Existem várias maneiras de se esconder o preconceito num discurso aparentemente amigável às minorias no Brasil. Uma delas é quando a discussão, no bar, nas escolas ou nos fóruns eletrônicos da internet tem início com uma espécie de vacina contra uma possível blitz politicamente correta: “não tenho nada contra essas pessoas, mas…”

Não é a intenção do vereador, mas ao ignorar a lógica da discriminação e dizer que é preciso 'tratar como iguais os desiguais' uma porta para o massacre se abre. Por Matheus Pichonelli
É um tipo único de salvo-conduto que dá ao interlocutor o direito de desferir as maiores barbaridades a partir da palavra “mas”. Algumas dessas barbaridades são invisíveis a olhos nus. Escondem-se, geralmente, em argumentos que, no limite, apelam para a necessidade de se respeitar para ser respeitado; ou de se rejeitar “privilégios” para se reivindicar tratamento igualitário. Via de regra, os mesmos argumentos descambam para a fratura mal escancarada do mais autêntico discurso discriminatório: “eles mesmos têm preconceito contra eles”.
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Todas essas armadilhas estão pulverizadas, de uma forma ou outra, no argumento do vereador Carlos Apolinário (DEM-SP) ao defender o projeto de sua autoria que institui o Dia do Orgulho Heterossexual na capital paulista. O vereador, que garante ter amigos homossexuais, diz ver como “absurda” a extensão de privilégios a um grupo que sai às ruas uma vez por ano afirmar que não tem vergonha de ser gay. Também diz serem inaceitáveis as regras criadas, ao longo dos últimos anos, para proteger a comunidade gay de uma violência diariamente noticiada nas páginas policiais. Apolinário se diz revoltado por não poder xingar um gay na rua sem correr o risco de ser preso. E também por ver leis criadas para beneficiar conjugues homossexuais como dependentes, por exemplo, de planos de saúde.
Em todos esses casos, o argumento é um só: os gays se acomodaram num colchão de direitos e se tornaram uma espécie de casta privilegiada, adepta à vitimização sem causa e que anda em grupo pelo simples gosto de não se misturar.
A claque ao vereador, no dia seguinte às manifestações públicas de miopia histórica, mostra o quanto conquistas acumuladas pelos movimentos sociais nas últimas décadas ainda incomodam, e não apenas aos mais velhos – como costumam assinalar os que acreditam que o preconceito no Brasil está morto, enterrado ou no máximo mudou de lado. Mostra sobretudo que a violência do preconceito foi, e ainda é, uma herança muito bem cultivada e transmitida de pai para filho na base de discursos, piadas e lâmpadas fosforescentes.
No dia seguinte à entrevista, o que mais ouvi de amigos e até familiares foi que o vereador tinha lá certa razão. Um exemplo que ouvi foi que, assim como os gays, as mulheres se contradizem ao pedir condições iguais de tratamento quando já contam até mesmo com delegacias especializadas e leis como a Maria da Penha. Como se o saldo da violência doméstica entre os homens de olho roxo fosse o mesmo de mulheres que, até ontem, evitavam denunciar a agressão masculina em delegacias tomadas por policiais homens que, não raro, legitimavam a ação em nome da “honra” do agressor. E mandavam as mulheres para casa lamentando que a surra havia sido pouca.
Diferentemente do que prega o vereador, quando grupos de orgulho LGBT saem às ruas não estão apenas em busca de festa. Estão dizendo que, diferentemente de outros tempos, não têm mais vergonha da sexualidade nem querem passar o resto da vida trancados no quarto, com medo da reação de amigos e familiares. Demonstram, sobretudo, que estão unidos na pretensão de um dia serem tratados definitivamente como iguais. O que, em pleno 2011, ainda parece longe de acontecer.
Não parece privilégio, por exemplo, querer trabalhar sem que qualquer mérito ou erro seja atribuído à orientação sexual. Um exemplo simples: não faz muito tempo, um jogador de um grande clube paulista era privado de ter seu nome cantado pela torcida simplesmente por supostamente ser gay. Quando fazia gol, ouvia-se pelas arquibancadas: “acertou, mas é gay”. Quando errava, o que se ouvia era: “errou, porque é gay”. Os mesmos “mas” e “porque” se repetem, todos os dias, de todos os meses, de todos os anos, em escolas, repartições, filas, espaço público, cinema ou nas divisões das Forças Armadas.

Mais que uma festa, Parada Gay é um fórum em que a comunidade se manifesta para dizer que não precisa esconder a sexualidade de pais e amigos. Foto: Edson Silva/Folhapress
Da mesma forma, não parece privilégio o direito de sair às ruas e pedir simplesmente o direito de se viver em paz. Por isso, chega a soar como provocação dizer que é preciso reagir às manifestações de orgulho gay com outra manifestação: a do orgulho hétero. É o atestado para que se crie uma situação em que uma minoria até pode sair às ruas para pedir o direito simplesmente de existir, mas outros devem também ter o direito de impedir que uma minoria exista. Não são situações iguais, nem demandas iguais, nem direitos iguais. Gays não saem às ruas explodindo lâmpadas fosforescentes na cabeça de heteros ou skinheads, mas o contrário não parece ser falácia.
Pode não ser a intenção do vereador, sempre simpático no tratamento dispensado a jornalistas e que tanto apreço manifesta ao seu cabelereiro gay. Mas, ao ignorar a lógica da discriminação ainda reinante e reduzir a discussão à pregação de que é necessário “tratar como iguais os desiguais”, Apolinário e seus seguidores apenas escancaram a porta de entrada para a legitimação de um verdadeiro massacre que tantas vezes extrapolam as piadas em mesas de bar e se incorporam em perseguição, patrulhamento e agressão.
[...] Leia também: Nada contra, mas… [...]
Ele esqueceu que na verdade, deve-se tratar os iguais, igualmente e os desiguais, na medida da sua desigualdade.
Não, Hiago. A democaracia existe para todos, e não só pra defender tal grupinho por ser considerado minoria. A democracia foi feita pra defender a opinião de todos, não só a que lhe agrada.
É importante sim as pessoas respeitarem as diferenças, mas não é enfiando na guela das pessoas que não gostam e calando-as, que vão tornar as mesmas menos preconceituosas. Numa democracia séria, elas tem todo direito de manifestar suas opiniões, mesmo que elas sejam as mais absurdas possíveis.
