes da contracultura norte-americana, tem um conto intitulado “Red-Dirt Marijuana”, que li traduzido em espanhol como “La Rica Marihuana”, uma espécie de “modo de usar” da maconha em formato de ficção. Como um “Huckleberry Finn” de Mark Twain em versão “ervoafetiva”, Southern narra a história da amizade entre um garoto branco e seu amigo mais velho, negro, empregado da fazenda onde ambos vivem.
Impressionado ao ver algumas vacas meio sonolentas largadas pelo pasto, o guri ouve do rapaz: “Sinal de que deve ter erva por perto”. De fato, os amigos descobrem alguns pés de maconha nas proximidades, logo colhidos pelo negro, que coloca a planta para secar e depois começa a separá-la em dois montes diferentes. O garoto pergunta: “Por que você está fazendo isso?” E ele: “Essa daqui é a maconha fraca, que posso fumar para trabalhar o dia inteiro, de sol a sol, sem me cansar. E esta aqui é a maconha forte, para fumar no domingo, quando não quero nem saber de trabalho”.
É uma história que diz muito sobre as diferentes formas de usar maconha. Há pessoas que conseguem inclusive fumar e trabalhar; e há outras que preferem utilizar a erva só nas horas de folga, para não misturar trabalho com estados alterados de consciência. Há quem fume cotidianamente; e há quem fume ocasionalmente. Este tipo de percepção sobre a droga não costuma aparecer em pesquisas sobre a maconha para não dar destaque ao fato de que a maioria dos “maconheiros” fuma baseados com “fins recreativos”. Existem estudos indicando que 95% dos usuários da maconha sejam recreativos.
O principal problema do filme “Quebrando o Tabu”, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendendo a descriminalização da maconha, é justamente ignorar o uso recreativo. A premissa do documentário dirigido por Fernando Grostein, irmão de Luciano Huck, é que o usuário não pode ser preso porque é um doente, não um criminoso. A certa altura do filme, FHC diz: “Uma pessoa que fuma maconha de manhã cedo tem sérios problemas psicológicos”. Será mesmo? Eu própria conheço gente que fuma antes de trabalhar e não aparenta ter problema algum. Se você prestar atenção, verá algumas vezes pessoas fumando baseado no trânsito a caminho do trabalho. É mais comum do que se imagina.
FHC diz que tem estudado o tema da maconha, mas não parece ter muita idéia do que está falando. Ele confessa, bem no comecinho do documentário, que errou em sua política de drogas quando foi presidente. Em seguida, aparece Bill Clinton, ex-presidente dos EUA, também admitindo que errou. Pena, porém, que a honestidade intelectual do filme acabe aí. No afã de demonstrar que o tucano é um globetrotter que circula com desenvoltura entre celebridades, o documentário prioriza depoimentos de ex-presidentes como os americanos Clinton e Jimmy Carter, o colombiano César Gaviria e o mexicano Ernesto Zedillo, além do escritor Paulo Coelho e do galã de Hollywood Gael García Bernal.
Só aparece um depoimento de usuário de maconha, um rapazola que fala das dificuldades de se comprar a erva enquanto enrola um baseado. Há outros depoimentos de viciados e ex-viciados em heroína, droga que o próprio filme faz questão de destacar que tem um poder de adicção mil vezes maior do que a maconha. Ora, se uma das intenções do documentário é descolar o uso da erva do vício em outras drogas, por que aproximar um usuário do outro? O heroinômano cabe no modelo “doente”, que precisa de tratamento e não de cadeia. O maconheiro, não.
Faltou ao filme de FHC um depoimento honesto como o da atriz Maria Alice Vergueiro no ótimo curta “Tapa na Pantera”, de Esmir Filho: “Fumo todos os dias há 30 anos e nunca viciei”. Faltaram usuários dizendo que fumam porque querem relaxar ou simplesmente porque gostam de fumar. Uma defesa sincera da descriminalização da maconha passa, sim, pelo fato de que irá reduzir a violência, como defende o filme de FHC. Mas é preciso falar que a maconha precisa ser descriminalizada também porque é uma planta e pode ser cultivada em casa, porque tem finalidades terapêuticas que precisam ser aproveitadas e pesquisadas, e porque está comprovado cientificamente que é menos nociva para a saúde do que o álcool e o tabaco, que são liberados.
Assim como fez o chapa de FHC, Bill Clinton, “Quebrando o tabu” fuma maconha, mas não traga. Sua defesa da descriminalização é superficial e é desonesto intelectualmente ao ignorar o usuário recreativo de maconha. Não adianta vir com a desculpa de que este seria um caminho mais curto para a descriminalização –tipo o acusado que assina uma confissão para ter uma pena menor. Não. Chamar os que fumam cannabis de doentes é tão equivocado quanto dizê-los criminosos. E o que o debate sobre a descriminalização da maconha no Brasil menos precisa é de hipocrisia.
[...] No primeiro dia de 2012, um documentário que bombou em 2011: “Quebrando o tabu”. Vale muito o confere, mas com algumas ressalvas. Ressalvas bem colocadas nesse artigo da “carta capital” (clique aqui para ler). [...]
Cynara Menezes
Concordo com suas críticas a cerca do uso da maconha,porém,acredito que você se equivocou ao realizar um julgamento bastante preciptado a cerca do documentário.Você misturou duas questões distintas,que tem que ser trabalhadas separadamente.Na sua crítica você se limitou,e se limitou muito a questão da maconha,seu uso recreativo e etc.Porém,esse não é,e nunca foi o foco do Documentário Quebrado o Tabu.Se preciso,assista mais uma vez,duas,ou quantas for necessário,para tentar entender o tema que está em debate,um tema que é muito mais amplo do que simplismente os pontos que você trouxe em suas críticas,sempre relacionados a maconha.A criminalização do usuário,seja ele usuário de qualquer substância,é algo muito mais grave do que simplismente o debate do uso recreativo da maconha.O documentário fala de saúde,de uma maneira distinta de lidar com o usuário e o dependente,não entrando nos méritos de quem é o que,essa discussão pode ser deixada para um futuro,onde ambos tenham seus direitos garantidos por políticas públicas voltadas tanto ao usuário como também ao dependente.Atualmente,o uso de determinadas substâncias(o crack por exemplo) tornou-se um problema de saúde pública,que tem levado diariamente pessoas a morte,e a estados críticos de saúde,e diante disso,você ainda reduz sua visão dentro desse tema,simplismente a maconha,seus efeitos,uso recreativo?Acredito que limitar suas críticas a essa questões diante de um documentário que traz diversos pontos de debate,muito importantes,é muita futilidade.A questão é muito mais ampla.Se enfim conseguirmos dar o grande passo para a descriminalização,ainda importará quem faz uso recreativo ou diariamente?Acredito que não.Procure se informar mais futuramente a respeito dos reais problemas que assolam o Brasil,pois na minha opnião,é muito mais urgente uma discussão ampla,que provoque reflexão a cerca da questão das drogas como um todo no país ,do que simplismente focada na maconha.Porque enquanto você assiste a um documentário rico em pontos de discussão e se limita aquilo que lhe interessa,crianças todos os dias,cada vez mais jovens,experimentam nas ruas o alcool,cigarro,o crack,a cola,oxi,ou até mesmo a maconha(que para uma criança em fase de formação,é prejudicial),e tornam-se aos poucos dependentes.Se mesmo assim você ainda acha que o filme não tragou,esqueça essa discussão,ou assista mais algumas vezes.
