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Política

Eleições 2014

PSB oficializa Marina Silva como candidata à Presidência

por Redação — publicado 20/08/2014 21h11, última modificação 20/08/2014 23h19
Ex-ministra do Meio Ambiente entra no lugar de Eduardo Campos, que morreu há uma semana em um acidente aéreo
Fernando Fazão/ Agência Brasil
Marina Silva e Eduardo Campos

Marina foi escolhida para o lugar de Campos, que morreu durante a campanha presidencial

O PSB oficializou na noite desta quarta-feira 20 Marina Silva como candidata à Presidência pelo partido. A ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula entra no lugar do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu há uma semana em um acidente aéreo no litoral paulista. O partido confirmou ainda que o vice da chapa será mesmo o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS).

O anúncio foi feito após uma reunião que começou no fim da tarde, em Brasília. Além de servir para fechar oficialmente os nomes da nova chapa, no encontro foram discutidos os acordos que já tinham sido feitos por Campos durante a campanha eleitoral. Marina prometeu honrar todos esses compromissos.

“Chego ao PSB com o sentido de responsabilidade, com o compromisso assumido nesses dez meses de intenso trabalho, com a disposição de honrar esse compromisso, de levar adiante juntamente com todos aqueles que estavam construindo esse projeto ao lado de Eduardo, levá-lo adiante com o apoio da sociedade brasileira”, afirmou.

Mesmo antes do início da reunião, Beto Albuquerque já havia adiantado que a chapa será fiel ao que foi dito pelo pernambucano antes da tragédia. "Marina vai cumprir os acordos firmados pelo ex-governador Eduardo Campos. Marina e Beto não vão fazer o que querem. Vão fazer o que Brasil exige e precisa, e o que o povo quer. Isso está expresso no nosso programa de governo. E este é o nosso compromisso. Vamos andar pelo Brasil nestes 47 dias de campanha e pregar nosso programa de governo", afirmou o deputado.

Advogado de 51 anos, Albuquerque é vice-presidente do PSB e acumula quatro mandatos seguidos como deputado. Este ano, tentava eleger-se senador. Foi escolhido para vice de Marina por ser antigo no PSB – filiou-se nos anos 80 – e por concordar, sem fazer restrições, com as posições de Campos. Ele condena o espaço conquistado no governo federal por figuras como os senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), do PMDB; critica a falta de diálogo de Dilma Rousseff com aliados – o PSB era da base de apoio da petista até o início de 2014; e reprova certos resultados econômicos da presidenta, como o baixo crescimento do PIB e a inflação perto do teto da meta.

Intenção de voto

A última pesquisa Datafolha, divulgada na segunda-feira 18 pelo jornal Folha de S.Paulo, mostra que a ex-senadora empata com Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno e poderia derrotar a presidenta Dilma Rousseff no segundo turno. Segundo os números do instituto, Marina teria 21% das intenções de voto, se as eleições presidenciais fossem hoje, contra 20% de Aécio, 36% de Dilma e 5% dos outros oito candidatos.

Os números da petista e do tucano permanecem os mesmos do levantamento anterior, ainda com Eduardo Campos entre as opções mostradas ao eleitor. Isso indica que o apoio à ex-senadora deriva em grande parte de pessoas que ainda não tinham tomado a decisão a respeito do voto ou que rejeitavam PT e PSDB igualmente.