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Política

Leandro Fortes

08.12.2011 11:12

O que Serra tanto temia

Largado contra a vontade na exata fronteira entre uma guerra por poder no comitê da campanha de Dilma Rousseff e a sofreguidão sem limites da mídia em encontrar uma maneira de derrotar a candidata de Lula à Presidência, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. tornou-se um protagonista da corrida eleitoral de 2010 pelos motivos errados. Foi acusado de integrar uma patranha cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de integrantes do PSDB e parentes do então candidato oposicionista José Serra. Acabou indiciado pela Polícia Federal e virou álibi de uma das frequentes distorções da realidade operadas pelo serrismo: o político que mais se vale do método de produzir dossiês contra adversários assume normalmente o papel de vítima desse tipo de vilania.

 

'A Privataria Tucana', de Amaury Ribeiro Jr.

Pouco mais de um ano depois, Ribeiro Jr., repórter de longa e bem-sucedida carreira, vencedor dos principais prêmios de jornalismo do País, terá finalmente a chance de recolocar as coisas no devido lugar. A começar por um fato: ele não havia sido contratado para produzir um dossiê anti-Serra. Trabalhava em um livro sobre as privatizações na era Fernando Henrique Cardoso, fruto de 12 anos de trabalho. E mais: a documentação a embasar as denúncias desfiadas em mais de 330 páginas foi obtida de forma absolutamente legal em diversas fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado, que foi concluída de forma canhestra após um acordo entre o PT e o PSDB e lançou aos porões da República as provas do maior esquema de lavagem de dinheiro já detectado no Brasil.

 

Do livro, que chegou às livrarias na sexta-feira 9, emerge um personagem central, Serra. Tudo gira em torno do ex-governador paulista e candidato presidencial derrotado em 2010. É um ex-tesoureiro de sua campanha, Ricardo Sérgio de Oliveira, o mentor da “tecnologia financeira” que iria movimentar milhões, ou melhor, bilhões de dólares durante os anos dourados das privatizações e do domínio do PSDB em Brasília.

Valeram-se de tal engenharia a filha e o genro de Serra, Verônica e Alexandre Bourgeois, além de Gregório Marin Preciado, casado com uma prima do tucano.

 

Leia mais na edição 676 de CartaCapital já nas bancas.

 

 

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Sua opinião

  1. djalma luiz f de almeida disse:
    Saiu pena dos tucanos! PSDB deve se chamar "politico safado disfarçado de bonzinho" alguem tem alguma duvida de que o tucanato é um assalto diplomatico, intelectos pseudocultos metidos a besta, vendem-se como esquilinhos, qdo são aves de rapina.
  2. Matheus disse:
    Esse livro é como o Wikileaks: fornece provas irrefutáveis que comprovam o que todos já sabiam e apenas os culpados negavam. Pode parecer pouco, mas é MUITO importante comprovar estas suspeitas.
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