Acabei de assistir o filme. Até assistí-lo me mantive alheio a leituras de críticas para que não houvesse qualquer tipo de influência positiva ou negativa. Eu criei uma expectativa de que ele poderia ser bom, porém o achei muito superficial, desconexo e sem graça em função do título escolhido pelos produtores. Ele é bem produzido e editado, mas falta foco, falta conteúdo e chega a ser insuficiente tanto para um debate quanto para introdução.
[...] legalização da maconha? JÔ Soares a favor da LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS Gilberto Gil assume fumar ‘Quebrando o Tabu’ fuma, mas não traga Fernando Henrique Cardoso fala sobre descriminalização das drogas Hemp – documentário [...]
Olha não discordo das suas críticas, e sou a favor da legalização da maconha. Mas acredito que por ser um tema delicado, já que envolve valores sociais, pq não dizer hipócritas, me parece que o documentário foi com cautela, justamente para não agredir aqueles que não vem com bons olhos essa possibilidade de mudança.Me pareceu um documentário para informar os mais ignorantes e preconceituosos sobre o assunto. E se faz importante a reflexão dessa parcela da comunidade para podermos discutir com mais coerência sobre a legalização da maconha e a descriminalização do usuário. Enfim ….
bruna… te sugiro dois documentarios… o sindicato, e cortina de fumaca!!!
vou apertar um pra gastar no show do guns agora! Abracos!!
muito bom o texto… concordo em tudo… porem acho que o filme foi feito desta maneira… pra ter mais aceitacao do publico… o que é importante visto que as pessoas sao extremamente mal iinformadas sobre este assunto….
MACONHA NAO MATA NEURONIOS!!!
A questão não deveria ficar restrita a guetos como, contra ou a favor, certo ou errado, mas sim a hipocrisia de depoimentos(FHC, Paulo Coelho, usuários de classes abastadas), que ignoram o principal, a VIDA DE MILHÕES DE PESSOAS ARRUINADAS PELO VÍCIO. Tudo bem, concordo que da sua vida, cada um deve fazer o que bem entender. Mas reflitam. Como decidir bem se as “MILHÕES DE PESSOAS” não conseguem acesso à informação, educação, qualificação e finalmente, condições plenas de responderem por si próprias, e escolher o que melhor as convenha. O interesse econômico dos maiores hipócritas, governos representados por medíocres que tentam impor seus interesses pessoais, criminalizando o uso da maconha e as demais drogas “ilícitas” é pura balela. Droga é droga e ponto. Se fosse bom, não seria droga. Estar no grupo dos que não usam não me faz melhor nem pior, mas pessoalmente feliz por poder discernir o que é melhor pra mim, porém desconfortável com aqueles que não tem a mesma sorte .
Um tema muito complicado de se discutir devido cada opinião tem um lado positivo e outro negativo. Liberar parece uma despreocupação com os usuários e as consequências da maconha. Mas alguma coisa tem que ser inovasda a respeito porque propaganda contra não estão mais surgindo efeito. Muitas pessoas procuram drogas, maconha sem saberem o que é e qual efeito causa, mas sabem que é proibido e que é um caminho errado. E quem procura isso é porque perdeu o juizo e quer partir paras uma vida errada, então um dos passos mais sugeridos e conhecidos são as DROGAS.
[...] IG, Carta Capital, Portal Exame, [...]
Muito bom o texto. Falou de uma coisa que eu sempre penso, em muitos casos os usuarios recreativos deixados de lado.
A melhor pergunta não é se o Brasil tem condições de liberar e sim de proibir.
eu acho que ja é um pequeno começo o debate com o filme, mas dura e crua realidade é que as pessoas desenformadas vão cotinuar assim e a cannabis vai continuar perseguida.
eu fumo toda manhã a 6 anos, quando estou indo trabalhar no transito mesmo, outro dia uma senhora falou que cigarro fedido esse seu em moço no transito eu simplesmente cai na risada, agora vocês acham que essa senhora vai se interesar em se informar sobre a “maltita erva e os viciados”??
A dura relidade que vai continuar por muito tempo, é que vou ter que subir muito a favela ainda!!!
Lógico a maconha faz mal, alias como tudo que é inalado por combustao, afinal não precisa ser quimico pra saber q na combustao imcompleta o produto é o chamado “monóxido de carbono” CO. Mas o que acontece é que o texto foi muito bem escrito, eles ignoraram os usuários recreativos que nao representam mal nenhum para nossa sociedade que é totalmente “careta”, ignorante, hipócrita. E ressaltou bem as varias propriedades medicinais que a planta tem, apesar do pouco estudo. O problema do preconceito é muito antigo, pois é uma planta que era usada por tribos indigenas e por isso vista como inferior, nos EUA usada pelos músicos negros que tocavam jazz, por isso a elite branca através dos veiículos midiáticos fizeram vocês todos acreditar nessa que é DROGA, que é nocivo a nossa sociedade. Sinto em lhes dizer, mas todos vocês foram enganados!!!
Não tinha visto que o artigo está na seção “Política”. É realmente muito “político” esse assunto. Quem defende o uso da maconha devia deixar de ser hipócrita e abrir essa discussão, não ficar sentado lendo balelas a respeito. Porque se fuma, ou plkanta ou compra, e está cometendo um crime.
O filme não é sobre a maconha, ou o modo como usá-la. O filme é sobre o tratamento dado às drogas – todas – e como estamnos errados em tentar combatê-las com armas, como em uma guerra. Vai ser ótimo quando lançarem pra download, que aí todos poderão assistir e tirar suas próprias conclusões. P.S.: Nessa questão, estamos todos no mesmo barco, sejamos de esquerda, direita, neo-liberais, social-democratas, comunistas… é uma questão maior, apartidária, e devemos tratá-la como tal, criticar o filme só porque tem como âncora FHC é de uma ignorância sem tamanho.
Quem precisa beber e usar droga todo dia é viciado.
“(…)toma doses de 51 todo dia é alcoólotra e quem usa maconha todas as manhãs não ?(…)
Não. É ‘maconhólatra’.
A diferença é que quem fuma maconha de manhã vai trabalhar ou fazer o que for normalmente e ninguém é diz que aquela pessoa está sob efeito. É a esse grupo imenso que Cynara se refere. Enquanto quem bebe de manhã…
Só queria entender a parte do que é comum pessoas fumarem maconha durante a manhã. Sim, porque quem toma doses de 51 todo dia é alcoólotra e quem usa maconha todas as manhãs não ?
Num País de desigualdades, onde os filhos dos ricos que aprontam são os que não aproveitam o que teem e os filhos dos pobres que seguem a linha torta, são bandidos mesmo, Não vejo como discutir a liberação da erva.
Talvez quando, até os usuários endinheirados, não verem o negro pobre perto do seu carro como indivíduo perigoso e pronto pra assaltar, possamos falar da liberação da droga.
Mas no momento, álcool e drogas são combustíveis apenas para distanciar quem tem algo do que tem nada.
Exemplo melhor eram os meus colegas na UnB que faziam abaixo assinado para libertar usuários com mais maconha que podiam fumar dentro de um carro e que, ao mesmo tempo, pediam polícia para impedir a entrada de elementos estranhos no campus: tipo negrinhos mal encarados.
