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O impeachment na Câmara

O impeachment na Câmara

por Redação — publicado 14/04/2016 21h00, última modificação 18/04/2016 00h34
A Câmara dos Deputados vota neste domingo a admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma Rousseff

Confira fotos do final da votação

Fotos: Rodrigo Martins

Acabou a votação. Resultado final:

Sim: 367
Não: 137
Abstenções: 7
Ausências: 2

Alagoas: 6 a favor, 3 contra

Dos 9 deputados de Alagoas, 6 votaram a favor e três contra. 

Arthur Lira PP SIM
Cícero Almeida PMDB SIM
Givaldo Carimbão PHS NÃO
JHC PSB SIM
Marx Beltrão PMDB SIM
Maurício Quintella Lessa PR SIM
Paulão PT NÃO
Pedro Vilela PSDB SIM
Ronaldo Lessa PDT NÃO

Sergipe: 6 a favor, 2 contra

Dos oito deputados de Sergipe, 6 votaram a favor e 2 votaram contra.

Adelson Barreto PR SIM
Andre Moura PSC SIM
Fábio Mitidieri PSD NÃO
Fabio Reis PMDB SIM
João Daniel PT NÃO
Jony Marcos PRB SIM
Laercio Oliveira SD SIM
Valadares Filho PSB SIM

Pernambuco: 18 a favor, 6 contra

Dos 25 deputados de Pernambuco, 18 votaram favor e 6 contra. Sebastião Oliveira, do PR, se absteve. 

Adalberto Cavalcanti PTB NÃO
Anderson Ferreira PR SIM
André de Paula PSD SIM
Augusto Coutinho SD SIM
Betinho Gomes PSDB SIM
Bruno Araújo PSDB SIM
Daniel Coelho PSDB SIM
Danilo Cabral PSB SIM
Eduardo da Fonte PP SIM
Fernando Coelho Filho PSB SIM
Gonzaga Patriota PSB SIM
Jarbas Vasconcelos PMDB SIM
João Fernando Coutinho PSB SIM
Jorge Côrte Real PTB SIM
Kaio Maniçoba PMDB SIM
Luciana Santos PCdoB NÃO
Marinaldo Rosendo PSB SIM
Mendonça Filho DEM SIM
Pastor Eurico PHS SIM
Ricardo Teobaldo PTN NÃO
Sebastião Oliveira PR ABSTENÇÃO
Silvio Costa PTdoB NÃO
Tadeu Alencar PSB SIM
Wolney Queiroz PDT NÃO
Zeca Cavalcanti PTB NÃO

Câmara aprova abertura de impeachment de Dilma

Após dias de uma batalha psicológica entre governistas e oposição a respeito do apoio parlamentar, Dilma Rousseff sofreu uma derrota dura. O 342º voto, o mínimo necessário, veio por meio de Bruno Araújo (PSDB-PE), às 23h08.

Leia mais. 

Com 342 votos a favor e 127 contra até o momento, abertura do impeachment é aprovada na Câmara

Paraíba: 9 a favor, 3 contra

Dos 12 deputados da Paraíba, 9 votaram a favor e 3 votaram contra

Aguinaldo Ribeiro PP SIM
Benjamim Maranhã SD SIM
Damião Feliciano PDT NÃO
Efraim Filho DEM SIM
Hugo Motta PMDB SIM
Luiz Couto PT NÃO
Manoel Junior PMDB SIM
Pedro Cunha Lima PSDB SIM
Rômulo Gouveia PSD SIM
Veneziano Vital do Rêgo PMDB SIM
Wellington Roberto PR NÃO
Wilson Filho PTB SIM

Bahia: 22 contra, 15 a favor

Dos 39 deputados da Bahia, 22 votaram contra e 15 a favor. Cacá Leão e Mário Negromonte, ambos do PP, se abstiveram. 

