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Política

Rio Grande do Sul

Porto Alegre deve eleger uma prefeita em 2012

por Paulo Cezar da Rosa — publicado 28/03/2011 09h51, última modificação 28/03/2011 10h34
Saíram os números de uma primeira pesquisa eleitoral sobre as eleições de 2012 em Porto Alegre. Se a eleição fosse hoje, Manuela D'Ávila seria eleita

Saiu neste final de semana os números de uma primeira pesquisa eleitoral sobre as eleições de 2012 em Porto Alegre. Realizada pelo Instituto Methodus, a pesquisa entrevistou 600 eleitores perguntando em quem votariam se a eleição fosse hoje. Foram divulgadas as respostas para quatro cenários. Em todos, a deputada Manuela D'Avila fica em primeiro lugar. Ou seja, se a eleição fosse hoje, Manuela seria eleita prefeita.

Pesquisas a essa altura sempre obedecem os desígnios de quem tenha interesse em trabalhar com as expectativas. A rigor, a pesquisa divulgada só diz o que todo mundo já sabe. A deputada do PCdoB é favorita nas próximas eleições em Porto Alegre e apenas uma articulação muito forte será capaz de barrar seu caminho até o Paço Municipal. É provável que o mais importante – as tendências mais profundas do eleitor – tenha sido pesquisado e não tenha vindo a público.

Mas o que foi divulgado já mostra bastante. Por exemplo, dois dos quatro cenários são mais amplos, com oito candidatos. Nestes, Manuela faz 26,5% num e 25% dos votos noutro. Quando o número de candidatos é reduzido para quatro, a deputada sobe para 39,7% ou 36%. Ou seja, Manuela cresce com facilidade junto ao eleitorado de partidos que não apresentam candidaturas competitivas, tem trânsito fácil e grande aceitação.

As candidaturas alternativas possíveis a de Manuela são a do atual prefeito José Fortunatti, uma improvável candidatura da senadora Ana Amélia Lemos e a construção de uma candidatura do PT, onde aparece com mais força o nome do deputado e ex-prefeito Raul Pont.

José Fortunatti está em maus lençóis. Herdou um governo pálido de José Fogaça, de quem era vice, e para 58,7% dos eleitores sua gestão não alterou nada desde que ele assumiu.

A senadora Ana Amélia é uma candidatura muito difícil de ser trabalhada, principalmente em Porto Alegre. A cidade tem uma tradição de pender à esquerda. Eleita senadora pelo PP, Ana Amélia tornou-se a única cartada do partido para o Estado daqui quatro ou oito anos. Uma derrota em Porto Alegre liquidaria os melhores sonhos pepistas.

O PT, por outro lado, ainda que seja o maior partido em Porto Alegre, ficou sem um nome para disputar o comando da capital gaúcha. Hoje, o que aparece com mais força é o do deputado Raul Pont, mas mesmo em seu partido esta alternativa não é vista com naturalidade. Hoje, o principal debate do PT é saber se deve ou não ter candidatura própria e, decidindo não ter, se deve apoiar Manuela ou Fortunatti.

Se o PT em Porto Alegre não tiver candidatura própria, as probabilidades de vir a compor com Manuela são muito maiores que com Fortunatti. O PT vem fazendo oposição há seis anos ao governo Fogaça/Fortunatti. Por mais que Fortunatti esteja no PDT, que compõe a base de apoio da presidenta Dilma e do governador Tarso Genro, na capital gaúcha os dois partidos são adversários. Já o mesmo não ocorre com o PCdoB, um partido que foi chave no desbloqueamento do isolamento do PT nas eleições para o governo do Estado e com o qual o PT de Porto Alegre sempre manteve boas relações.

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