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Política

Em queda

Popularidade de Dilma cai oito pontos, mostra pesquisa

por Redação — publicado 19/06/2013 14h02, última modificação 19/06/2013 14h33
Segundo o levantamento CNI / Ibope, 55% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom. Em março, eram 63%
Wilson Dias / ABr
Dilma Rousseff

Dilma durante o lançamento do Marco Regulatório da Mineração, na quarta-feira 18. No evento ela afirmou que os protestos fortalecem o Brasil

A proporção dos brasileiros que considera o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) ótimo ou bom oscilou oito pontos percentuais para baixo, de 63% para 55% entre março e junho deste ano, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) feita em parceria com o Ibope e divulgada nesta quarta-feira 19.

O levantamento foi realizado entre 8 e 11 de junho, depois do início das manifestações contra os aumentos nas tarifas de transporte público e que, em parte, respingam no governo federal. O assunto, entretanto, não esteve entre os mais citados pelos entrevistados. Segundo o Ibope, os temas mais lembrados foram os boatos sobre o fim do Bolsa Família, os atrasos nas obras da Copa do Mundo, a PEC das Domésticas e a redução dos preços das contas de luz.

De acordo com a pesquisa, a piora na avaliação do governo se deu entre todos os estratos de renda familiar, mas em especial entre aqueles entrevistados de renda mais elevada. Dentre as regiões geográficas do País, a maior queda foi registrada na Sudeste, com 21 pontos percentuais. Nas demais regiões, a queda ficou entre 5 e 7 pontos percentuais. A região Nordeste se mantém como a com maior percentual de ótimo ou bom: 66%.

Já a aprovação pessoal da presidente também oscilou negativamente: o índice caiu de 79% para 71% pela maneira de governar e de 75% para 67% no quesito confiança na presidenta. Das nove áreas de atuação do governo, seis são desaprovadas pela maioria da população, principalmente a segurança pública (67% de descontentamento) e a saúde (66% de descontentamento). Em seguida vem os impostos (64% de desaprovação), política de combate à inflação (57%), taxa de juros (54%) e educação (51%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de junho com 2.002 pessoas em 143 municípios de todo o País.

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