E outra. Não é por que o cara respeita os gays que vão ter concordar com tudo o que eles fazem. Existe sim um exagero
da propaganda gay, não é por que o cara não concorda
com isso que vai fazer o mesmo ser um Malafaia da vida.
Calar o preconceito não é ato em prol do respeito, e sim hipocrisia.
Cassio, você sabe realmente qual é o significado da palavra “respeito”? Pra que criticar algo que só diz respeito à intimidade dos homossexuais? Ou será que você está confundindo “sexualidade” com “ideologia”?
Além disso, opiniões “absurdas” não são defendidas pelo Ordenamento Jurídico pátrio, meu caro. Estude Direito Constitucional e, a partir daí, conversaremos. Em um Estado Democrático de Direito, não existem direitos ilimitados ou exercício ilimitado de direitos.
Informe-se…
Matheus, eu tenho orgulho de ler uma revista em que voce escreve! Parabens pelos últimos textos. Nós, educadores, precisamos de pessoas como voce, e de veículos como a Carta Capital para nos sentirmos dignos neste país.
A democracia existe justamente para defender a minoria, e as leis são para que uma pessoa não te cause danos… É essencialmente isso, para que um Estado seja justo à todos. Ao contrário do que disseram, não querem impor o Estado gay, e sim o direito dos mesmos a não serem mortos por simplesmente serem gays. Eu me admiro um bando de hipócritas dizerem de costumes, respeito à família, quando são puros ‘falsos moralistas’, ou seja, me surpreendo ao fato de que, as pessoas têm mais medo de factoides do que da Teocracia! Eu realmente me chateio com isso. Estão preocupados com isso, e quando falamos em religião na política ninguém se manifesta. Pelo que eu saiba, desde 88 na constituição o Estado é laico e deveria separar esses ratos que deveriam fazer o bem pra sociedades, e fazem ao contrário. Assim como tantas leis ABSURDAS, eles preferem debater o inevitável. Completos ignorantes… No Brasil, a homossexualidade não chega a 2% da população brasileira. E não entendo pessoas que nos impõe leis, mesmo não sendo de tal tribos. Queremos igualdade, e respeito. Porque temos o direito de ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza. Temos o direito de ser iguais, quando a igualdade nos inferioriza.
[...] Leia também: ‘Não saiam do armário’ Bolsonaro escapa de processo disciplinar ‘Nada contra, mas…” [...]
Nem sim nem não muito pelo contrario, pode acontecer tudo inclusive nada.
[...] problema com negros, mas” não é um discurso racista. Como disse Matheus Pichonelli, em artigo publicado na Carta Capital deste mês, nessas pequenas construções de discurso se sustentam argumentos homofóbicos, racistas, [...]
Em certo sentido, os argumentos apresentados pelo vereador são verídicos. Sou contra a lei que vai tipificar a homofobia como crime, uma vez que nem todo o crime cometido contra uma pessoa homossexual é em razão de sua opção sexual. Não creio que essa lei irá proteger de fato alguém, apenas vai dar mais munição a determinados indivíduos que se escondem por trás de argumentações vazias de ser uma minoria. Isso acontece com os judeus, para quem tudo não passa de anti-semitismo, e com os negros, para quem tudo é racismo. Se um homossexual é espancado em via pública, esse ato em si já é crime previsto na nossa legislação, não sendo necessário criar nova lei apenas para dizer que foi motivado por preconceito para, talvez, apenas aumentar a pena. Desta forma, estamos todos nos tornando reféns dos direitos humanos.
Aos confusos: a questão não é de maioria e minoria, mas de ideologia dominante. na nossa sociedade, brancos tem privilégios sobre os negros. Homens sobre mulheres. Heterossexuais sobre homossexuais. Ricos sobre pobres. Negros, mulheres, homossexuais e pobres sofrem com discriminação, preconceito, agressão e ainda tem de aguentar gente dizendo que acha “que é certo”. O dia que homens brancos, ricos e heteros forem as vítimas disso tudo (e não, não conta os comentários desse forum ou casos isolados), podem eles ir as ruas exigir igualdade. Até lá, não faz o menor sentido.
grata.
A pior ditadura é a das minorias..È isso que querem implantar no Brasil: o Estado gay…
Boa tarde!
Mário e Laerte:
Em números, a população negra é imensamente maior que a população homossexual. No entanto, há de se convir que ambos os grupos são minorias, no sentido de respeito aos direitos em geral. É extremamente válida a luta de todos, que dirá o “dia do orgulho gay” e o “dia do orgulho negro”.
Abraços.
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Confusa essa matéria. Se um dia de Orgulho Gay não faz mal a ninguém, não vejo porque um dia de Orgulho Straight faria. E depois, é preciso fazer muita força pra entender o desejo, inconfessável do articulista, de que nem todo mundo é obrigado a gostar de todo mundo. Respeitar sim, isso é imprescindível ! Tanto assim que o Supremo simplesmente consagrou um entendimento que praticamente todos os Tribunais do pais já vinham adotando há pelo menos vinte anos, quanto à igualdade das uniões homoafetivas às das héteros ! Fora isso, exigir que um jornalista busque se informar um pouco mais, e ter um mínimo de compromisso com a verdade, não parece um pedido exagerado.
Longe de impugnar qualquer veracidade ao texto e suas consequencias, vejo neste uma representação bem clara do que sempre digo com relação ao tema: É como dois vendedores de uma mesmo produto, cada qual vai defender as qualidades deste produto, e quando se chega a um “empate” técnico, o que os dois vendedores fazem?… Desqualificam, um fica desqualificando o outro, e isso leva aos “compradores” o abandono, a banalidade, fazendo-se acreditar que nas relações humans não se deva acreditar no conteúdo elementar de cada ser que é o seu pensameento e comportamento, dai essa balburdia toda que vivemos. É aquele velho refrão cada qual no seu quadrado e o que convencer melhor leva, e o outro que se resigne e procure alternativas.
Intão qual é a tese defendida pelo autor?
meio confuso
[...] em: /politica/os-perigos-do-nada-contra-mas Like this:LikeBe the first to like this [...]
Mario,
Agora sou eu quem tem de pedir desculpas. Não tinha visto toda a discussão dos cometários, que se estende por diversas páginas. No fundo, tem muita minoria que é maioria, manipulada por alguns poucos privilegiados. O caso das mulheres é exemplar. Além de serem maioria da população, muitas comportam-se como oprimidas por destino, karma,ou seja lá o nome que vc queira dar. E se condicionam a viver uma vida subalterna, à sombra dos homens. Por isso a validade do dia da mulher; para que nos conscientizemos que são seres humanos iguaizinhos aos WMASSP-White Male Anglo Saxon Straight Protestant. A luta por direitos humanos se estende por muitas vertentes, mas certamente não é por ser hétero que vc tem algo a temer do sistema, e tenha de se ‘orgulhar’.
