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Política

Eleições no RS

PT prepara vitória. PMDB E PSDB trabalham pelo segundo turno

por Sul 21 — publicado 16/09/2010 11h46, última modificação 16/09/2010 17h13
De um lado, a coligação União Popular pelo Rio Grande, do petista Tarso Genro, trabalha para dar o cheque-mate em 3 de outubro. Do outro, a coligação Juntos pelo Rio Grande, do peemedebista José Fogaça e a tucana Yeda Crusius lutam contra a decisão em primeiro turno

Por Igor Natusch e Rachel Duarte*

Na reta final da campanha eleitoral, as campanhas dos três candidatos ao Palácio Piratini com maior intenção de voto nas pesquisas eleitorais afiam as armas. De um lado, a coligação União Popular pelo Rio Grande, do petista Tarso Genro, trabalha para dar o cheque-mate nos adversários já no dia 3 de outubro. De outro, as coligações Juntos pelo Rio Grande, do peemedebista José Fogaça, e Confirma Rio Grande, da tucana Yeda Crusius lutam para que o resultado das eleições ocorra em segundo turno e para garantir o candidato que disputará com Tarso Genro a preferência dos gaúchos.

Como os partidos vão trabalhar nos próximos dias? O PT, diz o seu presidente estadual, Raul Pont, manterá o foco no trabalho corpo a corpo. Tranquilo, o presidente do PSDB no Rio Grande do Sul, deputado federal Cláudio Diaz, afirma que não há razão para mudar a estratégia adotada até agora. Já o PMDB, se prepara para criar uma nova frente de conquista de eleitores: o Call Center que, segundo o secretário-geral do partido em Porto Alegre, vereador André Carus, permite o contato permanente com as lideranças regionais do PMDB e do PDT.

Otimistas - Para o presidente do PT gaúcho, deputado estadual Raul Pont, o momento é de seguir com o trabalho nas ruas, em contato direto com o eleitor. Esse, diz ele, é o método mais eficaz para sentir o clima da campanha. “Nas ruas, nós temos o sentimento do eleitor, que está muito positivo. Isso nos deixa otimista. O que sentimos nas ruas é tão bom, ou melhor, do que apontam as pesquisas”, afirma.

A orientação do PT estadual aos diretórios é trabalhar para ganhar no primeiro turno e, para isso, foi pedido ainda mais empenho da militância. “Não sei se vamos alcançar a vitória no primeiro turno. Nacionalmente, é bem mais provável que isso aconteça. Mas a evidência, aqui no RS, é que a soma dos adversários não alcança o Tarso. Então, estamos ultrapassando os 50%”, explica.

Sobre os possíveis ataques dos adversários, comuns em reta final de campanha, o presidente petista diz que não se intimida. Sabe que as denúncias não são toleradas pelos eleitores. “Veja estes vazamentos envolvendo o José Serra. Existe uma facilidade na compra de informações cadastrais em São Paulo, onde se comercializa informações de todos desde a época em que ele era governador. Esses esquemas são comuns em SP e o Serra sempre ficou quieto”, afirma.
Já sobre os episódios de denúncia no estado – o vazamento de dados, inclusive de parlamentares, por um sargento da Casa Militar e o desvio de recursos do Banrisul – Raul Pont diz que não usará estes escândalos na campanha. “Nós não iremos entrar nessa. Isso não nos interessa. Agora, é a polícia que terá que dar conta deste assunto. Até porque o povo não quer saber o que o PT fará com isso, e, sim, o que fará pelo futuro do Rio Grande, com Tarso Governador”, salienta.