Afonso Florence PT NÃO
Alice Portugal PCdoB NÃO
Antonio Brito PSD NÃO
Antonio Imbassahy PSDB SIM
Arthur Oliveira Maia PPS SIM
Bacelar PTN NÃO
Bebeto  PSB NÃO
Benito Gama PTB SIM
Cacá Leão PP ABSTENÇÃO
Caetano PT NÃO
Claudio Cajado DEM SIM
Daniel Almeida PCdoB NÃO
Davidson Magalhães PCdoB NÃO
Elmar Nascimento DEM SIM
Erivelton Santana PEN SIM
Félix Mendonça Júnior PDT NÃO
Fernando Torres PSD NÃO
Irmão Lazaro PSC SIM
João Carlos Bacelar PR NÃO
João Gualberto PSDB SIM
Jorge Solla PT NÃO
José Carlos Aleluia DEM SIM
José Carlos Araújo PR NÃO
José Nunes PSD NÃO
José Rocha PR NÃO
Jutahy Junior PSDB SIM
Lucio Vieira Lima PMDB SIM
Márcio Marinho PRB SIM
Mário Negromonte Jr. PP ABSTENÇÃO
Moema Gramacho PT NÃO
Paulo Azi DEM SIM
Paulo Magalhães PSD NÃO
Roberto Britto PP NÃO
Ronaldo Carletto PP NÃO
Sérgio Brito PSD NÃO
Tia Eron PRB SIM
Uldurico Junior PV SIM
Valmir Assunção PT NÃO
Waldenor Pereira PT NÃO

Minas Gerais: 41 a favor, 12 contra

Dos 53 deputados de Minas Gerais, 41 votaram a favor e 12 contra.

Adelmo Carneiro Leão PT NÃO
Aelton Freitas PR NÃO
Bilac Pinto PR SIM
Bonifácio de Andrada PSDB SIM
Brunny PR NÃO
Caio Narcio PSDB SIM
Carlos Melles DEM SIM
Dâmina Pereira PSL SIM
Delegado Edson PR SIM
Diego Andrade PSD SIM
Dimas Fabiano PP SIM
Domingos Sávio PSDB SIM
Eduardo Barbosa PSDB SIM
Eros Biondini PROS SIM
Fábio Ramalho PMDB SIM
Franklin Lima PP SIM
Gabriel Guimarães PT NÃO
George Hilton PROS NÃO
Jaime Martins PSD SIM
Jô Moraes PCdoB NÃO
Júlio Delgado PSB SIM
Laudivio Carvalho SD SIM
Leonardo Monteiro PT NÃO
Leonardo Quintão PMDB SIM
Lincoln Portela PRB SIM
Luis Tibé PTdoB SIM
Luiz Fernando Faria PP SIM
Marcelo Álvaro Antônio PR SIM
Marcelo Aro PHS SIM
Marcos Montes PSD SIM
Marcus Pestana PSDB SIM
Margarida Salomão PT NÃO
Mário Heringer PDT SIM
Mauro Lopes PMDB SIM
Miguel Corrêa PT NÃO
Misael Varella DEM SIM
Newton Cardoso Jr. PMDB SIM
Odelmo Leão PP SIM
Padre João PT NÃO
Patrus Ananias PT NÃO
Paulo Abi-Ackel PSDB SIM
Raquel Muniz PSD SIM
Reginaldo Lopes PT NÃO
Renzo Braz PP SIM
Rodrigo de Castro PSDB SIM
Rodrigo Pacheco PMDB SIM
Saraiva Felipe PMDB SIM
Stefano Aguiar PSD SIM
Subtenente Gonzaga PDT SIM
Tenente Lúcio PSB SIM
Toninho Pinheiro PP SIM
Weliton Prado PMB SIM
Zé Silva SD SIM

José Guimarães: "Perdemos porque os golpistas foram mais fortes"

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), admitiu a derrota de Dilma às 22h deste domingo. Guimarães, contudo, disse que o governo está "inteiro" e vai lutar para que o processo seja barrado no Senado.