Amigo Laércio,
Em verdade, talvez você tenha se equivocado na leitura do meu questionamento em relação ao que disse o FABIANO, que, depois de toda uma construção de ideias válidas sobre a matéria, diz ao final: “(..)Só recebem proteção os que são oprimidos, os que fazem parte de uma minoria. Dia do orgulho Hétero não faz sentido, já que são 90%. Do mesmo modo que não faria sentido o dia do orgulho negro num país com 90%…”
Eu o questionei no sentido de, então, segundo o que ele disse, seria legítima a luta dos homossexuais mas não a não dos negros (porque são a maioria em nosso país), como o comentário deixou a entender.
Ao contrário do que entendeu, concordo com o que você disse.
Abraço. Desculpa qualquer coisa.
Mário Resende. Desculpe, mas sua declaração não procede. Tanto é legítima a luta dos negros que já foram reconhecidas inúmeras leis e práticas visando acabar com o racismo. Apenas são lutas distintas. Acabar com a homofobia não implica em fornecer quotas para homossexuais, já que estes estão em todos os estratos sociais.Implica apenas em reconhecer que a homoafetividade, de per si, é tão válida ou boa quanto a heteroafetividade, louvada em prosa e verso à exaustão.
Notícia de agorinha: Kassab vetou a lei. Ufa!
RE: Fabiano Amorim,
Então, é legítima a “luta” dos homossexuais e a dos negros não?
A população brasileira tem 5% de maconheiros. Tem que ter personagens de novela maconheiros. Maconheiro engenheiro, advogado, maconheiro negro, azul, amarelo, cor-de-rosa, verde. Bora twitar: próxima novela das 9: #AMACONHAEOVENTO ou #OTEMPOEAMACONHA ou #LÁVEMAMACONHADESCENDOALADEIRA
[...] também: O jornalismo sexista‘Nada contra, mas…’ O grito das margaridas Mulher ou [...]
Marcelo,
Não entendi o porque d vc achar exagero ver 3 ou 4 homosexuais nas novelas. Há estimativas de que 10% da população brasileira seria homosexual. Sendo assim, num elenco com uns 100 atores ou mais, ter 4 homossexuais ainda é muito pouco para retratar a realidade deles. Você normalmente não vê tantos homosexuais nas ruas, porque eles preferem não se assumir, dada essa discriminação tão grande que sofrem.
Alguém que se sente incomodado por ver 3 gays numa novela deve se sentir desesperado quando vê um gay perto de si.
O fato de a constituição dar direitos às pessoas não significa que esses direitos são respeitados. É por isso q os direitos das minorias precisam ser repetidos exaustivamente, sem parar, porque parece que as pessoas esquecem-se disso todos os dias.
Só recebem proteção os que são oprimidos, os que fazem parte de uma minoria. Dia do orgulho Hétero não faz sentido, já que são 90%. Do mesmo modo que não faria sentido o dia do orgulho negro num país com 90%…
Vamos por partes : primeiro, quem diz se homossexualidade é natural ou nao é a CIENCIA, e nao leigos no assunto. E a Organização mundial da saúde afirma q ela é completamente normal. A rejeição a isso nada mais é q produto da religiao q oprimiu por seculos as relações homossexuais.
Segundo, dia do orgulho hétero é uma grande HISTERIA COLETIVA, isso é ridiculamente inaceitável, daqui a pouco vai ter oq, Lei mário da penha, dia internacional do homem, dia da consciencia branca ? Ah, nem me venha com isso. Os direitos SÃO iguais, porém NÃO SÃO igualmente respeitados, daí q certos grupos de pessoas precisam de mais proteçao q outras. Isso não é privilégio, isso é a correção de um preconceito historico nessa sociedade. E eu sou gay, e sendo assim conheço muito mais a realidade da homossexualidade do q a maior parte das pessoas heterossexuais. Falar do q nao se conhece a fundo, é preferível ficar calado.
Essa superproteção à turma do arco iris é ridicula, são todos brasileiros com direitos e deveres já explicitados na constituição. Não há nada demais em dizer que não tenho nada contra, nem a favor. cada um faz o que quer da vida e vive como queira, mas dai passarem a fazer propaganda é ridiculo, hoje não liga a TV sem que se veja pelo menos 3 ou 4 homosexuais nas novelas, há um exagero nisso.
[...] pela lei. Até Dia do Orgulho Hetero querem criar agora (leia mais na Revista Época e na Carta Capital). Suponho que o Dia do Orgulho Branco e o Dia da Violência contra a Mulher devam suceder o [...]
estão criando um circo em torno da causa dos homossexuais, onde o gay é colocado como um ser inofensivo e frágil. Esse caminho apenas serve para criar inconformismo nos homofobicos e uma imagem de imposição perante a socieda. Deve-se optar pelo diálogo.Assim como os gays pedem respeito, os heterossexuais devem possuir o direito de manifestação.. Vivemos em uma sociedade, devemos escutar e respeitar as opiniões contrarias…. se os gays começarem a rejeitar e negar a moral dessas manifestações o que os tornarão diferentes daqueles que discriminão e reprimem?
Dia do Orgulho Hetero? Só falta o Dia Mundial do Homem e o Dia dos Brancos! Afinal, homens brancos e heterossexuais foram e ainda são tão perseguidos nesse país e no mundo!! Não à heterofobia, à violência domestica e sexual contra homens e que se defenda e valorize a cultura ariana!
Por favor, que esquizofrenia coletiva…
[...] Homofobia: O perigo do argumento ‘Nada contra, mas…” [...]
Puxa, Luiz Moraes, então o DVD do Patati Patatá não entra na sua casa para corromper seus filhinhos?
___ Uma coisa é ser gay, que é uma coisa normal…, (eu disse “normal”). Outra coisa é querer subir na mesa…, querer aparecer…, uma verdadeira palhaçada de mulher bebada, ou…, viadagem. Aí está a lambança!… Pergunto: Se você, não se der o respeito SOCIALMENTE…, quem vai te respeitar?… Pior, isso é combustivel para os intolerantes psicopatas homofóbicos de plantão. [ DAI, NASCE A GENERALIZAÇÃO ]. Mais claro que isso, impossivel! Uma coisa é ser gay… Outra, é ser palhaço. ___ Em tempo: A lei que rege o universo, é a mesma para todas as estrelas…
[...] pergunta é respondida no artigo “Nada contra, mas…“, de Matheus Pichonelli para a Carta Capital. O título faz menção à postura adotada por [...]
