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Diálogos Capitais

Pré-sal eleva investimentos

por Redação Carta Capital — publicado 07/08/2011 09h52, última modificação 08/08/2011 09h17
A expectativa da média de investimentos da Petrobras é de 42,5 bilhões até 2015

Entre 2003 e 2007, a média de investimento da Petrobrás no setor petrolífero foi de 5,8 bilhões de dólares. Entre 2011 e 2015, esse valor se elevou para 42,5 bilhões. A informação é de José Renato Almeida, coordenador do Programa Executivo de Mobilização da Indústria Nacional (Prominp) e reflete a mudança no setor ocasionada pela descoberta do Pré-Sal. Na segunda-feira 8, o seminário “Pré-sal - Uma transformação na cadeia produtiva de petróleo e gás”, da série Diálogos Capitais, organizado pela CartaCapital, com patrocínio da Petrobrás,  discutirá como governo, indústria e sociedade devem encarar esse novo cenário.

Almeida, que coordenará a mesa “Mobilização da indústria nacional”, acredita que esse nível de investimento será mantido nas próximas décadas. Já Maurício Guedes, diretor do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que presidirá a mesa  “Infraestrutura e novos empreendimentos na área de petróleo”, aponta para um outro modelo: empresas que chegam ao Brasil para expandir pesquisas na área. Apenas na UFRJ, Guedes afirma que grandes empresas da área como Schlumberger, Baker Hughes e Halliburton investirão cerca de 500 milhões de reais em centros de pesquisa na universidade. O estado do Rio ganhou destaque na exploração de petróleo com a descoberta do pré-sal na da bacia de Campos, costa norte do estado.

“Existe uma diferença entre os dois ambientes: não é papel da universidade oferecer produtos que não sejam na área do ensino e pesquisa e o papel da empresa não é exatamente gerar conhecimento. Mas existe algo novo no mundo e os parques tecnológicos são a expressão disso”, diz ele. Para Guedes, a interação entre universidade e empresa é a própria essência dos parques tecnológicos.

As pequenas e médias empresas

As pesquisas ainda se concentram na Petrobrás, que participa de uma rede de mais de 70 universidades. Mas a tendência é a descentralização. No modelo dos Parques Tecnológicos, universidades oferecem seu espaço para atrair investimentos das grandes. O problema é que isso exclui as pequenas e médias empresas brasileiras, que não possuem recursos iniciais para construir seus próprios centros de pesquisa. Guedes aponta que o governo deve ter políticas públicas que viabilizem a pesquisa nacional nesses parques, com a criação de recursos para que elas possam se instalar. “A nossa meta é ter mais de uma centena de empresas de médio porte”, diz.

Apesar disso, por conta dos altos investimentos da Petrobras, o país ainda tem uma posição de liderança no cenário internacional. Almeida aponta algumas estratégias que tem sido feitas para a distribuição desse mercado entre as várias empresas brasileiras, como a divulgação de demanda pelo site do Prominp, por exemplo, que identifica as necessidades da Petrobras e atrai a oferta da indústria nacional. “O objetivo é, por exemplo, traduzir demanda da Petrobras em parafusos”, explica. Outra estratégia é, em parceria como a Sebrae, promover a qualificação do setor de fornecimento para as petrolíferas. Apesar de possuir demandas especializadas, as empresas do petróleo e gás utilizam produtos gerais, como tubos e os próprios parafusos.

Confira a programação do evento “Pré-sal - Uma transformação na cadeia produtiva de petróleo e gás” que acontece nesta segunda-feira 8:

Manhã

8h30 – 9h: Credenciamento

9h – 9h30: Abertura e composição da mesa

Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo (vai ser representado por um secretário)

Edison Lobão, ministro de Minas e Energia

José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras

Paulo Skaf, presidente da FIESP

Luiz Gonzaga Belluzzo, CartaCapital

9h30 – 10h:  Saudação: Luiz Gonzaga Belluzzo

Pronunciamentos:

Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo

Paulo Skaf, presidente da FIESP

10h – 12h: Apresentações

O governo federal e a exploração do petróleo da camada pré-sal

Edison Lobão, ministro de Minas e Energia

“Os investimentos da Petrobras e os novos caminhos para a indústria brasileira”

José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras

12h - 12h30: Debate com participação do público

12h30 -14h: Almoço

Tarde

14h – 14h10: Composição da mesa:

Renato Casagrande, governador do Estado do Espírito Santo

Haroldo Lima, presidente da Agência Nacional do Petróleo

José Renato Almeida, coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional

Maurício Guedes, diretor do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Darlene Menconi, jornalista da Envolverde, mediadora do seminário

Apresentações

14h10 – 14h40: “Os Estados produtores de petróleo e a questão dos royalties”

Renato Casagrande, governador do Estado do Espírito Santo

14h40 – 15h10: “A defesa do pré-sal e a soberania nacional”

Haroldo Lima, presidente da Agência Nacional do Petróleo

15h10 – 15h40: “Mobilização da indústria nacional”

José Renato Almeida, coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional

de Petróleo e Gás Natural – Prominp

15h40 – 16h10: “Infraestrutura e novos empreendimentos na área de petróleo”

Maurício Guedes, diretor do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro

16h10 – 17h: Debate com participação do público

17h: Encerramento

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