"Os golpistas venceram aqui na Câmara, mas a luta continua, nas ruas e no Senado", disse. "Acredito que temos chance de reverter o jogo. Não é possível afastar uma presidenta que não cometeu nenhum criam de responsabilidade. É uma derrota momentânea. A luta está apenas começando, será lenta e gradual. Até porque o vice-presidente não reúne a menor condição de governar o País."

Guimarães disse, ainda, que o governo também prepara uma ofensiva na Justiça, o que ficará a cargo do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

"Perdemos porque os golpistas foram mais fortes, comandados por Eduardo Cunha."

O petista disse que deixaria a Câmara para se encontrar com Dilma e negou que o governo discuta uma proposta de eleição geral. "Vou me dirigir para dar um abraço na guerreira, a presidenta Dilma. Não há nada de eleição geral. Agora a batalha é na rua."

(Por Debora Melo e Rodrigo Martins)

Rio Grande do Norte: 7 a favor, 1 contra

Dos 8 parlamentares do Rio Grande do Norte, 7 votaram a favor e 1 contra.

Antônio Jácome PTN SIM
Beto Rosado PP SIM
Fábio Faria PSD SIM
Felipe Maia DEM SIM
Rafael Motta PSB SIM
Rogério Marinho PSDB SIM
Walter Alves PMDB SIM
Zenaide Maia PR NÃO

Bolsonaro cita torturador e é celebrado pelo País

Ao justificar seu voto a favor do impeachment, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) elogiou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu no STF por corrupção, e fez homenagens ao regime militar iniciado em 1964 e ao coronel Carlos Brilhante Ustra, torturador da ditadura.

Ídolo de muitos manifestantes pelo país, Bolsonaro foi saudado efusivamente em ao menos três cidades: São Paulo, Porto Alegre e Recife. 

Reação na avenida Paulista no momento do voto do dep. Jair Bolsonaro pic.twitter.com/eXHKhmAFEE

— Rádio BandNews FM (@radiobandnewsfm) 18 de abril de 2016

Manifestantes comemoram o voto de Bolsonaro no Parcão, em Porto Alegre pic.twitter.com/k1qAyqsUpl

— Jornal NH (@jornalnh) 18 de abril de 2016

#Votação1704 Bolsonaro um dos mais festejados na Av. Boa Viagem pic.twitter.com/fYgZFt3cGa

— Jornal do Commercio (@jc_pe) 18 de abril de 2016

Piauí: 5 votos contra, 5 a favor

Os parlamentares do Piaui dividiram-se: 5 votaram contra o impeachment e 5 votaram a favor 

Assis Carvalho PT NÃO
Átila Lira PSB SIM
Capitão Fábio Abreu PTB NÃO
Heráclito Fortes PSB SIM
Iracema Portella PP SIM
Júlio Cesar PSD SIM
Marcelo Castro PMDB NÃO
Paes Landim PTB NÃO
Rejane Dias PT NÃO
Rodrigo Martins PSB SIM

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), um dos principais articuladores do Planalto na luta contra o impeachment, entregou os pontos em meio à votação.

As projeções do governo mostravam que não há mais como a situação ser revertida, por conta das traições e do evento manada.

"A essa altura da votação, nossa projeção indica que a oposição vencerá. Foi efeito manada, além de partidos que nos traíram. Foi uma derrota dupla", disse à Folha de S.Paulo.

Espírito Santo: 8 a favor, 2 contra

Dos 10 parlamentares do Espírito Santo, 8 votaram a favor e 2 contra.

Carlos Manato SD SIM
Dr. Jorge Silva PHS SIM
Evair de Melo PV SIM
Givaldo Vieira PT NÃO
Helder Salomão PT NÃO
Lelo Coimbra PMDB SIM
Marcus Vicente PP SIM
Max Filho PSDB SIM
Paulo Foletto PSB SIM
Sergio Vidigal PDT SIM

Rio de Janeiro: 34 a favor, 11 contra

Dos 46 deputados do Rio de Janeiro, 34 votaram a favor e 11 contra. Clarissa Garotinho, do PR, estava ausente, em licença maternidade. 