é complicadíssimo, mesmo, a junção de poderes políticos e crenças pessoais. até quando eu poderia interferir na vida dos outros pelo que eu acredito?
e isso não traria mais conflitos para a sociedade? hoje em dia, nós vemos a bancada hortodoxa em conflito com outras minoriAS… e isso pode colocar fogo na sociedade
Não sou contra esta manifestação. Afinal vivemos num país em que
acreditamos ser democrático. Devemos ser o que somos e não esconder nada de ninguém.Somos parte de um todo que reconhecemos como irmãos frente ao nosso criador. Não devemos levar em conta sexo, cor, condição social, etc… Somos “UM TODO” perante nosso criador, sendo assim, somos parte integrante Dele. Temos um pai Celestial que é o nosso Deus e; pai não faz distinção alguma entre seus filhos porque, para Pai e Mãe, não existe discriminação entre seus filhos, Pai e Mãe amam de qualquer maneira seus filhotes.
Sibam que: “Quando a mente humana se ocupa demasiadamente com a neblina, não sobre tempo nem espaço para se concentrar e perceber os sinais da LUZ existentes no nevoeiro. Não ceda aos impulsos do pequeno “EU”".
[...] Já quero dar os créditos do título a Matheus Pichonelli, cujo título “Nada contra, mas…” resume bem o espírito de seu ótimo texto sobre a homofobia maquiada e travestida do discurso [...]
Muito barulho por nada:
Um dia a mais, ou a menos. O dia do orgulho hétero não diz nada senão que héteros querem competir com homos na panaceia cultural que pulula por ai. Deixem comemorar o orgulho hétero os que se dispõem a comemorar, e aos do dia do beijo, o mesmo, e o mesmo aos do dia do amigo…
Luta por direitos não dependem de dias comemorativos, dependem de argumentos e fatos. Os gays precisam garantir sua condição de igualdade em relação aos héteros e se tem condições de fazê-lo, façam.
Deixem o babuínos terem seus dias, direitos independem da necessidade de dias comemorativos, mas sim da necessidade de direitos.
Sr, Victor Hugo,
concordo com vc quando diz que minorias precisam de proteção especial. Mas me parece problemático sim estabelecer legislções que fazem pressupor de antemão quem é o agressor e quem é a vítima. Eu não sei se o senhor conhece a legislação penal brasileira e como ela é aplicada, mas ao dar uma pena o juiz observa as circunstâncias do caso concreto e pode, em razão delas, aumentar ou diminuir a pena. Então, se o crime foi cometido contra alguém vulnerável ou por motivo de preconceito, o juiz pode (e, no meu entender, deve) agravar a pena a ser aplicada. Não nego que normalmente mulheres, idosos, homossexuais etc. é que sofrem a violência. Mas nem sempre é assim. Por isso que me parece que essa técnica de primeiro analisar as circunstâncias do caso concreto me parece que é a melhor forma de se atingir a justiça.
Para mim, esta sra, de nome Angela e outros tantos que se posicionam a favor do tal dia do orgulho hetero, ou são loucos ou são efetivamente burros, com a mente fechada, ou são muito espertinhos, se fazendo de bestas para poderem espalhar suas insegiranças e seus preconceitos livremente. Pode ser qu sejam, alternadamente, uma coisa ou outra.
Alex,
Você critica a lei Maria da Penha, mas ela foi criada justamente por uma necessidade urgente na sociedade. Ou você não sabe que todos os dias milhares de mulheres são espancadas e antes da Lei não havia nenhum tipo de tratamento ou proteção adequada a estes casos? Ou vc tá querendo dizer que os homens são espancados por mulheres violentas na mesma proporção? Ah, faça-me o favor. Eu só lamento que esta lei ainda não seja aplicada com o verdadeiro rigor. Os espancadores batem, pagam fiança e vão embora. É pouco. Mas antes da Lei, pagavam com cesta básica.
O preconceito não é natural.. O que é natural é a ignorância.. E o preconceito nasce da ignorância!!!
Tratar a todos igualmente, sem marginalizar os desiguais, faz parte de uma evolução social, uma evolução que exige conhecimento, compreensão e visão de quem busca um mundo melhor..
O fato do relacionamento heterosexual ser aquele que dá continuidade a humanidade, não é motivo para então termos preconceito com o homosexual..
Somos racionais e por isso temos compaixão. Compreendemos e vivemos diversas situações não naturais.. Por exemplo, uma lei que rege a natureza é a ”Lei do mais forte”, mas nós Humanos não deixamos morrer um bebe que nasce doente por ele ser mais fraco, nós lutamos pela sua vida..
E assim tb deve ser com as minorias, não podemos aceitar que por serem diferentes eles sejam excluidos..
Isso é a humanidade, não somos naturais, a racionalidade não nos permite..
VAMOS EVOLUIR !!!
País dos excessos. Tudo é excessivo, desde a promiscuidade até a falta de respeito à Constituição. Enquanto em outros países não se trocou uma linha nas leis para acomodar os homossexuais, negros ou aborígenas, o Brasil faz disso um carnaval demagógico para eleger alegorias simpatizantes ou não. Excessivo paternalismo que nunca soluciona problema algum, criando dentro de si uma intolerância nunca antes vista. É o samba do criolo doido que sai as ruas travestido de politicamente correto atropelando a sensatez e a paz.
Me envergonha o Homem tentar reprimir uma reacão naturalmente preconceituosa. É preconceito? pode ser, mas é natural. Afinal, a humanidade se resume ao poder de reproducao de um Homem e uma Mulher. O homossexualismo *NÃO* é natural, portanto está sujeito à preconceito, talvez isso até salve a humanidade, a familia e o sentido da vida que prega o ciclo de, nascer, crescer, reproduzir e morrer. Os homossexuais não são capazes de realizar o ciclo de vida completo que a natureza nos deu.
Temos que parar com essa palhacada e aceitar quem realmente somos perante a natureza.