Eu fico da minha poltrona ouvindo e lendo toda essa balela antimaconha cujas opiniões me deixam com náuseas. Pois bem, direi aqui a minha experiência individual.
Sou pai de família. Tenho uma linda esposa e um lindo filho e adoro fumar maconha e a erva nunca desestabilizou minha vida. Me graduei em Letras pela Universidade sempre fumando maconha que me proporcionou concetradas leituras e adoro ler quando fumo… A erva nunca me atrapalhou. Elaborei meu Projeto de Mestrado e recentemente recebi meu Título de Mestre em Literatura, sempre fumando maconha. A erva nunca me atrapalhou e levo uma vida normalíssima. Então, classificar o maconheiro como um doente é uma piada, é um equívoco. Ou no mínimo, uma estratégia para se buscar a tão desejada descriminalização, que até certo ponto é justificável.
Estou como policial militar em meu Estado, e como eu, muitos dos colegas fumam maconha, assim como fumam médicos, advogados, empresários, politicos, esportistas (basta lembrar o Giba do Vôlei), artistas, atores, operários, religiosos católicos ou evangélicos, estudantes, donas de casa, pescadores, etc…
Recentemente, fui a uma festa de aniversário na house de um professor, onde havia familias dançando e se divertindo. Muitos dos que estavam lá fumaram maconha e todos estavam em paz de espírito e em respeito com todos, não houve se quer o mínimo de desrespeito com quem quer que seja. Portanto a maconha não foi e nem é um problema para mim e para maioria dos amigos e conhecidos que fumam.
Nesse sentido, temos de fazer uma tipologia dos usuários: há usuários problemáticos; e há usuários não-problemáticos. E, infelizmente, estes últimos são dados como exemplos mal-sucedidos para as campamanhas antidrogras. Agora, quem fuma tranquilamente seu baseado e se dá bem com a erva não são ressaltados nessas campanhas como pontos positivos. Aprendi com Nietszche, que na existência há homens fortes e homens fracos e essa classificação deve ser usada na tipologia dos usuários.
Outra coisa, essa história da violência ligada à maconha tem de ser encarada de modo relativista e nunca de modo absoluto. Se a maconha induz o individuo que fuma à violência, é porque ele tem a predisposição para a violência. É o ser humano que é violento e não a maconha. Com ou sem maconha haverá violência no mundo e dentro de nós, pois como diz Nietzsche, a vida em sua essência primordial atua ofendendo, explorando, violentando. Assim é a natureza de todas as coisas e de todos os seres. Como diz um personagem do filme Não matarás, de o diretor Kielowski, desde Caim e Abel, nunca houve uma lei que impedisse que outros crimes fossem cometidos ao longo dos séculos. A violência é inata aos seres.
Outra coisa com ou sem proíbição, haverá maconha. Desde a Era Vargas a maconha tornou-se o bode expiatório, e nunca se resolveu a questão; e nunca deixou-se de consumir e vender maconha. Portanto, mesmo proíbida, a maconha – no fundo – é liberada e livre para quem pretende e deseja fumar… e o desejo dos homens é mais forte do que qualquer lei prescrita.
Outra coisa, nosso Estado nacional sempre foi partenalista para com o cidadão, e sempre de modo fascista, colocando o individuo incapaz de seguir seus próprios atos e decisões. Temos de fundar uma Estado extremamente democrático, que conceda aos indivíduos o direito de fazer com sua vida o que eles bem entenderem. Se um indivíduo quiser se matar que se mate, a vida é dele. Se individuo quiser fumar maconha que fume… Aqueles que não podem fumar e também nem beber um copo de cerveja, tendo em vista sua predisposição para a violência, tem de haver uma lei o proibindo de fumar e beber, pois se for pego em caso de reincidência, ele sofrerá os ditames da lei que prescreve que ele não pode mexer com substâncias que alterem suas consciência. Enfim, ele deve responder pelos próprios atos e consequências.
Portanto, o problema da maconha, ao invés de ser um problema de saúde, é um problema moral-religioso e político. São esses problemas que temos de vencer. E para compreender esse problema moral e político, temos de pesquisar a história da proibição ao longo do século XX e os interesses aí envolvidos, coisa que poucos fazem, a não ser expor suas opiniões cheias de achismos, sem base nenhuma. Como diz Raul Seixas “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Sem base nenhuma, só fundada nos discurso do poder estatal antidroga.
Acredito que não podemos tratar do assunto nos baseando em apenas experiências próprias e isoladas. O fato de alguns de vocês não roubarem uma TV (como foi dito) para comprar droga, não é a mesma realidade de muitos que precisam roubar. Não tenho argumentos que me fazem ser a favor ou contra, definitivamente, da legalização da maconha. Mas, uma coisa é fato: nosso país, indiscutivelmente, não tem condições para dar assistência médica a quem precisa, uma vez que muitas pessoas são viciadas sim e precisam de tratamento médico. Volto a falar: não podemos nos basear em apenas casos de experiência própria, há viciados e não-viciados, mas não podemos ignorar nenhum dos dois pontos de vista e de maneira de viver.
depois desse texto, dizer mais o que? concordo, Cynara, fuma mas não traga…
Acho engraçado os “ouvi falar….pesquisas dizem…”sobre se é bom ou é ruim. Vamos a prova viva! Fumo desde os 14 anos, entrei na 4ª melhor facu do país aos 18, sou casado, tenho 2 filhos que sabem que eu fumo, converso dentre outras coisas, sobre drogas e não tenho problemas com eles mesmo sendo adolescentes. Tenho um q.i. acima da média, trabalho, pago imposto, etc.. Agora que não estão achando mais muita coisa p/ dizer que maconha faz mal, resolveram apelar p/ lado devasso das pessoas dizendo que ela causa impotência….hum…sei não….tenho 37 anos c/ uma vida sexual MARAVILHOSA e não gosto de transar sem antes fumar unzinho; o tato aumenta (isso senhores, mais sensibilidade e mais tesão), a ainciedade sobe, então você tem tempo pra realmente “curtir” a transa por 30, 40 min aproveitando mais do que quando estou sem fumar.Fumar maconha não tem nada à ver com ser viciado ou não. Não conheço um viciado, conheço usuários que assim como eu, ADORAM fumar jamba! Vários amigos, bem estruturados (advogados, médicos, dentistas, etc)ou não, fumam porquê gostam. Assim como bebedores de álcool, temos gênios (Vinicius de Moraes) e imbecis (Lula, Bush), em qualquer separação social que fizermos, por vicios, por virtudes, sempre encontraremos pessoas centradas e pessoas alienadas. Então fica a pergunta: Será que o problema são realmente as drogas?
Sou contra a fabricação de cigarros de tabaco. E, principalmente do seu cheiro característico. São venenos comprovados. Também não gosto dos cigarros de maconha e de seu horrível cheiro. Mas sou favorável a sua liberalização.PESSOAL, SE O CIGARRO DE TABACO É LIBERADO PORQUÊ O DE MACONHA NÃO?
Discordo de você Cynara. Primeiramente, o rapazola que aparece enrolando um baseado não é o único usuário. O galã Gael García Bernal e o escritor loucão Paulo Coelho também são. Pelo menos esta foi a minha impressão – foi o que li nas entrelinhas do discurso de ambos.
