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Política

Eleições 2014

O PT e o PSDB são nossos adversários, diz Skaf

por Marsílea Gombata publicado 12/08/2014 19h21
Em encontro com sindicalistas em Osasco, ex-presidente da Fiesp afirmou que votaria na aliança PT-PMDB por "coerência" com Michel Temer
Ayrton Vignola/ Skaf 15
paulo skaf

Candidato falou a sindicalistas na sede do jornal "Diário da Região", em Osasco

Ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), o candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Paulo Skaf, foi aplaudido por sindicalistas em Osasco, nesta terça-feira, 12, ao vetar qualquer possibilidade de dividir o palanque com a presidenta Dilma Rousseff.

“O PT, assim como o PSDB, são nossos adversários. Sou candidato a governador pela coligação do meu partido com o PMDB, e o PT tem um candidato. O PT é nosso adversário, assim como o PSDB é nosso adversário”, disse antes de ser ovacionado. “Para não confundir o eleitor, não existe esse negócio de palanque duplo. Eu não vou estar no palanque do PT, e o PT não vai estar no meu palanque.”

Skaf disse, no entanto, que, se for para reeleger o presidente de seu partido, Michel Temer, como vice-presidente de Dilma, ele vota na aliança PT-PMDB. “Mas seria por coerência, porque o PT e o PSDB são nossos adversários. Se eu concordasse com um dos lados, eu estaria neles. Não tem cabimento, então, haver confusão de palanques.”

Logo depois, questionado por jornalistas se Temer aprova a negativa de Skaf em aparecer publicamente ao lado de Dilma durante a corrida eleitoral, Skaf se alterou e respondeu em tom seco: “O Michel Temer e eu nos damos muito bem, nós nos entendemos bem”.

Ao discorrer sobre as mazelas de São Paulo, o ex-presidente da Fiesp que em 2010 tentou o governo do estado pelo PSB, disse ainda que os gastos para a ampliação e melhoria do transporte público não sairiam do orçamento do estado, mas sim de parcerias através de parcerias público-privadas e concessões. “Nós vamos colocar todos os nossos recursos para termos professores qualificados, segurança e serviço de saúde”, disse ao defender que o a verba do estado seja destinada para essas áreas. “No caso de transporte, faremos via PPPs e concessões, especialmente os metrôs e monotrilhos. Vamos pegar esses projetos atrasados e acelerar os investimentos”.

Ao criticar a gestão do PSDB de Geraldo Alckmin na área de segurança pública, Skaf ressaltou que o governador deve ter um protagonismo maior. “O governador tem de exercer a função de comandante. O comandante das policias é o governador. Quem é responsável pela segurança pública? Pensam que é presidente, prefeito, mas não, é o governador”, ressaltou. Ao lado do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), ele afirmou que São Paulo vive atualmente em “clima de guerra civil” e prometeu criar uma sala de situação no Palácio dos Bandeirantes para acompanhar a situação de perto.

Eis que no espaço para a última pergunta na sede do jornal Diário da Região, o microfone é tomado por Kassab que tentou uma espécie de propaganda eleitoral para impulsionar sua candidatura ao Senado. “Rapidamente”, interveio o ex-prefeito. “Queria dizer que o policial ganha tão mal em São Paulo que precisa fazer um bico na hora de folga. A prefeitura de São Paulo, entendendo essa situação dramática dos policiais, criou um programa onde os policiais faziam um bico oficial. Meu papel como senador será trabalhar para que os policiais ganhem melhor, para que as polícias sejam mais bem equipadas, para que se contratem mais policiais. Essa é minha luta.”