O verdadeiro crime é a bancada evangélica sonegando impostos, roubando os fiéis, corrompendo e corrompidos….. Esses vendilhões do templo querem tirar a atenção dos crimes deles ao inventarem essas bobagens como dia do orgulho hétero,…dq a pouco, vão inventar dia do orgulho branco….
ah, em NENHUM outro lugar do mundo civilizado há uma parada viva-os-opressores…. só nessa nossa bandalha…… QUERO VER QUANDO É QUE IRÃO DAR UMA BATIDA NAS CONTAS DA UNIVERSAL, DO MALAFAIA, ETC. … Isso sim é que a sociedade deveria estar discutindo, e não essa nojeira moralista.
muito bom o texto
vejo que virou moda partido politicos usarem
os direitos ivis dos homossexuais
como palanque de campanha politica
estão atraindo os olforte com assuntos polemicos
pra ganharem visibilidade na midia sem pagar nada a mais por isso
chega a ser ridiculo este projeto
ainda mais querendo um total financiamento do estado pra realização do evento sendo que nem a parada gay é realizada desta forma
este apolinario faz um discurso que lembra uma vadiazinha no ciu com ciumes da outra felicidade alheia
vai criar um projeto proibindo se ter mendingo morando nas ruas abrigando e resocialisando os mesmos trazendo dignidade
isso sim é se preocupar com a moral da familha brasileira isso sim é patriotismo e laicidade
[...] problema com negros, mas” não é um discurso racista. Como disse Matheus Pichonelli, em artigo publicado na Carta Capital deste mês, nessas pequenas construções de discurso se sustentam argumentos homofóbicos, racistas, [...]
Querer jogar a culpa no estado é fácil. O estado não pode virar um estado policial e estar em toda parte vigiando todo mundo, os cidadãos não podem ser considerados todos suspeitos de serem criminosos, não é por ai… O fato é que há ainda muito machista que acha certo bater em mulher, matar a mulher porque não se conforma com a separação, ser sustentado pelos velhinhos, e abusar de criancinhas, e descontar sua raiva e frustração no primeiro negro ou no primeiro gay que passar na sua frente… Esse tipo de gente não merece proteção, merece é ser caçado e extirpado da nossa sociedade.
Eu acho sim, que quem bate ou mata velhinhos indefesos, deve ter a pena dobrada, assim como quem violenta ou mata criancinhas, e pelo mesmo motivo, acho que quem bate na própria mulher ou mata mulheres, tem também que ter uma pena agravada, e se os gays andam sofrendo mais do que os outros, quem ataca gay deve sim ter a pena agravada… Todas as pessoas que caçam animais em risco de extinção devem ser tratadas impiedosamente, e todos os que tratam minorias sem a menor piedade, impiedosamente, devem ser tratados da mesma maneira… Uma coisa é alguém tentar me matar para me roubar…. Outra coisa é alguém tentar me matar só porque não foi com a minha cara, ou não gosta do meu tipo.
Interessante como tem gente que insiste ao não reconhecer que idosos, mulheres, crianças, negros e homosexuais, são vitimas, e como vitimas tem direito sim a proteção especial… Ninguém sai por ai batendo nos brancos, ou heterosexuais que andam livremente nas ruas… Ninguém sai por ai caçando homens brancos heterosexuais de meia idade e bem sucedidos financeiramente só para espancar e quem sabe, matar…
Então obviamente esses homens, como eu, não precisma de proteção extra, mas eu reconheço que até homens como eu, brancos, heterosexuais, de meia idade, apanham por conta dos gays pelo simples fato de estarem abraçando aos próprios filhos, até nós acabamos sendo vitimas… E você acha mesmo que um miserável desses deve ser tratado como quem praticou apenas lesão corporal? Por mim devia não apenar ir para a cadeia, devia haver pena de morte, fuzilamento, enforcamento, mas ai diriam que é porque boliu com o poderoso homem branco né?
ué? Qual o problema em uma marcha de homens viris? Na própria História antiga os gregos e romanos fizeram estátuas em homenagem à virilidade. Agora, hipocrisia é proibir qualquer tipo de manifestaçao, até mesmo dos hetero.
Em uns cinco anos ninguém nem vai falar mais nisso. Modinha boba que está dando dinheiro para alguns que estão se aproveitando dos gays, que acham que estão ganhando alguma coisa com essa discussão toda. Quando não for mais interessante ($$$), a modinha será outra, como sempre…
Infelizmente a proteção às minorias serve para tapar o sol com a peneira pois o estado não faz o seu dever, que é proteger a todos!!
Gays não saem às ruas explodindo lâmpadas fosforescentes na cabeça de heteros ou skinheads, mas o contrário não parece ser falácia.
Não se trata de heterofobia ou qualquer dessas baboseiras inventadas para quem quer atingir o outro. A questão é simples. Homossexuais querem apenas ter uma vida tranquila e feliz, sem machucar ninguém e sem interferir na vida de ninguém, enquanto os heterossexuais preconceituosos PRECISAM atrapalhar a vida alheia, mesmo que ninguém chegue perto dele ou mexa com ele!
Ainda não consegui compreender isso, e acho que nunca irei… mas que mal faz um gay ao querer ser feliz para um hetero? Por que essa necessidade de bloquear, atrapalhar, acabar com a felicidade e VIDA alheia por conta de uma orientação sexual que é diferente da sua?
O ser humano me enoja!
Superproteger alguém = evitar que pessoas morram.
Sim, há quem seja assassinado SÓ por ser gay.
Se não fosse um fenômeno social, ninguém perderia o tempo exigindo leis mais duras. Enquanto os intolerantes fazem coro, há gente lutando (muito!) pela vida.
Muita vergonha de ser hétero num mundo não solidário e não reflexivo como este.
Concordo com o que disse o Arthur. E tenho também muitas ressalvas ao texto. Acho muito ruim criar legislação específica para homossexuais, mulheres ou determinado grupo que se sinta lesado. O que se deve é fazer valer as leis que já existem. Não se deve agredir ninguém. Não se deve discriminar ninguém. Ponto final. Quando se superprotege alguém corre-se o risco da inversão de abusos: há uma tendência a pre-julgar a situação, definindo, sem investigar, quem é a vítima e quem é o agressor. Isso é muito perigoso porque abre espaço para que se faça mal uso das leis e cria-se uma indústria de indenizações. Uma lei como a Maria da Penha, por exemplo, assusta, pois parece que só a violência contra mulheres é proibida. Como se mulheres também não fossem capazes de agredir, discriminar, prejudicar, etc. Como se também não houvesse, por exemplo, agressão moral/verbal… Quanto ao dia do orgulho hétero, sem comentários…
Muito bom texto.