Você ignorou um fator importante, tanto do filme quanto do seu curador, o nosso ex-presidente: ambos têm uma perspectiva sociológica bem definida.
Como sabemos, a preocupação central da sociologia são as situações cujas causas não são encontradas na natureza ou na vontade individual. É claro que a relação indivíduo/sociedade é de enorme importância, mas devemos considerar que há vários tipos de abordagens sociológicas. Então, direi de outra forma: o tipo escolhido por FHC é o que privilegia a sociedade e suas instituições, as quais influenciam indivíduos a incorporar (ou não) regras que são exteriormente definidas.
Prova cabal disso é que FHC percorre o mundo para ver como diferentes sociedades se relacionam com a erva, e não entrevistando diferentes indivíduos, de diferentes classes sociais e que fazem diferentes usos da maconha. Não é esta a preocupação central do filme, embora possamos encontrar algo do tipo lá também.
Portanto, não é questão de ignorar o uso recreativo. O que está em jogo é o tratamento social dado à diamba. O uso recreativo é um desses tratamentos; de bastante peso, é fato, como você mesmo disse.
FHC não é um militante da maconha. O filme não foi feito porque ele e outros querem fumar maconha recreativamente em paz. Isto será a consequencia de uma discussão bem mais ampla, que o filme pretende introduzir. Oxalá!
Não concordo com a descriminalização, tendo em vista que a cultura brasileira não é adequada para tal e no mais quem nos livrará dos oportunistas que tentará provar que outras drogas não fazem mal, novs passeatas se sucederão e aí mais mentiras sobre internatos e apoio do estado como os zumbis que formam ggrandes cracolãndias pelo brasil afora. Pensem crimes, justiça e seus efeitos!
Engraçado que os apreciadores da erva, só fala que ela faz menos mal do que outras drogas como álcool e tabaco. Menos mal? Menos mal quer dizer que ainda faz mal? Se for assim os apreciadores de rinha de galo, vão querer sua legalização pois vaquejada e rodeio são legais.
O que mais me assusta é que pessoas aqui assumem que usam, que não fazem mal, que não setem nada de mais, que não isso, que não aquilo.
Mas esquece, não é senhor professor de português, que o seu cigarrinho que o senhor fuma por lazer financia e mata muita outras pessoas, inclusive crianças que podem ate ser seus alunos.
E parem de compara álcool e tabaco com maconha, pois a legalização de uma droga não justifica o da outra.
[...] por Cynara Menezes na Carta Capital [...]
[...] Crítica da CartaCapital sobre relacionar usuário de maconha com doente. ShareTweet Posted in Blogging, Cinema | Tagged as: documentário, política, tabu | Leave a comment [...]
Parabéns, parabéns. Pegar um tema dessa complexidade e tratar da maneira correta. Com lucidez, objetividade e simplicidade. Excelente jornalista.
Háaa!…, já entendi, me perdoem. SÓ OS PATRÕES PODERÃO FUMAR !
O importante é que ao menos começou-se a discutir este tema. Pessoas do peso dos ex-presidentes só ajudam a acabar com o preconceito. Eu sempre preparo um cigarro de maconha e fumo lendo um livro ou jornal. Produzo muito mais quando fumo e nunca fiquei doidão, como se costuma dizer. Gostaría de comprar em uma tabacaria com a certeza de que estaria comprando algo de muita pureza, pois tenho medo do que os traficantes podem me vender. Sou um cidadão honesto e corretíssimo que odeia bandidos, e não admito ser comparado a eles. Não me considero um viciado, pois fico muito tempo sem fumar e não tenho nenhuma reação negativa do meu corpo ou mente. Depois que mudei para São Paulo, tive que entrar em uma favela para comprar e fui recebido por jovens armados. Nunca mais comprei.
Enquanto alguns tentam estimular o debate de um assunto tão importante, causador de inúmeros problemas para o Brasil, aqui é tratado com insinuações e ataques, desvirtuando completamente o que importa, chamando a atenção para pontos mesquinhos e pequenos. Como dito aqui “uma critica como essa nos faz andar pra traz”. É uma pena!
Se a maconha podesse falar para as pessoas que nao acham a descriminalizacao uma atitude correta ou que nao acham nada, simplesmente repetem o que ouvem. Ela diria: VOCES VAO TER QUE ME ENGOLIR !!!! posso **garantir por que nao importa o que os senhores façam, seus filhos e netos vao estar vulneraveis ao uso, assim como foi ate hoje com o cigarro e cerveja
** como eu posso garantir ? pela simples observacao; 80% dos meus amigos fumam ou ja experimentaram. e dos 20% restantes ,15% nao ve a maconha com olhares preconceituosos
Cansei de ouvir o preconceito das pessoas em relaçao a maconha, enquanto se embriagam nos bares e batem os carros ou nas mulheres!
O pior de ser maconheiro nao é o preconceito, é viver com medo da policia que quando eu era mais novo admirava, ir comprar entao é uma verdadeira epopeia sauhsahuashuash.
Mas nao tem problema, sempre tem uma rua “legalize” com um buraco de esgoto na esquina. ^^
O fato é, alguém já viu “maconheiro” brigar? eu nunca.
Deixa a galera relaxar…vamos parar de hipocrisia, qto ao povo que diz que a verdinha faz mal, é fácil resolver isso. Cigarro faz mal, mas é legalizado (inclusive bancou a queda do IPI dos eletrodomésticos), álcool faz mal ( se ingerido em excesso) e se alguém comer 5 kg de maça vai passar mal também. O lance é MODERAÇÃO.
Ninguém ousa pensar em proibir a venda do álcool q causa dependência tbm. Que coisa mais sem sentido. Não é liberar geral e todo mundo fumar, é apenas enquadrar o consumidor desse produto dentro de uma legislação mais realista.
melhor escrevendo… estupra…mas não mate… do Maluf…
Estranhamente…me fez lembrar o estrupa mas não mata do Maluf…
Seria interessante que quando alguem citasse pesquisas cientificas para embasar suas opiniões, citassem o Pesquisador, em que que revista cientifica foi publicado e o nome do artigo, não adianta falar qualquer coisa que leêm na internét. Opinião é uma coisa, agora não podemos sair falando qualquer coisa sem um embasamento veridicio. Se o Mauricio Negro que postou aqui mesmo em resposta ao artigo da Cynara Menezes, fica uma oportunidade para ele passar os links desses artigos que ele diz provar cientificamente os efeitos NOCIVO da maconha –
Mauricio Negro “Está provado cientificamente que a maconha vicia, provoca tanto prostração quanto entusiamo (conforme a dosagem, qualidade, sensibilidade do usário entre outras varíaveis), e provoca uma série de efeitos nocivos para a saúde. Entre os quais impotência e comprometimento definitivo de neurônios”
Eu odeio maconha e sou contra a legalização!
Assim como prostituição, aborto, suicídio, todos podem discutir à vontade sobre as questões médicas,morais etc. relacionadas às drogas. Mas é uma argumentação que tem que ser feita na Sociedade. O contribuinte quer que o Estado cumpra as tarefas do “contrato social”, ao invés de se intrometer na intimidade alheia. Esses corpos não lhe pertencem.
