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"Operação Lava Jato não é terceiro turno eleitoral”, diz Cardozo

por Redação — publicado 15/11/2014 13h53, última modificação 15/11/2014 16h41
Ministro da Justiça critica tentativa de "politizar as investigações" e diz que apuração seguirá “doa a quem doer”
Elza Fiuza / Agência Brasil
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Ministro da Justiça critica tentativa de "politizar as investigações" e diz que apuração seguirá “doa a quem doer”.

Atualizado em 15/11/2014 às 16h41.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou neste sábado 15 que as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, não são “um terceiro turno eleitoral”. "Refiro a tentativa de se politizar as investigações para fazer delas um prolongamento de palanques eleitorais. Já houve o resultado das eleições. A investigação não é terceiro turno eleitoral", disse em um coletiva em São Paulo.

Cardozo ainda afirmou que as investigações seguirão “doa a quem doer” e que as instituições brasileiras são fortes. "Não importa se os investigados são ligados ao governo ou à oposição ou sem têm poder econômico. Se desviaram dinheiro público sentirão o peso da lei. Não escondemos sujeira debaixo do tapete."

Executivos se entregam

Dois executivos da empreiteira Camargo Corrêa se entregaram à Polícia Federal na manhã deste sábado, em São Paulo. A prisão de João Auler, presidente do conselho administrativo, e de Dalton Avancini, presidente da empresa, havia sido pedida ontem, mas a PF não conseguiu localiza-los. Eduardo Emerlino Leite, vice-presidente da empreiteira, segue foragido.

Os outros presos da sétima fase da Operação Lava Jato chegaram à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba por volta de 4h20 da manhã, em um avião. Eles já começaram a prestar depoimento.

Ao menos nove executivos ligados a empreiteiras que tiveram prisão decretada nesta fase entraram com pedidos de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre (RS), neste sábado. Três deles ainda não foram presos, mas pedem a revogação da prisão. Os  pedidos devem ser analisados neste fim de semana, no plantão judiciário.

Deflagrada na sexta-feira 14, por determinação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, a nova fase da operação prendeu 20 acusados, entre eles o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.

Dos 25 mandados de prisão recebidos pela PF, cinco não foram cumpridos. Os policiais ainda não conseguiram localizar Aldarico Negromonte Filho, acusado de ter ligações com o doleiro Alberto Youssef, e Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano. Eles são considerados foragidos.

Os demais presos que entraram com pedido de habeas corpus estão na superintendência da PF, em Curitiba. São eles: Alexandre Portela Barbosa, advogado da empreiteira OAS; e Carlos Eduardo Strauch Albero,  diretor da Engevix;  José Aldelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS; José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da OAS; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da Área Internacional da OAS; e Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix.

Com informações de Agência Brasil.