Tenho, contudo, minhas ressalvas. Ora, não é falácia ou impressão de que estamos vendo predisposições – inclusive legislativas, vide o absurdo texto da ‘PL da homofobia’ – para se criar sim espécies de privilégios e proteções especiais a homossexuais.
Se você sai na rua e dá um soco num homossexual, você pode responder pelo crime de lesão corporal. A mesma coisa se você dá um soco num gordo, ou num homem comum. Existem tipos penais que punem agressões. Os motivos que levaram a agressão são múltiplos e não impedem, de forma nenhuma, a aplicação do nosso já velho Código Penal.
Eu não preciso criar um novo tipo penal ‘lesão corporal contra homossexuais’ para isso. É uma analogia esdrúxula, mas necessária.
Isso se reflete em diversas áreas, como se o fato de ser homossexual fosse uma credencial para dispor de alguns direitos. E mais, a discussão se centra sobre o respeito aos gays, quando deveria centrar-se no respeito às diferenças em geral.
Enfim…
Muito bom texto Matheus. O argumento usado pelo vereador não cabe, não procede. É coisa de quem desconhece o processo histórico de luta pelos direitos humanos de maiorias que passam por processos de exclusão e violência diariamente. Precisamos publicizar a lista de parlamentares que voltaram a favor para se ter visão a qual projeto político estão vinculados.
parabens pelo belo texto! a luta contra o preconceito ainda é grande (basta ver os comentários que tentam justificar o injustificável que é a criação do Dia Hetero). uma vez li que orgulho é o contrário de vergonha. Quem demonstra orgulho é porque um dia teve vergonha. Heterossexuais nunca tiveram vergonha de ser héteros… então não precisam proclamar seu orgulho contra os que TODOS OS DIAS são discriminados de alguma forma, seja por piadinha, seja por uma lampada na cara. parabens novamente!
[...] aqui [...]
Muito bom texto, Matheus! Orgulho hetero, heterofobia e outras idiotices são falácias e distorções inventadas pelos bolsonaros da vida para desqualificar uma luta por direitos legítima.
olha, tudo parte das diferenças e da natural intolerancia que o homem ao lono da história desenvolvel para com o proximo. Se não aprendermos a acaitar os outros como são, seremos cada um mais um a dar cabo a esse retrocesso social que é o preconceito em geral e que não faz sentido algum.
enfim, não sou Deus pra estabelecer o que é certo ou errado,e pergunto a voce que esta lendo isso agora. voce é perfeito???pense nisso!!!
O senhor Camilo parece ter certos problemas sexuais ou é maluco mesmo.Comparar violencia por violencia não agrega nenhum valor.
Gente o Brasil é o país de pessoas hipocritas mesmo né. Vejam algumas frases aqui. “Ele é Gay MAS é meu amigo”, “Eu não tenho nada contra os gays mas não gostaria que meu filho fosse gay”, “Eu não sou contra os homossexuais, mas quero ter o direito de criticar assim como critico os fumantes” esse ultimo foi pior teve coragem de fazer mesmo que com uma certa discrição uma analogia entre os gays e o cancer. O problema do Brasil não é ser Hetero ou Gay é falta de carcter mesmo dessa gente que caminha para um fundamentalismo, algo muito perigoso.Dia do orgulho hetero, será que as coisas estão invertendo , do jeito que a coisa vai de acordo com o político de quinta que criou esta lei já, já eles se tornaram gays também se a idéia for copiar não haverá outro jeito.
Matheus, não me venha me acusar de homofóbico, mas o senhor é muito preconceituoso com os héteros…Sou contra qualquer tipo de violência e nunca imaginei um dia de “Orgulho Hétero” (pois eu não irei na passeata), mas… se pode ter dia da árvore, dia do advogado, dia do livro, dia da bandeira, dia da pátria e até um “dia gay”, por que não se pode cogitar ter um Dia Hétero?
Matheus, o teu artigo esta perfeito. Porem se faz necessario uma correcao. Quando tu dizes “Não parece privilégio, por exemplo, querer trabalhar sem que qualquer mérito ou erro seja atribuído à pura opção sexual”, tu cometes o mesmo erro que a midia preconceituosa comete, de ma fe. Nao existe opcao sexual. Ninguem opta por ser homosexual ou heterosexul. Nao ha escolha. Ninguem se transforma em homosexual, assim como o contrario tambem e verdadeiro. A ORIENTACAO SEXUAL das pessoas nasce com cada individuo.
Mais uma vez, parabens pelo artigo.
Perfeito, Matheus, perfeito. Parece-me espírito de porco essa necessidade de querer rivalizar, estar contra um grupo vítima de violência gratuita. E o deputado de alma pequena se sente incomodado com direitos dos outros…Tem outro nome, senão espírito de porco?
Muitos se dizem cristãos. Alguns até sabem que não o são. Outros manobrados sem noção. No país do futebol tudo é visto como competição. Capetalismo envenenando gerações.
Há que se criminalizar e como crime hediondo. Prisãozinha básica em alto-mar com direito a ‘hospedagem’ perpétua de generais torturadores.
Explodir lâmpada no rosto d’uma pessoa, preso em flagrante, liberado em seguida.
Vereador declara com todas as letras ter se omitido ao ver desvio de rios de dinheiro nem recebe voz de prisão.
Agora, planta maconha pra boicotar o tráfico pra ver o que acontece?
Tudo isso serve apenas para desviar o foco. Beijo gay é mais relevante do que o fato do meu vizinho der metade do crânio esfacelado por três disparos de uma 380, e necas do latrocida ser preso? Um marmanjo se sentir ofendido por ser chamado de nomes feios e mais relevante do que o fato do meu camarada ter sido esquartejado durante seu atropelamento perpetrado por um playboy ( e que não será preso nesta vida)? Todos os que se desviam daquilo que realmente é prioridade, para ficarem nesse lenga lenga sexual afetivo, deveriam ser eunucos. Seria um belo consenso.
Estão matando por nada. Todo dia há dezenas de latrocínios e, pelo que se pode constatar,nem mesmo pobre está permanecendo na cadeia. Não é justo o cidadão ficar assistindo sua família ser destrinchada feito carne de quinta que se dá pra cachorros. E preocupar-me com minorias? A MAIORIA está sendo abatida de forma sistemática, e ainda perdem tempo com uma minoria, apenas pra se auto afirmarem como “esquerdas”? Pelo andar da carruagem uma extrema (do lado que for) vai emergir para “aparar arestas” sem piedade. E muitos irão apoiar…
Homofobia e ironia mascaradas de ações e projetos políticos não devem ser levadas a sério e sim condenadas, uma vez que propagam e perpertuam o preconceito, seja ele do caráter que for, o que pode manifestar-se através de ações de violência para com o próximo.