Antes do FTHC o Brasil tinha maconha de qualidade plantada no triangulo da maconha em Pernanbuco. O sábio Ex Presidente FTHC mandou a policia federal acabar com a maconha em Pernanbuco.Acabou. Por isso a mais de 10 anos estamos fumando esta porcaria de maconha vinda do Paraguai. Parabéns FTHC vc consegui piorar a qualidade da maconha e agora vem com esse papinho de descriminilização. e dizendo que maconheiro é doente. Um babaca!
Por volta dos 16 anos ,fui ao psiquiatra junto com um amigo , consulta marcada por nossas mães preocupadas com o uso da erva,
após 30 min de conversa com o psiquiatra explicamos o porq faziamos o uso e esse nos disse que não tinhamos nenhum problema e que o verdadeiro problema estava na cabeça de nossas mães (sociedade).
Boa reflexao … bons argumentos. O Documentario “Quebrando Tabu” reflete a visao elitista da classe A (positiva) que quer tirar do usuario o estigma de criminoso impondo a ele outro estigma nao menos agradavel – doente. O cinismo civico do FHC, do irmao do tal Luciano Huck e de outros tantos brasileiros, ao inves de esclarecer e dar pistas para a resoluçao do problema, apenas reforça o medo, a intolerancia e a imagem negativa que se tem/e se faz do usuario da cannabis. Como Pepeu Gomes dizia: ” o mal é o que sai da boca do homem”.
Impressionante como nos comentários lemos ‘maconha é coisa para fracos’ bla bla bla. Quanta carga moral por causa de um baseado! Alterar a consciência é ato de fraqueza? É a velha lei moral: o cidadão de bem precisa ser sóbrio. Por que? O uso de drogas tem muito de experimentação, de fazer uma reviravolta no raciocínio, ou simplesmente aumentar o prazer de se ouvir música, ler ou comer.Isso é imoral? É ‘falha de caráter’? O cara fuma pela mesma razão pela qual um sujeito bebe… e daí?
Obviamente o uso da maconha em excesso faz mal. Aliás, como TUDO em excesso faz mal. Porém, podem procurar: vcs nunca vão encontrar UM óbito por conta da erva (a quantidade tóxica capax de causar óbito é tão exorbitante que ninguém conseguiria fumar). Em compensação, o álcool mata milhares. E há ainda quem morra de tanto bife com batata frita. Ou vcs acham ‘imoral’ o cara que tem um infarto simplesmente pq não consegue se desviar do prazer de comer? Deveria o Governo proibir o bife com batata frita? Devemos demonizar o bife com batata frita? Quantas pessoas morrem por isso (e quanto o SUS gasta com os ‘viciados em comida’ que acabam tendo várias doenças cardiovasculares? Ora, a batata frita faz mais mal à saúde que a erva. O que eu quero dizer é: todos nós sacrificamos nosso corpo em nome das nossas responsabilidades ou dos nossos prazeres. Vcs que fazem dietas malucas, bebem, viram a noite trabalhando, se entopem de fast food, de enlatados, de refrigerente, açúcar e café, fumam cigarro, nada mais estão fazendo que usufruir seu direito individual de sacrificar o corpo em nome de outra coisa (o prazer de fumar, de sentir a gordura escorrendo pelos beiços, manter-se acordado, aliviar a ansiedade, o de ficar magra e sarada ao custo da fome, de exercicios mal feitos etc). Porque o ‘maconheiro’ deveria ter um tratamento diferente? Ou ‘entrar num estado alterado de consciencia’ é mais feio que querer ficar bonitona e gostosa para o playboy da esquina (ainda que a custa da propria saude)? Lembrando que a forma como cada um sacrifica seu corpo é problema de cada um; é questao de liberdade individual.
Obviamente o abuso da erva causa problemas. OBVIAMENTE. Assim como QUALQUER COISA em excesso. Uma coisa é o ABUSO, outra é o USO da droga. Há quem use e há quem abuse; e ainda assim, o abuso é composto por uma minoria. Logo, o argumento do ‘abuso’ não cabe na discussão: vc nao pode penalizar quem faz um bom uso apenas pq uma minoria faz um mau uso (pois se assim o fosse, ninguém poderia ter um carro, em nome de uma minoria irresponsavel cuja postura teima em causar acidentes)
Batata frita mata mais que maconha. Causa mais prejuízos aos cofres públicos que a legalização da erva (que por sinal, poderia dar um bom up na economia). Lidem com isso, pessoas.
The wonderfull Funkadelic band already sings : “beck” in our minds again…
Otherwise, the people who like to hunt the smoker is a kind of terrorist, like the members of Tea Party. These are the real dements of this world.
“Entre os quais impotência e comprometimento definitivo de neurônios.”
Mauricio Negro,
Cara você precisa ir mais a congressos de neurociências. Os trabalhos que têm saído sobre canabinoides estão indicando justamente o contrário do que você afirmou. Hoje têm trabalhos mostrando que além de não haver esse comprometimento definitivo de neurônios (afirmação de duas décadas atrás quando saiam pouquíssimos trabalhos sobre o tema e ainda seriamente enviesados para o conservadorismo) há sim um processo de neurogênese (nascimento de neurônios) em algumas áreas do cérebro.
O problema de pessoas de áreas fora da ciência (e até mesmo parte dos cientistas) olham o título do trabalho ou o resultado final sem atentar para metodologia. Trabalhos utilizando doses altíssimas, eqüivalendo a uma dose inconsumível, possui o título: A maconha mata todos os neurônios do cérebro. Não podem ser levados como verdade. Se você der uma dose pesada de cafeína ou açúcar para uma cobaia ela irá a óbito. Não vejo ninguém publicando que café mata.
O Farol de Alexandria embarcou numa canoa furada, aliás como sempre foi o papo dele.Esse “ociólogo” sempre foi(com perdão da palavra)”um mierda”raso.Eu que não vou perder o meu tempo prá assistir esse trololó enganoso.Nada contra quem gosta, mas acredito mais na questão terapêutica.Na verdade acho cigarro e álcool drogas mais perigosas porque vendidas sem controle e até com grandes incentivos.É só verificar as estatíticas de mortes por acidentes de trânsito causadas por bêbados.Muito bem Cynara, ele não passa mesmo de um hipócrita querendo ganhar a simpatia da rapaziada.
O problema maior não é que a maconha seja uma droga. Droga é esta maconha que andam vendendo por aí. Que porcaria! Fazem mais de década que não se vê uma erva de qualidade. Um pouquinho de erva de ultima qualidade misturadas com todo o tipo de aditivo, conhaque, amoníaco, enterrada, cheiro ruim, gosto ruim. Olha, faz muito tempo que não fumo… a ultima vez que dei um tapinha foi lá pelos idos de fevereiro do ano passado, também pudera… que porcaria ! Vale mais um bom vinho hoje em dia ! Essas porcarias só dão dor de cabeça e sono. Bad Trip total !!!
Não assisti, mas pretendo, ainda.Recentemente, vi um doc que também falava do uso da maconha, chamado “Cortina de Fumaça” , bastante interessante, e para quem quer de fato pensar o assunto, acho que vale a pena assisti-lo. Traz depoimentos de cientistas, de usuários, tentando dar abrangência ao debate.