Fé no segundo turno - Não temos motivos para mudar a nossa estratégia”, garante Cláudio Diaz, deputado federal e presidente estadual do PSDB. Para ele, o crescimento de Yeda Crusius (PSDB) nas pesquisas – segundo o instituto Methodus, ela está com 17,8% das intenções de voto, aproximando-se de José Fogaça (PMDB) – e a queda nos índices de rejeição são indícios de que a candidatura tucana está no caminho certo. “Temos um crescimento constante, talvez um pouco lento, mas dentro dos percentuais que prevíamos”, assegura.
O deputado tucano demonstra tranquilidade ao ser questionado sobre o impacto das últimas denúncias na candidatura de Yeda. “Quanto mais baterem nela, mais ela irá crescer”, garante. “A governadora é a única que, de fato, governou o Rio Grande do Sul. Ela encontrou uma situação calamitosa, e os resultados positivos de seu governo são inegáveis. Essas acusações que surgem não interferem no plano que traçamos”.

As atividades da coligação Confirma Rio Grande nas próximas semanas terão um objetivo específico: aumentar a velocidade do crescimento de Yeda. “Nossa previsão é de que, faltando cerca de 10 dias para a eleição, estaremos em situação de empate técnico (com José Fogaça, do PMDB). A partir daí, as ações devem se intensificar, o que já estava previsto no nosso planejamento de campanha”. O deputado confia que a candidata tucana estará no segundo turno – e aproveita para dar uma alfinetada na candidatura do PMDB. “Nossa estratégia está traçada desde junho, quando lançamos a campanha, e até agora está dando certo. Se alguém precisa mudar a estratégia, são eles (referindo-se a Fogaça)”, afirma Diaz.

Força das bases - A coligação Juntos Pelo Rio Grande, que tem José Fogaça (PMDB) como candidato ao governo do estado, confia na força das bases para garantir a sua presença no segundo turno. O Força Total, mobilização realizada nesta quarta-feira (15) e planejada para atingir todos os municípios gaúchos, marca a intensificação da campanha junto à população. “Temos uma equação que precisamos resolver”, diz André Carús, secretário-geral do PMDB em Porto Alegre. “Nosso plano é somar o trabalho dos candidatos a deputado, coordenações regionais, vereadores, prefeitos e vices em uma frente que multiplique a força da nossa campanha em todas as regiões do estado”, afirma.

Entre as iniciativas da coligação, nessa reta final de campanha, está a criação de um Call Center, que permite o contato permanente com as lideranças regionais do PMDB e do PDT. Essa ferramenta reforça a orientação da coordenação de campanha para que os prefeitos e vereadores assumam a linha de frente na campanha de Fogaça, atuando intensamente em suas microrregiões. Os bandeiraços e carreatas também serão intensificados. Nos sábados,carreatas serão feitas em bairros específicos da Capital, além de deslocar esforços para pontos de maior circulação, como parques e praças.

Segundo Carús, existe uma ideia no eleitorado que favorece a candidatura de Fogaça, e que precisa ser reforçada na campanha: a de que o peemedebista é o melhor candidato para vencer Tarso Genro (PT) na corrida pelo Piratini. Para consolidar esse pensamento, o plano é comparar realizações de Fogaça na prefeitura de Porto Alegre com aspectos de administrações petistas no estado.

“O Tarso surfa bem na popularidade da Dilma (Rousseff, candidata do PT à presidência)”, admite Carús. “Cabe a nós lembrar práticas que o partido dele (PT) adotou quando esteve no governo, e que, provavelmente, serão retomadas caso ele seja eleito”. Entre elas, André Carús cita a ida da Ford para a Bahia, irregularidades no repasse de recursos da construção da Terceira Perimetral em Porto Alegre e o não-cumprimento de obras aprovadas pelo Orçamento Participativo.
Em oposição, a campanha de Fogaça deve mostrar aspectos positivos da administração do peemedebista na capital, como os investimentos em educação. “Fogaça construiu 38 creches, que não apenas abrem vagas, como também auxiliam mães a voltar ao mercado de trabalho, oferece segurança alimentar e inclusão social a essas crianças. São ações como essa, que atingem diretamente a população, que precisam ser mostradas para o eleitor”, reforça.

Em 3 de outubro, o eleitor saberá quem estava correto em suas estratégias.

*Matéria originalmente publicada no site Sul 21

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