Concordo com a criação do dia do orgulho hétero. Se os movimentos sociais podem se unir e defender seus direitos, o contrário também tem de ser aceito.
Caio,
Não preciso de estudos que comprovem que eu ‘nasci assim’. Ou vc acha que as pessoas se assumem gays só de birra, depois de tanta humilhação que sofremos desde crianças até o fim da vida? Se enxergue, rapaz! Os héteros não precisam ter orgulho hétero, mas dar graças aos céus por terem nascido assim!
Por quê não se cria o dia do “Orgulho do ser humano”?
Não seria bonito todos sairem as ruas, seja gay, hétero, negro, branco, amarelo, homem, mulher, magro, gordo, faxineiro, empresário, para simplesmente celebrarmos o orgulho de sermos seres humanos.
Talvez fosse mais racional.
O grande problema do tal “orgulho hetero” é que os míopes não enxergam que tal situação é um reforço de uma supremacia conquista às custas de reprimir/oprimir os demais que são tidos como “anormais”. É o mesmo que reafirmar orgulho branco, orgulho ariano, orgulho de ser rico… Você já vive numa posição privilegiada. Esse negócio de “orgulho hetero” é coisa de gente recalcada e com inveja dos avanços dos gays.
Mas… pelo visto tem gente que tem 20 graus de miopia.
Eu só quero entender porque as pessoas são míopes de não aceitarem que as pessoas tem o direito de serem diferentes. E quero entender qual é o viceral motivo que muitos defendem de “falar mal dos gays”. Isso lhes tornará mais fortes em sua orientação sexual? Isso fará com que o número de homossexuais diminua?
Não creio.
Então, parem de patruhar o fiofó alheio e vivam suas vidas dentro do que vocês entendem por felicidade.
“Criar classes especiais de preconceito, ao meu ver, é ignorar a natureza humana.” concordo com o Eduardo M.F. tanto que os próprios gays não consideram os gays pobres e ainda os chamam de “bicha pão com ovo”.
Chamar de “massacre” a criação o dia do orgulho hetero é muita apelação. A militância gay confunde a convivência entre as ideologias, com a aceitação de todas as ideologias. Ninguém é obrigado a aceitar todas as ideologias, inclusive a homossexual.
Se pode ter dia do orgulho gay, não entendo porque o movimento gay quer impedir que os heteros celebrem o seu orgulho. O que a militância gay quer é impor o seu comportamento sexual, criminalizando quem for contra ou questioná-lo. Usso é ditadura gay!
Que patrulhamento com o Caio. Criticam a gente por tanta coisa no dia-a-dia, por nosso jeito de vestir, falar, agir…se formos criar leis para todos que se sentirem ofendidos por qualquer coisa, só porque se intitulam de discriminados, francamente, não vamos a lugar nenhum. Superproteção não faz bem a ninguém, todo mundo tem que passar várias barras na vida e aprender a lidar com as dificuldades. Agora, se a ofensa é feita de forma contra a lei (que é pra todos), deve ser apurado e aplicada a pena, simples assim. Ou algum gay que é agredido deixa de ser atendido pela lei só pelo fato de ser gay? Se sim, aí é outra história. Mas prender uma pessoa por magoar alguém?! Ofender não é certo, em NENHUMA circunstância, e não apenas contra homossexuais.
Svartman, teu argumento é mais sólido que a egocêntrica Regina (que só critica o que a atinge), mas o facto dos homossexuais nascerem desta maneira ainda depende de estudos mais aprofundados!!
Creio que temos o direito ao dia do hétero, pq do jeito que a Globo esta veiculando suas novelas em pro gay, vão acabar marginalizando e colocando nós como minorias.
Senhor Caio! da resposta aqui em baixo!
Por acaso, algum homossxual, Vegetariano ou qualquer escolha que alguem possa fazer já afetou a sua saúde, como fazem os fumantes?
Então criticar depende de quem olha, não vou sair por ao chamando alguem de viado por ser divertido, ao mesmo não vou olhar para seu pai e chama-lo de careca, barrigudo, montros(por ser feio) ou coisa parecida! Oras guarde suas críticas apenas para o que a pessoa faz que chegue a te atingir, fora isso vivemos em uma sociedade “democrática”, o que a pessoa escolher fazer é problema dela, lembrando desde que não fira o direito da outra!
Caio, você quer “ter o direito de criticar” alguém por algo que não foi escolha dele. Ou você acha que alguém deveria ter o direito de criticar um negro porque ele é negro?
Eu não sou contra os homossexuais, mas quero ter o direito de criticar assim como critico os fumantes!
Con tanta coisa pra fazer, tantas leis e decretos pra serem inventadas em prol da melhoria da sociedade!SAÚDE, FOME, EDUCAÇÃO, TRABALHO…
PELO AMOR DO DEUS QUE VOCÊ MESMO TANTO REPETE O NOME, SENHOR VEREADOR, SE NÃO TEM MAIS IDÉIAS PARA CUIDAR MELHOR DO BRASIL, ENTÃO QUE SE DEMITA, pois ficar ganhando altos salário para inventar idéias idiotas como esta de “dia do orgulho hétero”, vamos fazer melhor criar o “dia do vagabundo na câmara”, seria bem mais oportuno pra quemnão tem mais o que fazer da vida a não ser pensar asneiras.
Bom, esqueci de escrever que esta passeata hétero é uma grande bobagem.
Façam mesmo uma contagem de notícias e vejam quantas delas são de gays morrendo por serem gays.
Acho que o autor usou uma falácia nesse argumento, pois vejo que a esmagadora maioria é de gente se matando por causa de bebida, mulher, assalto e droga.
Casos como aqueles da lâmpada e daqueles que atacaram o pai e o filho são perpetrados por gente desequilibrada, que bem podiam estar matando pelo cara ser gringo, pobre, indígena, etc. Há lei e agravante pra isso, basta que ela seja aplicada (isso sim seria um motivo bom para uma passeata).
Quem não respeita um gay de boa índole certamente é um cara que não respeita a mulher, que batia nos colegas gordinhos e que sacaneia os nerds do seu trabalho.
