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Política

Crise nos Transportes

Deputados do PR deixam base aliada

por Redação Carta Capital — publicado 16/08/2011 16h14, última modificação 16/08/2011 20h12
Anúncio foi feito pelo deputado Lincoln Portela. Partido ficou incomodado com a devassa de Dilma Roussef no ministério

Insatisfeitos com a devassa no Ministério dos Tranportes feita pela presidenta Dilma Roussef, os deputados do PR (Partido da República) anunciaram a debandada da bancada governista do Congresso Nacional. O anúncio foi feito primeiro pelo líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), nesta terça-feira (16). "“Estamos saindo sem nenhum rancor. O partido é maior do que cargos”, disse Portela ao UOL. Logo depois, o ex-ministro dos Transportes e senador Alfredo Nascimento (AM) declarou que o partido não aceita ser "aliado de pouca categoria" ou o rótulo de "fisiológicos".

Após inúmeros avisos indiretos ao governo federal, o partido se manifestou em seu site oficial nesta segunda-feira (16), na qual declarou que pode assumir posição independente do governo na Câmara dos Deputados. "O Partido da República está revendo o apoio ao governo na Câmara e poderá deixar a base aliada para adotar posição independente. Em entrevista à Rádio Câmara, nesta sexta-feira, o líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG), admitiu que a maioria dos parlamentares da legenda já manifestou a intenção de assumir posição de independência nas votações", diz o comunicado no site, republicando texto da Agência Câmara.

O PR se ressente por Dilma não ter ficado ao lado do então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, quando as denúncias de superfaturamento no ministério foram feitas. Nascimento e 27 dos principais servidores da pasta, boa parte dos quais ligados ao PR, caíram. O cargo de titular do Ministério dos Transportes ainda pertence a um integrante do partido, Paulo Sérgio Passos. Mas ele não tem o apoio da bancada do partido.

Segundo a Agência Reuters, Alfredo Nascimento também declarou que a postura do governo federal quanto ao PR durante toda a crise exige que o partido entregue todos os cargos que possui na administração federal. Nascimento também declarou que o atual ministro Paulo Sérgio Passos é do partido, mas não é bancado por ele, e sim exclusivamente pela presidenta Dilma Roussef.

Novo ministro dos transportes é contra CPI

Paulo Sérgio Passos considera desnecessária a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar denúncias de corrupção na sua pasta.

“Não acho que tenhamos necessidade de uma CPI para apurar e para punir quem quer que seja, neste ou em qualquer outro ministério”, disse ao participar de audiência no Senado para dar explicações sobre as recentes denúncias de superfaturamento em obras por meio de aditivos contratuais.

“Temos hoje instrumentos, meios [para combater as irregularidades], seja do ponto de vista institucional ou legal. Acredito que esse é o caminho que deve ser seguido para apuração de ilegalidades ou desvio de conduta”, destacou, em referência às auditorias e à investigação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Passos disse que recebeu o convite da presidenta Dilma Rousseff para assumir o ministério não só por ser filiado ao Partido da República (PR) desde 2006, mas por ter trabalhado com ela em outras situações.

“Já tive oportunidade de trabalhar com ela em situações ligadas ao PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. A presidenta teve tempo suficiente para me conhecer, ver a forma como eu conduzo as questões, e acho que isso foi a maior credencial que foi levada em conta quando a presidenta me chamou para assumir. Além de eu ser um profissional filiado ao partido desde 2006.”

Ele disse ainda que não houve pressão para que o ex-ministro Alfredo Nascimento deixasse o cargo quando as primeiras denúncias surgiram na imprensa. “A exoneração foi um ato de iniciativa do ministro. Não houve nenhuma imposição.”

O ministro participou de audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado. Amanhã (17) ele prestará esclarecimentos sobre o assunto na Câmara dos Deputados.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, considera desnecessária a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar denúncias de corrupção na sua pasta.

“Não acho que tenhamos necessidade de uma CPI para apurar e para punir quem quer que seja, neste ou em qualquer outro ministério”, disse ao participar de audiência no Senado para dar explicações sobre as recentes denúncias de superfaturamento em obras por meio de aditivos contratuais.

“Temos hoje instrumentos, meios [para combater as irregularidades], seja do ponto de vista institucional ou legal. Acredito que esse é o caminho que deve ser seguido para apuração de ilegalidades ou desvio de conduta”, destacou, em referência às auditorias e à investigação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Passos disse que recebeu o convite da presidenta Dilma Rousseff para assumir o ministério não só por ser filiado ao Partido da República (PR) desde 2006, mas por ter trabalhado com ela em outras situações.

“Já tive oportunidade de trabalhar com ela em situações ligadas ao PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. A presidenta teve tempo suficiente para me conhecer, ver a forma como eu conduzo as questões, e acho que isso foi a maior credencial que foi levada em conta quando a presidenta me chamou para assumir. Além de eu ser um profissional filiado ao partido desde 2006.”

Ele disse ainda que não houve pressão para que o ex-ministro Alfredo Nascimento deixasse o cargo quando as primeiras denúncias surgiram na imprensa. “A exoneração foi um ato de iniciativa do ministro. Não houve nenhuma imposição.”

O ministro participou de audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado. Nesta quarta-feira (17) ele prestará esclarecimentos sobre o assunto na Câmara dos Deputados.

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