Meus caros navegantes, ontem dei meu pitaco, hoje retorno com a seguinte afirmação: primeiro lembrem-se que não dei opinião a favor ou contra, mas não é disso que vou tratar, quero apenas dizer que todos (as) viciados há muitos anos os quais que conheço, e os conheço desde jovens hoje em torno dos 45 e 60 anos, nenhum sem excessão conseguem articular frases com mais de 10 palavras, aliás fiz por pura curiosidade uma pesquisa sobre o que afirmo. Ou seja não conseguem conversar de maneira clara o que pretendem expressar, e engraçado os que tem curso superior e tomam umas cervejas após poucos copos ficam da mesma maneira que os que não tem formatura acadêmica…
COMENTÁRIO SOBRE OS COMENTÁRIOS: me admira muito saber que pessoas dizem consumir a maconha diariamente há anos e não serem viciadas!!!!!!! não há uma discrepância nesta afirmação??????!!!! como alguém tem que fazer uso de uma droga todos os dias e achar que está fora da condição de VICIADO… assim como o tal cigarro e o álcool. Me esclareçam, por favor.
Acho que uma coisa não justifica a outra. Se o álcool e tabaco trazem mais problemas do que a maconha, então que lutem pela a proibição do uso dos dois e não pela legalização da outra. Quanto a uma pessoa que fuma seu baseado a 30 anos e fala que não é viciada, como é que ela sabe que não ficou viciada? Baseada em quer ela pode afirma isso se fuma a 30 anos? É como o nosso amigo Mauricio Negro fala, já é comprovado cientificamente que o uso da maconha causa problema sim.
Como podemos achar que uma pessoa vai fuma a erva mais fraca só para fins recreativo? Como podemos cofia nessas pessoas, se hoje elas fumão sabendo que é contra lei e que o baseado que ela compra alimenta e financia o trafico de drogas? São essas as que vamos ter que confiar?
Fumo maconha a mais de 10 anos. Não sou um “adicto” e falo com propriedade de quem já procurou especialistas (médicos) e lê muito sobre o assunto: É PROVADO QUE MACONHA NÃO É TÃO PREJUDICIAL À SAÚDE QUANDO CIGARRO E ÁLCOOL, E QUE MAIS DE 90% DOS USUÁRIOS FAZ USO RECREATIVO DA ERVA. Leio, escrevo, sou professor de português e jornalista, tenho uma vida social intensa (teatro, cinema, clube de leitura, exposições de arte, danço, minha vida sexual é ótima), acabo de fazer um check-up completo (dizendo ao meu médico que sou maconheiro), e o resultado demonstra que mais de uma década fumando maconha não me tornaram um adicto com a saúde debilitada e a mente vazia, muito pelo contrário: minha saúde é de ferro e minha mente trabalha muito, e muito bem. O que está em jogo aqui é o direito à autodeterminação, a possibilidade de decidir, conscientemente, aquilo que só diz respeito a mim mesmo, sem ser violentado pela repressão policial ou pelo tráfico.
Sou taxativo e chato, não acho nada normal alguém fumando um baseado no transito para ir trabalhar, essa é a minha opinião hoje, enquanto esse baseado estiver financiando o crime, não acho normal.
Acharei normal e justo, quando “todas” as drogas, sem exceção, forem liberadas, aí cada um faz o que quer e ninguém prejudica ninguém, inventa-se um imposto em cima das drogas, porque diga-se de passagem somos bons nisso, e trata-se os desgraçados pelas drogas com esse dinheiro ao final de suas vidas, deixem que cada um escolha seu destino. Só não deixem a sociedade toda sofrendo as consequencias de uma criminalidade super estruturada pelo tráfico… Obrigado…
Se por causa dos excessos de uns fosse proibido a todos o uso de qualquer coisa, imaginem quantas coisas deveriam ser criminalizadas, não? A começar pela cervejinha inocente (!?).
Excelente texto, Cinara. A maioria fala do que não conhece, tirando conclusões baseadas em seu preconceito. Parabéns.
Com todo respeito a liberdade de expressão que tem a ilustre jornalista, queria chamar a atenção a como temas de segunda relevância estão tomando as manchetes dos jornais e a descriminalização da maconha é um deles. Não se fala com o destaque necessário a respeito da violência contra as crianças, contra as mulheres e contra os idosos. Não se fala também sobre a condição das escolas, da saúde, da falência do sistema carcerário – da lei 12403/11 que irá soltar nas ruas uma mutidão de marginais e da violência assustadora que ronda nossa sociedade e nossos lares, porém vem um Ex-presidente realizar documentário para descriminalizar maconha. Santa paciência! O bom senso aonde fica? MANDA O FHC USAR DA INFLUÊNCIA QUE LHE RESTA NO QUE SOBROU DO SEU PARTIDO (PSDB) PARA DISCUTIR E LUTAR POR TEMAS REALMENTE RELEVANTES. VAMOS ACORDAR PARA A REALIDADE. NÃO A MACONHA! NÃO AS DROGAS, SEJAM ELAS LÍCITAS OU ILÍCITAS!
Recomendo a todos os comentadores acima, principalmente os mal informados como o cassiov e o julius, que uma vez por todas fumem um baseado em suas vidas. Garanto que vocês nao vão morrer, nem ir pro hospital, nem perder seu caráter, nem ficar louco, muito menos perder a noção completa do que estão fazendo. Talvez ae entao voces poderao ter um pouco mais de propriedade no que estao dizendo, quer gostem ou não da experiência !
No mais, o texto da Cynara é bem dito, contudo muito radical, concordo com o Gabriel que Quebrando O Tabu colabora consideravelmente com a discussão do assunto no país. Gostei bastante da produção, e percebe-se claramente que o público alvo é a classe média alienada que assiste jornal nacional todos os dias e pensa que tem raciocínio crítico dos ^fatos^.
Ah ! Eu fumo maconha sim, tipo uma vez por semana por recreação, nunca faltei com minhas responsabilidades, nem roubei a tv de ninguém pra comprar, nem sou violento, nem desonesto e poderia viver muito bem sem ela, mas eu gosto e tenho o direito de usá-la. Não será meia dúzia de babacas que vão determinar que eu não posso fumar uma planta milenar !!!
Vamos legalizar a produção , a venda e o consumo e as restrições(é tem que ter também, morô!?)ao uso dessa droga verde para ficar legalizado e parecido com a produção, a venda e consumo de outra droga – o ÁLCOOL, afinal com as bebidas alcólicas não há sonegaçao de impostos, falsicação de produto, venda e consumo por menores e dependentes, não há violência doméstica e no trânsito por tomar umas e outras…em fim, tanto não há prejuízo pra sociedade como não há doentes por causa de uns golinhos de mé.
Cynara Menezes, você é um ORÁCULO. Parabéns pela RACIONALIDADE.
Maconha vicia e quem usa, está doente sim. O vício provoca problemas de saúde e transtornos psicológicos. Igualzinho o cigarro e a bebida.
Típica e infeliz defesa de usuário. O que não há de intelectual é a defesa do uso de drogas entorpecentes. Ao jovem, é falta de orientação e maturidade, ao adulto, permissa venia, é mesmo falta de caráter.
Começamos pela maconha e depois vamos ver gente lutando para drogas mais pesadas.
Diga o que quiserem mas uma droga considerada menos agressiva é a porta para a entrada de outra.
Convido a jornalista a ficar uma semana, só uma, em uma casa onde o caçula esta começando na maconha e os dois mais velhos já estão no crack. É estarrecedor.
Se os hipócritas precisam classificar os maconheiros: prefiro ser criminoso a doente.