Preconceito não tem classe nem cor, quem é branquinho que dê uma banda em algum país de maioria negra ou seja um hétero pobre no meio de gays ricaços, certamente verão preconceito da mesma forma.
Criar classes especiais de preconceito, ao meu ver, é ignorar a natureza humana.
Não há que se clamar por orgulho heterossexual, não existe uma “causa” heterossexual. Ninguém é desafiado ou rebaixado por sua condição heterossexual. Ora bolas, alguém uso algum termo sequer que faça alusão a heterossexualidade de alguém como deboche? O contrário, porém, existe aos montes, ou ninguém aqui conhece os termos “bicha”, “veado”, “gay”, “frutinha”…
É de pensar se o nobre deputado paulista não tem realmente outras prioridades relevantes a levantar como bandeira de seu partido, ou se quer enveredar por uma bandeira esvaziada da “causa” heterossexual, dando uma de dom quixote…
Caro José. Usar figuras de santos pode até soar como uma provocação aos religiosos, mas pior é o que eles fazem: associam diariamente a homossexualidade à pedofilia, à zoofilia e à prostituição, e o fazem em igrejas, nos parlamentos e nos programas da TV. Quanto ao Irã, obviamente não dá para comparar aquela republiqueta teocrática com nossa república. Mas observe: no Irã a insanidade religiosa gerou um Estado que assassina cidadãos pelo simples fato de serem homossexuais. Aqui os fundamentalistas ainda não chegaram a tanto, mas trabalham ardentemente para que o Estado retroaja e retire direitos civis recentemente concedidos. Lá eles usam o Alcorão como fundamento e justificativa. Aqui vão de Bíblia. Em comum: o ódio e o desrespeito pelos direitos humanos!
texto perfeito, pichonelli. os tempos estão mudando e, sempre que isto ocorre, há um desespero dos que não gostam de mudanças. é aquela última rodada de tiros sobre os manifestantes, minutos antes de o palácio ser invadido e o imperador, deposto. este vereador, assim como bolsonaro, está buscando os votos daqueles que ainda odeiam o diferente sem saber bem por quê. apenas cresceram odiando e foram ensinados que este era o comportamento esperado.
assim como com os negros, dos gays são esperadas mudanças sobre algo que não foi uma escolha. foram necessários séculos para que os negros tivessem direitos iguais, mas felizmente hoje a comunicação é mais rápida, e os processos acompanham esta velocidade. os gays sabem que têm o apoio de grande parte dos heterossexuais, e que o período de medos e armários está chegando ao fim. talvez não nesta geração, mas certamente na próxima. e não há dia, mês ou ano do orgulho hétero que consiga evitar a queda de um sentimento irracional. abração!
Não me entra na cabeça alguém achar que tenha nexo um dia de orgulho hetero. No que exatamente se calca a exaltação da heterossexualidade? Não consigo aqui pensar, por mais que me esforçe, de nenhum momento histórico recente ou antigo em que os heterossexuais tenham sido perseguidos por sua condição de heterossexual. Existe ou existiu algum regime político no mundo que tinha alguma ditetriz, por mínima que seja, de perseguição/eliminação/purificação em prol de uma sociedade homossexual?
Pois é, não é o que se pode dizer dos homossexuais. Pouco importa que sejam minoria ou maioria, fato é que eles foram (e são) perseguidos simplesmente pelo que fazem entre quatro paredes com seu companheiro! É sério que é tão difícil ver a irracionalidade de tal ato? É sério que eles não podem ter um evento comemorativo de que a perseguição a sua condição diminui (sim, porque não foi eliminada), sem que se julgue necessário uma comemoração inversa de quem nunca foi perseguido?
Vai entender…
Se incomodou é porque o Apolinário está no caminho certo!
Matheus a partir do momento que você diz sobre o medo do hetero sofrer uma blitz “moralizante” quase toda a matéria restante se torna contraditória. Esta sim existindo essa blitz e tem muito vivaldino que nem é gay usando essa argumentação para tirar vantagens. Serve para seu comentário d.Lenir, os heterossexuais passaram sim a ser discriminados.
Bom, independente: nem dia gay nem dia hetero e a Constituição já prevê direitos iguais, se você diz que não – rasgue e jogue no lixo.
As vezes o cidadão procura sarna para se coçar- veja por exemplo a manifestação feita no tal desfile, com figuras de santos. Ruim não é?
Imagine se fosse no Irã e fizessem isso com figuras do Profeta. Imaginou?
Se todos os cidadãos fossem discretos, decentes e respeitosos, creio que essa discussão toda seria inútil.
Caro luhalso, não, não é preconceito, é uma tentativa de impedir a atribuição de valores similares a demandas de grupos sociais com direitos completamente desiguais. Evidentemente, você não entendeu nada do texto.
Uma lástima o que ocorre. Assim como noticiado, a comunidade homosexual não está sendo preconceituosa ao pedir o veto da lei, mas sim tentando impedir um suposto motivo de segregação para com os gays. Vale lembrar que na parada gay, não é a intenção de segregar os héteros, mas sim celebrar a possibilidade de assumir a opção sexual livremente. Uma parada hétero de nada serviria, se não para ir contra relacionamentos homosexuais. Ou há medo de se assumir heterosexual na sociedade atual?
A luhalso não leu o artigo pra fazer um comentário desses.
A crítica está perfeita, nada mais a acrescentar!
Pedir para que não haja um dia de orgulho heterossexual, por parte dos homossexuais como vem sendo noticiado, também não é preconceito?
Esse vereador não passa de um ridículo.Por acaso os hetessexuais são discriminados para ele se arvorar em defender a classe?Essa marcha que ele propõe não passa de mais um acinte e uma demonstração de preconceito contra os gays.Apenas isso.Ele é um político, foi eleito com o voto do povo, deveria se preocupar em defender valores que colaboracem para a melhoria de vida dos cidadãos.Será que ele não tem uma bandeira ou um objetivo que não seja a de levantar causas como essa que discriminam e dividem as pessoas?Ele não passa de uma aberração, mas que faça sua marcha.Resta saber se ela vai lhe render votos nas próximas eleições.As mudanças estão acontecendo no Brasil e elas são alvissareiras.Ele perde o bonde da história enveredando por esse caminho que prega a divisão.Vai perder quem for atrás desse caminho obscurantista.
Belo texto! Crítica com fundamento e argumentada com precisão.
27.04.2012
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