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Confusão

PF investiga se boatos do Bolsa Família partiram de central de telemarketing

por Redação — publicado 25/05/2013 12h19, última modificação 25/05/2013 12h25
Segundo apuração, pessoas receberam telefonemas e mensagens de celular sobre falso fim dos repasses
Tânia Rêgo/ABr
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PF investiga se boatos do Bolsa Família partiram de telemarketing

Desde o início da apuração sobre  a origem de falsos boatos sobre o cancelamento do programa Bolsa Família na última semana, a Polícia Federal identificou que pessoas receberam telefonemas com mensagens sobre o fim dos repasses. A PF não confirma o número de chamadas identificadas, mas diz dispor de informações sobre a possibilidade do boato ter surgido de um serviço de telemarketing.

A investigação também aponta para existência de mensagens transmitidas para celulares e da replicação da notícia falsa por rádios locais. O inquérito ainda não foi concluído e as apurações continuam.

Na Etiópia para a celebração de 50 anos da União Africana, a presidenta Dilma Rousseff afirmou neste sábado 25 que o governo federal vai aprimorar o sistema de fiscalização do Bolsa Família após os boatos. "Vamos ficar mais atentos, porque durante dez anos nunca houve isso. Agora vamos ter que incorporar aos mecanismos, através de auditoria, mais isso. Vamos saber que é possível que haja corridas. É muito importante que [o episódio dos boatos] seja transformado num ganho para o programa Bolsa Família."

Agentes da Divisão de Crimes Cibernéticos da PF atuam desde segunda-feira 20 para localizar pessoas que receberam as ligações e conseguir rastrear as chamadas atendidas por elas.

As investigações começaram na segunda, por determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro levantou a suspeita de que a ação possa ter sido “orquestrada” devido à velocidade com que os boatos sobre o fim do Bolsa Família se espalharam.

Assustados com o falso fim do programa, beneficiários causaram tumulto em agências da Caixa Econômica Federal em 13 estados para retirar o dinheiro. O banco registrou 920 mil saques de beneficiários, em um total de 152 milhões de reais em saques.

Após o ocorrido, o governo federal disse que vai passar a fazer um monitoramento "mais fino" dos saques feitos por beneficiários durante os finais de semana. Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a medida vai se somar a outros mecanismos de controle do pagamento dos repasses. A finalidade é permitir uma resposta mais rápida a problemas como os tumultos do último fim de semana.

Caixa Econômica

Segundo o jornal Folha de S.Paulo deste sábado 25, a Caixa alterou sem avisar os beneficiários as datas do calendário de pagamento do Bolsa Família, que beneficia 13,8 milhões de famílias no Brasil. O banco removeu antes do tumulto no fim de semana passado as restrições de saques por datas.

Pela regra oficial, os pagamentos ocorrem em datas pré-definidas conforme o último número no cartão do beneficiário. Não é possível sacar os repasses antes da data marcada no calendário.

A Caixa havia informado que liberou os saques de maio devido à confusão causada pelos boatos.

Com informações Agência Brasil