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Para alegria de Daniel Dantas

por Redação Carta Capital — publicado 12/11/2010 10h28, última modificação 12/11/2010 10h29
Protógenes Queiroz é condenado por violação de sigilo funcional durante a Operação Satiagraha

Protógenes Queiroz é condenado por violação de sigilo funcional

Certo delegado da Polícia Federal investiga o mentor de um grupo financeiro acusado de vários crimes. Quem vira o vilão? O delegado. Protógenes Queiroz, o servidor público em questão, foi condenado, na quarta-feira, 10 a três anos e quatro meses de cadeia por fraude processual e violação de sigilo funcional durante a Operação Satiagraha, cujo principal alvo era Daniel Dantas. A pena foi convertida em serviços comunitários e ainda cabe recurso. Já afastado da PF, Protógenes elegeu-se deputado federal pelo PCdoB de São Paulo. Caso não reverta a condenação, não poderá assumir o mandato.

A sentença é assinada pelo juiz Ali Maz-loum, da 7ª Vara Criminal Federal em São Paulo. Mazloum – que acumula feitos como escapar de acusações por venda de sentenças e formação de quadrilha – concluiu que o delegado vazou informações para a Rede Globo. A defesa nega as acusações.

 A propósito de delegados e mídia, curioso lembrar o caso de Edmilson Bruno, comandante da operação que “flagrou” petistas com dinheiro supostamente usado para comprar dossiê (sempre um dossiê) contra José Serra. Era 2006, véspera das eleições. Como noticiou CartaCapital, Bruno ofereceu imagens da quantia (1,7 milhão de reais) a alguns veículos, atenção especial à Globo. “Tem de sair no Jornal Nacional”, exigia. Não consta que tenha sido admoestado por qualquer juiz ou pela imprensa “vigilante e independente”. Mas o poder de Dantas continua forte.

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