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Política

Manifestações

Professores vão às ruas em protesto contra governo no Paraná

por Redação — publicado 25/02/2015 19h04, última modificação 25/02/2015 21h09
Depois de fazer governo do tucano Beto Richa recuar em "pacotaço" que cortava direitos, servidores pressionam por benefícios para acabar greve
Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso
Manifestação em Curitiba

Pelo menos 10 mil professores e servidores tomaram às ruas na capital paranaense

Milhares de professores e servidores do Estado organizaram mais um protesto e marcharam pelas ruas de Curitiba, no Paraná, na manhã desta quarta-feira 25. A manifestação é contra uma série de medidas de cortes de gastos, anunciadas pelo governo Beto Richa (PSDB), que atingem em cheio conquistas históricas do funcionalismo público paranaense. A Polícia Militar estima que 10 mil pessoas participaram do ato, enquanto que o APP Sindicato fala em 45 mil manifestantes. O protesto marca a terceira rodada de negociação entre a gestão tucana e a categoria.

Os professores se reuniram nas praças Rui Barbosa e Santos Andrade, na região central de Curitiba, logo pela manhã. De lá, seguiram em passeata até a Catedral de Curitiba, onde as duas marchas se encontraram para continuar até os portões do governador tucano. No Palácio do Iguaçu, representantes do governo do Paraná e do sindicato sinalizaram a possibilidade de um fim próximo da greve dos profissionais de ensino paranaense. Os profissionais estão parados desde o dia 9 de fevereiro.

Na reunião de hoje, o governo aceitou pagar no fim de março a totalidade dos terços de férias referentes a novembro e dezembro do ano passado. Os professores exigiam o pagamento desses R$ 116 milhões em parcela única, enquanto o governo insistia em parcelar em duas vezes. Ao mesmo tempo, o tucano prometeu implementar, entre maio e junho, as progressões e promoções atrasadas desde o início do ano passado, e acatou a retomada de programas suspensos em 2014.

Ainda que os prazos não correspondam ao exigido originalmente pela APP Sindicato, praticamente toda a pauta proposta pelos professores foi de alguma forma atendida ao longo das três rodadas de negociação realizadas na última semana, após as sucessivas demonstrações de amplitude do movimento e de união da categoria.

Isso porque, acuado por mais de 15 mil pessoas que foram às ruas há duas semanas, Richa retirou da pauta de votação da Assembleia Legislativa o “pacotaço”, projeto que visava uma série de mudanças na estrutura organizacional e financeira do Estado. Dentre elas, Richa subtraía vantagens conquistadas pelos professores em seu plano de cargos e salários, como o fim do “quinquênio” – um adicional que é incorporado ao salário dos professores a cada cinco anos – além da demissão de professores, pedagogos e até merendeiras.

*Com informações da Rede Brasil Atual