Alessandro Molon REDE NÃO
Alexandre Serfiotis PMDB SIM
Alexandre Valle PR SIM
Altineu Côrtes PMDB SIM
Arolde de Oliveira PSC SIM
Aureo SD SIM
Benedita da Silva PT NÃO
Cabo Daciolo PTdoB SIM
Celso Pansera PMDB NÃO
Chico Alencar PSOL NÃO
Chico D'Angelo PT NÃO
Clarissa Garotinho PR AUSENTE
Cristiane Brasil PTB SIM
Deley PTB SIM
Dr. João PR SIM
Eduardo Cunha PMDB SIM
Ezequiel Teixeira PTN SIM
Felipe Bornier PROS SIM
Fernando Jordão PMDB SIM
Francisco Floriano DEM SIM
Glauber Braga  PSOL NÃO
Hugo Leal PSB SIM
Indio da Costa PSD SIM
Jair Bolsonaro PSC SIM
Jandira Feghali PCdoB NÃO
Jean Wyllys PSOL NÃO
Julio Lopes PP SIM
Leonardo Picciani PMDB NÃO
Luiz Carlos Ramos PTN SIM
Luiz Sérgio PT NÃO
Marcelo Matos PHS SIM
Marco Antônio Cabral PMDB SIM
Marcos Soares DEM SIM
Miro Teixeira REDE SIM
Otavio Leite PSDB SIM
Paulo Feijó PR SIM
Pedro Paulo PMDB SIM
Roberto Sales PRB SIM
Rodrigo Maia DEM SIM
Rosangela Gomes PRB SIM
Sergio Zveiter PMDB SIM
Simão Sessim PP SIM
Soraya Santos PMDB SIM
Sóstenes Cavalcante DEM SIM
Wadih Damous PT NÃO
Washington Reis PMDB SIM

Ceará: 11 contra, 9 a favor

Dos 22 deputados do Ceará, 11 votaram contra e 9 a favor. O deputado Anibal Gomes, do PMDB estava ausente. Gorete Pereire, do PR, se absteve

Adail Carneiro PP SIM
Anibal Gomes PMDB AUSENTE
Ariosto Holanda PDT NÃO
Arnon Bezerra PTB NÃO
Cabo Sabino PR SIM
Chico Lopes PCdoB NÃO
Danilo Forte PSB SIM
Domingos Neto PSD NÃO
Genecias Noronha SD SIM
Gorete Pereira PR ABSTENÇÃO
José Airton Cirilo PT NÃO
José Guimarães PT NÃO
Leônidas Cristino PDT NÃO
Luizianne Lins PT NÃO
Macedo PP NÃO
Moroni Torgan DEM sIM
Moses Rodrigues PMDB SIM
Odorico Monteiro PROS NÃO
Raimundo Gomes de Matos PSDB SIM
Ronaldo Martins PRB SIM
Vicente Arruda PDT NÃO
Vitor Valim PMDB SIM

Major Olímpio e Cunha

Defensor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o deputado federal Major Olímpio (SD-SP) disse que votará também pela cassação de Eduardo Cunha caso o processo contra o peemedebista por quebra de decoro parlamentar chegue ao plenário da Casa.

Maranhão: 10 a favor, 8 contra

Dos 18 deputados do Maranhão, 10 votaram a favor e 8 contra.

Alberto Filho PMDB SIM
Aluisio Mendes PTN NÃO
André Fufuca PP SIM
Cleber Verde PRB SIM
Eliziane Gama PPS SIM
João Castelo PSDB SIM
João Marcelo Souza PMDB NÃO
José Reinaldo PSB SIM
Junior Marreca PEN NÃO
Juscelino Filho DEM SIM
Pedro Fernandes PTB NÃO
Rubens Pereira Júnior PCdoB NÃO
Sarney Filho PV SIM
Victor Mendes PSD SIM
Waldir Maranhão PP NÃO
Weverton Rocha PDT NÃO
Zé Carlos PT NÃO

São Paulo: 57 a favor, 13 contra

Dos 70 deputados de São Paulo, 57 votaram a favor e 13 contra.

