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Palestinos pedem o direito de existir

por Redação Carta Capital — publicado 23/09/2011 13h09, última modificação 06/06/2015 18h15
Apesar do veto já anunciado por Barack Obama, Mahmoud Abbas se dirigirá aos países membros da ONU pela 1ª vez

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, faz nesta sexta-feira 23 o pedido formal de reconhecido do Estado Palestino ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, durante a 66ª Assembleia Geral da ONU. O pedido deve ser entregue ao Conselho de Segurança da entidade. Em Ramallah, capital da Cisjordânia, a população palestina aguarda o discurso em frente a telões instalados nas ruas do centro.

Os palestinos precisam de ao menos nove votos favoráveis dentre os 15 membros do Conselho de Segurança e de nenhum veto dos cinco membro considerados permanentes que são: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China. Mas o voto negativo do presidente Barack Obama já foi dado ontem à noite, em encontro com Abbas. Para o americano, o apoio a um Estado Palestino só poderá ser dado após um acordo de paz com Israel.

Em abril deste ano o embaixador da França na ONU, Gérard Araud, sinalizou a possibilidade de seu país reconhecer o Estado da Palestina, durante reunião do Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio.  Na época ele chegou a afirmar que "o reconhecimento do Estado da Palestina é uma das opções consideradas com os parceiros europeus, como forma de retomar o processo de paz".

Para o presidente francês, Nicolas Sarkozy, uma saída seria levar a votação para a Assembleia Geral da ONU, onde uma decisão é tomada com o aval da maioria, que já apoia o reconhecimento do Estado Palestino. Assim, seria concedido aos palestinos o estatuto de Estado não membro das Nações Unidas e determinado um calendário para negociações.

Para o chefe das negociações do lado palestino, Nabil Shaath, a adesão da Palestina como Estado membro das Nações Unidas é “moralmente, legalmente e politicamente aceitável em todos os aspectos”. Porém, não há previsão de votação sobre o pedido.

Os palestinos pedem a delimitação de seu Estado a partir das fronteiras de 1967, que incluem a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental – territórios ocupados por Israel, que rechaça veementemente a decisão palestina.

A campanha "Palestina 194", que faz referência ao número de membros da organização internacional, caso seja aceito, foi iniciada há vários meses e deverá atingir seu auge hoje, com o discurso do presidente palestino.

Para muitos palestinos, hoje é um dia histórico já que, 44 anos após a guerra de 1967 e 63 anos após a fundação do Estado de Israel, um presidente palestino se dirigirá aos 193 países membros da ONU e pedirá o reconhecimento da Palestina.

Com agências

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