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Política

Escândalo na Petrobras

PF nega que Alberto Youssef tenha sido envenenado

por Redação — publicado 26/10/2014 11h53, última modificação 26/10/2014 18h40
Boatos estão sendo espalhados por todo o País afirmando que o doleiro morreu, o que não é verdade. O doleiro foi internado em Curitiba neste sábado com pressão baixa
Reprodução
Alberto Youssef

Imagem que seria do doleiro Alberto Youssef no hospital em Curitiba foi divulgada no Twitter pelo jornalista Diego Escosteguy, diretor da sucursal de Brasília da revista Época

A Polícia Federal informou, neste domingo 26, que o doleiro Alberto Youssef “passa bem”, após ser internado na tarde de sábado 25. Ele deve permanecer no Hospital Santa Cruz, em Curitiba, por 48 horas, sob a escolta de policiais federais. No mesmo dia 25, a PF negou que Youssef tivesse sido internado por causa de um envenenamento na carceragem da PF, onde estava detido.

Boatos estão sendo espalhados por todo o País neste domingo, principalmente por WhatsApp, afirmando que o doleiro foi assassinado por envenenamento, a mando do PT. Trata-se de uma mentira. O Santa Cruz informa que Youssef passa bem apesar de um quadro de angina instável, e deverá ter alta em até 48 horas. A Polícia Federal confirma a mesma informação.

Segundo a PF, Youssef foi internado “devido a forte queda de pressão arterial causada por uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica”. Após a PF veicular a notícia, boatos sobre possível envenenamento surgiram nas redes sociais. O órgão destacou, no entanto, que essa é a terceira vez que ele recebe atendimento médico de urgência após a sua prisão.

Youssef é um dos delatores de um esquema de corrupção na Petrobras que está sendo investigado pela PF. Cerca de 10 bilhões de reais teriam sido desviados da estatal. O doleiro é suspeito de cobrar propina de empresários que prestavam serviço à Petrobras para financiar campanhas políticas. Entre os beneficiados estariam nomes do PT, PMDB, PP, PSB e PSDB.

A última internação ocorreu após a revista Veja noticiar que o doleiro acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff de saberem do esquema de corrupção na estatal. Dilma negou a acusação de forma veemente e prometeu processar a publicação. O Tribunal Superior Eleitoral concedeu direito de resposta a Dilma, e o texto foi publicado no site da revista na madrugada do domingo 26.

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