Alex Manente PPS SIM
Alexandre Leite DEM SIM
Ana Perugini PT NÃO
Andres Sanchez PT NÃO
Antonio Bulhões PRB SIM
Arlindo Chinaglia PT NÃO
Arnaldo Faria de Sá PTB SIM
Arnaldo Jardim PPS SIM
Baleia Rossi PMDB SIM
Beto Mansur PRB SIM
Bruna Furlan PSDB SIM
Bruno Covas PSDB SIM
Capitão Augusto PR SIM
Carlos Sampaio PSDB SIM
Carlos Zarattini PT NÃO
Celso Russomanno PRB SIM
Dr. Sinval Malheiros PTN SIM
Duarte Nogueira PSDB SIM
Edinho Araújo PMDB SIM
Eduardo Bolsonaro PSC SIM
Eduardo Cury PSDB SIM
Eli Corrêa Filho DEM SIM
Evandro Gussi PV SIM
Fausto Pinato PP SIM
Flavinho PSB SIM
Floriano Pesaro PSDB SIM
Gilberto Nasc PSC SIM
Goulart PSD SIM
Guilherme Mussi PP SIM
Herculano Pa PSD SIM
Ivan Valente PSOL NÃO
Jefferson Campos PSD SIM
João Paulo Papa PSDB SIM
Jorge Tadeu Mudalen DEM SIM
José Mentor PT NÃO

Manifestantes saem às ruas para acompanhar a votação na Câmara

(No Vale do Anhangabaú, contrários ao processo de impeachment. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT)

Manifestantes pró e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff saíram neste domingo 17 às ruas para acompanhar a votação na Câmara, onde deputados decidirão se o processo deve ou não ser levado adiante e seguir para votação no Senado.

Em São Paulo, as vaias tomaram o Vale do Anhangabaú quando o rosto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apareceu no telão instalado no centro da capital paulista. Entre os manifestantes, grande parte vestida de vermelho e portando bandeiras de movimentos sociais, o clima era de confiança no início da votação.

Não muito longe dali, manifestantes favoráveis à aprovação da abertura do processo de impeachment da presidenta acompanham a votação na Avenida Paulista. No momento do início da votação, a maior concentração estava no quarteirão da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde está o caminhão de som do movimento Vem Pra Rua. Em frente à Fiesp, um telão transmite a sessão da Câmara.

Ao longo da Avenida Paulista, alguns carregam bandeiras do Brasil e miniaturas dos bonecos infláveis de Dilma e Lula. Por volta das 17h30, um pequeno grupo de ativistas queimou uma bandeira da Central Única dos Trabalhadores (CUT), gritando "nossa bandeira jamais será vermelha".

No Rio de Janeiro, uma multidão acompanha na Lapa, no centro da cidade, a votação da aceitação na Câmara. A maioria dos manifestantes é contrária ao processo de impeachment contra Dilma, e muitos gritam “Não vai ter golpe”. Os manifestantes vaiam os parlamentares que votam a favor e aplaudem os que votam contra.

(Na orla de Copacabana, no Rio, manifestantes favoráveis à saída de Dilma. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Na capital gaúcha, Porto Alegre, a Praça da Matriz foi o local escolhido no centro histórico pelos manifestantes contrários ao impeachment de Dilma. Ocupada desde segunda-feira 11 por militantes de movimentos sociais que montaram o chamado Acampamento da legalidade de da Democracia, a praça tem manifestantes que seguram cartazes com ataques a Eduardo Cunha, ao vice-presidente Michel Temer, a veículos de imprensa, como a Rede Globo, que chamam de “golpista”.

A votação na Câmara é acompanhada pela população no Recife, capital pernambucana, em diferentes pontos da cidade. Enquanto a chamada Frente Popular Brasil, contrária ao impeachment, escolheu o Marco Zero para montar o palco com transmissão ao vivo da votação, manifestantes a favor do impeachment se reuniram em Boa Viagem.