A Hipocrisia faz parte do caráter nacional, ou seja, é uma questão de caráter. Sabemos que a Hipocrisia, como a Calúnia e a Cobiça são inatas no caráter das – nós. Sabemos ainda que, para vivermos em sociedades, são estabelecidas regras de convivência, princípios que visam a inibir esses instintos e a promover uma convivência harmoniosa, solidária e construtiva. Entretanto, nos dias de hoje, constatamos, a todo momento, que certos instintos afloram em certas lideranças políticas na condução de assuntos como este, o uso da maconha, os evangélicos, o aborto e o homossexualismo, por exemplo. A meu ver, todos estes assuntos têm sido tratados na base da Hipocrisia. Na Política… nem se fale. Deste modo, não é de se estranhar o que diz o Fernando Henrique sobre qualquer coisa, Foi assim na política – como um social-democrata à inglesa, do Tony Blair, intensificou o projeto neoliberal de ataque ao Estado Democrático de Direitos -, na Sociologia, cujas teses pediu serem esquecidas por seus “discípulos”. Mas, o seu maior defeito, além da arrogância, está no seu caráter, de formação militar, mas que se diz um democrata, que ele não. Apesar dos seus oito anos de governo neoliberal, assumiu compromissos com o Sistema Financeiro Internacional, inclusive de individamento do nosso país, como se fosse ele eternizar-se no Poder, a reinar como um Soberano. Numa sociedade democraticamente mais participativa, caberia até uma Ação de Responsabilidade, contra esse ex-presidente, por sua conduta irresponsável, e má-fe, no individamento do nosso país. Pendente, também ficou o esclarecimento, que não houve, sobre o nebuloso programa de privatização, desde a comentada compra de votos para a emenda da reeleição até o destino dos recursos resultante da venda de nossos estatais, que teriam sido depositados em paraísos-fiscais, através do Banestado.
Finalmente, devo cumprimentar CartaCapital e esta competente jornalista Cynara Meneses, por importante matéria, que, certamente, muito nos ajudará a compreender melhor a natureza humana e o caráter de certos políticos.
Não sou partidário mas não se pode criminalizar algo que o e tado não tem nenhum controle. a imaturidade politica e a ignorancia social repudia a maconha ao memso tempo que não reconhece que o uso dela e de outras drogas está em cada esquina. o problema é outro.
É bastante complicado e pessoal falar de maconha.Existem aqueles que so ouvem falar,aqueles que conheceram e os que utilizam a planta com diversos intuitos.O Brasil nao possui condiçoes suficiente para aderir a maconha como uso terapeutico,ainda é preciso evoluir bastante nesse ambito.Por isso,é necessario sim utilizar de filme desse tipo,de jornal,da midia no todo,para mostrar atraves dos usuarios os dois lados da moeda,dos que sao viciados(porque vicia,nao tem como omitir isso) e de quem se curou de alguma doença talvez.Nao sejamos ridiculos ao ponto de achar que droga nao gera violencia e que o nosso pais e evoluido em segurança,educaçao e saude para suportar esse vicio,é preciso investir no Brasil e nao gastar com coisas utopicas a nivel de pais rico.
quem faz a droga expandir se pelo brasil e pelo mundo são os usuários, fácil, basta eliminar os usários e não teremos drogas, haja vista que todo usuário de droga é um morto vivo (zumbi) logo pode se deleta lo sumariamente.
Uso medicinal da maconha ainda vai, mas uso recreativo é “pra acabar” mesmo. Não se espantem se daqui a algum tempo vermos a marcha de cocaína, da heroíina, do crack, etc.
Eu sabia que tinha alguma coisa de errado, tratar a pessoa que fuma como doente, não é um bom ponto de vista. O mais interessante foi o que alguns religiossos falaram sobre o tema, que não queriam ver jovens anestesiados. gente vamos cair na real, boa parte dos brasileiros já vivem anestesiados e não é de maconha não é da maldita cachaça, o tabaco. FHC fume com moderação. um abraço Cinara adorei as suas palavras.
A questão é em quem acreditar, pesquisas falam que matam neorônios, outros dizem que não, uns dizem qua causa cancêr, outro que não, eu mesmo prefiro acreditar no que vejo, conheço muita gente que usa maconha diariamente a anos e aparentemente são mais saúdaveis que usuários de cigarro ou alcool que usam a menos tempo, não vejo ninguém matando ou sofrendo acidentes de carro porque estavam sobre efeitos da maconha, eu preferia ver meu filho sendo usuário de maconha fazendo seu plantio em casa, do que vê-lo viado em alcool ou cigarro.
É preciso listar os efeitos da maconha, como são listados os efeitos do cigarro. O problema é que a legalização da maconha é mais um simbolo do que algo sério.
Sem contar que ver vcs darem um certo respeito so FHC depois de tanto odiá-lo é engraçado.
Mauricio Negro, quanta mentira e desinformação… mostre um único artigo científico dizendo que alcool é menos nocivo que maconha. Ofereceram 10 mil dólares nos EUA pra quem fizesse isso e ninguém conseguiu.
Cynara está certissíma. Uso de cannabis recreativo é extremamente comum, além de ser muito mais inteligente que tomar um porre de alcool (uma droga bem mais nociva ao organismo). Estou de férias e vou ficar um mês fumando maconha todo dia, quando voltar vou defender uma tese de doutorado. Qual o problema?
Mas o filme vale a pena por instigar o debate e de fato algumas coisas são faladas nele sem o tabu habitual. Se não fosse o filme, não estariamos aqui discutindo esse texto, não é mesmo? Parabéns Cynara e Carta Capital.
Cynara, pra ser curto e grosso, como um bom baseado (há quem prefira um fino!): matou a pau. Vc já viu honestidade intelectual em algum gesto, em alguma ação, em alguma palavra do Boca de Sovaco – aqui, diferentemente do Macaco Simão, a gente falamos (rsrs) subaco!!!
Detesto maconha.Extremamente fedorenta.Sou eleitor do PT e qualquer petista que apoiar sua legalização perderá meu voto.
Cara Cynara, não é bem assim. Está provado cientificamente que a maconha vicia, provoca tanto prostração quanto entusiamo (conforme a dosagem, qualidade, sensibilidade do usário entre outras varíaveis), e provoca uma série de efeitos nocivos para a saúde. Entre os quais impotência e comprometimento definitivo de neurônios. Qualquer médico, especialmente um pesquisador do assunto ou um neurocientista, podem atestar o que digo. Do ponto de vista clínico, é chamado de adicto o usuário que precisa consumir com regularidade uma determinada substância para executar suas tarefas cotidianas. Quando o quadro é esse, considera-se que o indíviduo é portador de uma patologia e, como tal, prescinde de tratamento. Quando bebemos com moderação, os efeitos colaterais da bebida são menores do que os do consumo regular de maconha. O álcool é nocivo quando esse limite é ultrapassado. Não gosto de FHC e nem assiti ao tal documentário, cujas falhas que apontam parecem mesmo ter sentido. Contudo, a discussão sobre o uso da maconha tem uma amplitude maior do que você mesma coloca. Há benefícios médicos também e contextos culturais para o consumo da substância também. E as opiniões de especialistas são fundamentais nessa hora. Todo viés político também rouba o foco. E compromete nosso julgamento. Por exemplo, na França a maconha é um problema de saúde pública. Mas de 90% das crianças francesas já são usuárias desde os 13 anos de idade. Hábito consolidado pelo modelo adulto, cujo comportamento copiam, contudo, sem obviamente a mesma maturidade. A questão é complexa. Na Holanda é famosa a experiência de fracasso quanto a flexibilização do uso de entorpecentes. O assunto não é um tabu, mas uma incógnita para todos ainda.
