Política

Protógenes diz ter acordo para a CPI

por Redação Carta Capital — publicado 20/12/2011 19h00, última modificação 20/12/2011 19h16
Deputado vai protocolar no gabinete da presidência da Câmara o pedido de investigação sobre irregularidades do governo FHC na quarta-feira 21

O deputado federal Protógenes Queiróz (PC do B-SP) anunciou em sua página no Twitter que vai protocolar no início da tarde de quarta-feira 21 o pedido de abertura da chamada CPI da Privataria.

O deputado diz que conta com as assinaturas suficientes de parlamentares para encaminhar o pedido. Segundo ele, já foram acertadas a data e a hora para entregar o documento no gabinete do presidente da Câmara, deputado Marco Maria (PT-RS).

“Ele (Maia) cumpriu o que assumiu”, escreveu Protógenes.

O anúncio foi feito após alguns veículos noticiarem que Marco Maia faria de tudo para impedir as investigações baseadas no livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. sobre irregularidades do período de privatização ocorridas durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

No livro, Amaury acusa pessoas ligadas ao ex-governador José Serra – entre elas sua filha, Verônica Serra – de movimentarem dinheiro em paraísos fiscais onde eram esquentadas as propinas pagas pelos vencedores dos leilões.

Verônica é sócia, inclusive, de uma irmã de Daniel Dantas (peça-chave do processo de privatização), em uma das empresas acusadas de movimentar os recursos.

Nesta terça-feira 19, Maia negou publicamente que tenha a intenção de impedir a abertura da comissão. Disse apenas que precisava de mais detalhes sobre o teor das acusações.

 

No mesmo dia, o deputado Protógenes comemorou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli de arquivar uma petição de Daniel Dantas para apurar se ele cometeu delitos ao divulgação de segredo de Justiça relativos à investigação contra o banqueiro.

O motivo alegado por Daniel Dantas seria a divulgação, em 7 de agosto deste ano, de material sigiloso referente à chamada Operação Satiagraha, conduzida pela Polícia Federal a partir de 2004 contra o desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro - e que resultou na prisão, determinada pela 6ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, de banqueiros (entre eles, Daniel Dantas), diretores de banco e investidores, em 8 de julho de 2008.

A operação foi comandada por Protógenes quando ele era delegado da Polícia Federal.

Em sua decisão, o ministro Dias Toffoli baseou-se em parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que sugeriu o arquivamento do processo por considerar que os documentos que instruem o feito não contêm indícios concretos da participação do deputado nos fatos.