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Política

Desvios no INCRA

PF prende José Rainha Júnior, ex-líder do MST

por Agência Brasil publicado 16/06/2011 07h59, última modificação 16/06/2011 12h01
Rainha é acusado de “desvio de verbas públicas federais destinadas aos assentamentos de reforma agrária” na região do Pontal do Paranapanema

Por Gilberto Costa

Brasília – O ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) José Rainha Júnior foi preso nesta quinta-feira 16 em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Federal (PF), ele é acusado de “desvio de verbas públicas federais destinadas aos assentamentos de reforma agrária” na região do Pontal do Paranapanema.

Além de Rainha, a PF vai cumprir mais nove mandados de prisão temporária, sete mandados de “condução coercitiva” à delegacia para depoimento e 13 mandados de busca e apreensão. A ordem é da 5ª Vara da Justiça Federal.

De acordo com nota divulgada pela PF, “o grupo criminoso utilizou associações civis, cooperativas e institutos para se apropriar ilegalmente de recursos públicos destinados a manutenção de assentados em áreas desapropriadas para reforma agrária. São investigados crimes de extorsão contra proprietários de terras invadidas, estelionato, peculato, apropriação indébita de recursos de assentados, formação de quadrilha e extração ilegal de madeira de áreas de preservação permanente”.

A assessoria de imprensa da coordenação nacional do MST disse à Agência Brasil que Rainha está desligado do movimento há mais de cinco anos.

A investigação dos supostos desvios teve início há dez meses. A operação, batizada de Desfalque, foi feita em parceria com o Ministério Público Federal. No início de 2009, o MPF já havia aberto processo administrativo contra José Rainha Junior para apurar desvios de verbas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Além de Presidente Prudente, a operação da PF ocorre nas cidades de Andradina, Araçatuba, Euclides da Cunha Paulista, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Sandovalina, São Paulo e Teodoro Sampaio. A Polícia Federal não confirmou o nome de outros presos ou de pessoas que serão conduzidas a delegacias para prestar depoimento.  

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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