Dizer do brilhantismo do texto de Cynara é rasgar seda ou seja é redundante, pois ela sempre com maestria que só os bons tem nos traz com lucidez invejável temas que poucos se atreveria descrever, e assim o fez “Quebrando o Tabu’ fuma, mas não traga”. Contudo algo me cheira diferente, e os produtores, traficantes, tipo assim… alinha toda de produção como é que fica? E aqueles que estão condenados por terem participado da…”linha de produção:plantação, transporte, venda, distribuição etc e tal. Bom, FHC e seus pares e defensores (não disse se sou contra ou a favor) da descrinalização ou liberação não nos trouxeram respostas concretas, ou convincentes sobre o tema. Além do mais, muitas mortes de pessoas as drogas trouxeram no seu bojo, muitos pais sofreram ao perder seus filhos, outros foram execrados com falas “olha, o filho do fulano é maconheiro”, ou o fulano não cuida nem da familia… “o filho dele é maconheiro de marca maior”, e daí… continuar e ver no que dá… o Facismo na Itália, o nazismo na Alemanha também começaram como bonzinhos, com o silêncio dos cooptados pela fala bonita, e deu no que deu. Vamos ver no que dá isso. Pano rápido, quando eu era adolescente só filho de rico fumava maconha, pois só eles tinham dinheiro para comprar, e as garotas os achavam o máximo por duas coisas: primeiro porque eram ricos, segundo porque fumavam maconha, ou seja desafiavam os moldes da legalidade… isso era a coisa mais impressionante que achavam. O ser humano tem vocação para desafiar o óbvio, e sempre da pior maneira.
Olá Cynara!
Pega leve aê, gente. Você falou a verdade, mas o Brasil é grande, é preciso haver consenso. Senão vai ter uma maioria de desinformados dizendo que ser a favor da descriminalização é o mesmo que fazer apologia.
- Cresci numa cidade satélite de Brasília, num lugar onde, quem tinha muito no meu tempo de infância, tinha uma TV no barrado de madeira. E quando falam em maconha, da liberação ou não do uso, nunca ouço opinião de quem mora em lugares como eu cresci ou, quem opina, não leva muito em conta quem vive na pobreza.
- Porém, sempre vejo a classe média temer esse pobres, principalmente os jovens da periferia. Adoram os seus empregados, como os porteiros e as domésticas, mas morrem de medo dos seus filhos. Há pessoas em Brasília, que teme pela segurança dos seus filhos que agora precisam ir para uma cidade satélite para estudar em um dos novos campos da UnB. Algunas pais, já ouvi isso, até temem dar carros novos para seus filhos com medo de serem roubados por isso.
- Imagina então os adolescentes pobres fumando maconha. O que seriam eles aos olhos de quem mora com algum conforto e conseguiu alguns bens na vida? Bandidos? Maconheiros?
- Então, como discutir a liberação de uma droga quando ainda não conseguem ver, até quem a usa, de forma normal alguém que vive na periferia e passeia de olhos vermelhos entre nós, como um simples usuário?
Todos temos que nos divertir, se você considera diversão uma muleta para o povo que não aguenta a vida dura acho que há algo de errado contigo.
Eu aguento a vida dura, justamente porque tenho meus momentos de diversão e descontração.
Uso da maconha (e de qualquer outra droga) não é nem nunca foi criminalizado no país, fato tipificado em lei é a posse e o tráfico não o simples uso, o que se está em discussão é a descriminalização dessas 2 condutas citadas não do uso. Eu sinceramente não conheço uma pessoa sequer a quem as drogas, para qual o álcool foi o primeiro estágio, e a maconha a porta de entrada para as demais ilícitas, tenha feito bem, mas como frisou a autora parecem q existem casos, sou contra a descriminalização, mas não disponho no momento de dados técnicos pra apoiar minha tese, inclusive sugiro à Carta Capital, pela sua tradição em bom jornalismo, que inaugure um debate acerca de tal tema, com as opiniões e os dados contra e a favor das teses em ambos os sentidos, tal qual já fez em outro tema que foi acerca do desarmamento.
A ideia central do filme é mostrar que a política das drogas – no Brasil e em boa parte do mundo – nos âmbitos legal e moral, é gravemente equivocada. No plano legal, a tentativa de repressão à produção e ao tráfico, somada à criminalização do consumidor, levou ao crescimento brutal de um mercado ilegal com imenso dano à sociedade como um todo. No plano moral, uma mistura de hipocrisia e estigma induz ao contato com a droga e impede a instauração de um debate claro, que possa convocar a perspectiva científica (mas também a sociológica, a filosófica…), a fim de se estabelecer em que princípios se deve fundamentar uma política das drogas, que experiências políticas alternativas vêm se desenvolvendo em diversos lugares do mundo etc.
Dentro desse objetivo, FHC e o Fernando (irmão do Luciano Huck, como a autora fez questão de enfatizar), tiraram nota 10.
O importante é caminhar sempre pra frente, estimular o debate, é o que “Quebrando o Tabu” faz mesmo sem ter foco no uso recreativo. Uma critica como essa nos faz andar pra traz, pense em uma critica mais construtiva.
Muito bom.Concordo com a sua opinião,faltou uma discussão mais profunda sobre o assunto e seus relevantes argumentos.Por ser o primeiro que vi sobre o assunto acredito que é bem “light”.Espero que mais documentários sejam lançados sobre o assunto e que os mesmos abordem outros dados.Espero que mostrem usuários e cientistas especializados mais do que,simplesmente,famosos. Além disso,acredito que faltou a discussão sobre outras drogas,como o LSD.Qual é seu grau de dependência? Quais os problemas que essa droga traz ao usuário? Porque não legalizá-la?
Eu não consigo não enxergar esse filme como uma propaganda do FHC. Do meu ponto de vista, ele e o PSDB, tem tentado crescer em visibilidade por parte de certos movimentos sociais, seja com o recente Diversidade Tucana, que parece ter sido oficializado agora pelo Partido, mas que obviamente recebe pouca atenção, pois não é de interesse que isso chegue a pessoas “fora” do Mov LGBT, pq aí eles perderiam votos, portanto, eles passam a atender somente o “nicho gay” existente, e acabam por ventura, pegando algum voto despercebido… Quanto ao FHC,ele quer mostrar que pode ser “moderno”, pra tirar um pouco a visão que a juventude tem dele, enfim…
Chapado o texto. Eu fumo maconha quase todo dia há muitos anos e o único problema q eu tenho com isso é o preconceito e a repressão policial. É muita treta quebrar esse tabu de verdade. Mas é issumemo Cynara – that´s the way ♪
é por isso que sou a favor do bolsa cannabis! o governo cadastra e distribui aos usuários, sementes e orientações para o plantio doméstico. o usuário terá um produto de qualidade, sem amoníaco, por exemplo, e não alimentará o traficante!
Mas e ae, vamos liberar mais essa muleta para os fracos? Já não basta o povo se enfiar na igreja, nos bares, etc para aguentar a “vida dura” ao invés de lutar por uma vida boa e justa de verdade?
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