A concentração começou às 14h, na orla da capital pernambucana, onde foi montado um telão para que os manifestantes acompanhassem a votação na Câmara. A cada pronunciamento a favor do afastamento de Dilma Rousseff, as vuvuzelas eram acionadas junto a palmas e gritos. Quando era contrário, as vaias impediam que o discurso fosse ouvido.

(Com Agência Brasil)

Mato Grosso: 6 a favor, 2 contra

Dos oito parlamentares do Mato Grosso, 6 votaram a favor e 2 contra

Adilton Sachetti PSB SIM
Carlos Bezerra PMDB SIM
Fabio Garcia PSB SIM
Nilson Leitão PSDB SIM
Professor Victório Galli PSC SIM
Ságuas Moraes PT NÃO
Tampinha PSD SIM
Valtenir Pereira PMDB NÃO

Tocantins: 6 a favor, 2 contra

Dos oito parlamentares de Tocantins, 6 votaram a favor e 2 contra

Carlos Henrique Gaguim PTN SIM
César Halum PRB SIM
Dulce Miranda PMDB SIM
Irajá Abreu PSD NÃO
Josi Nunes PMDB SIM
Lázaro Botelho PP SIM
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM SIM
Vicentinho Júnior PR NÃO

Manuela D'Ávila

Pelo visto, realmente muita coisa mudou desde que sai de Brasília. A maior delas é a devoção dos deputados por suas famílias.

— Manuela (@manudeputada) April 17, 2016

Acre: 4 a favor, 4 contra

Dos oito parlamentares do Acre, 4 votaram a favor e 4 contra.

Alan Rick PRB SIM
Angelim PT NÃO
César Messias PSB NÃO
Flaviano Melo PMDB SIM
Jéssica Sales PMDB SIM
Leo de Brito PT NÃO
Rocha PSDB SIM
Sibá Machado PT NÃO

Chico Alencar: se a gente não pressionar, Lava Jato fica de mãos atadas

Chico Alencar (PSOL-RJ): "Se a gente não pressionar, o eventual governo temer vai querer fazer Lava Jato ficar de mãos atadas. Porque ela já fez o seu papel de dar seu carimbo de corrupto ao PT, que fez por merecer".

Por Debora Melo e Rodrigo Martins.

Distrito Federal: 7 a favor, um contra

Dos oito parlamentares, 7 votaram a favor e 1 contra.

Alberto Fraga DEM SIM
Augusto Carvalho SD SIM
Erika Kokay PT NÃO
Izalci PSDB SIM
Laerte Bessa PR SIM
Rogério Rosso PSD SIM
Ronaldo Fonseca PROS SIM
Rôney Nemer PP SIM

Goiás: 16 a favor, um contra

Dos 17 parlamentares de Goiás, 16 votaram a favor e 1 contra.

Alexandre Baldy PTN SIM
Célio Silveira PSDB SIM
Daniel Vilela PMDB SIM
Delegado Waldir PR SIM
Fábio Sousa PSDB SIM
Flávia Morais PDT SIM
Giuseppe Vecci PSDB SIM
Heuler Cruvinel PSD SIM
João Campos PRB SIM
Jovair Arantes PTB SIM
Lucas Vergilio SD SIM
Magda Mofatto PR SIM
Marcos Abrão PPS SIM
Pedro Chaves PMDB SIM
Roberto Balestra PP SIM
Rubens Otoni PT NÃO
Thiago Peixoto PSD SIM

Rondônia: todos a favor

Os oito parlamentares de Rondônia votaram a favor

Expedito Netto PSD SIM
Lindomar Garçon PRB SIM
Lucio Mosquini PMDB SIM
Luiz Cláudio PR SIM
Marcos Rogério DEM SIM
Mariana Carvalho PSDB SIM
Marinha Raupp PMDB SIM
Nilton Capixaba PTB SIM

Para Chico Alencar, oposição aguarda fim da Lava Jato

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que, na verdade, não vivemos um momento histórico. Segundo ele, o que se vê na Câmara durante a votação do impeachment é um "festival de hipocrisia". "Momento histórico - mesmo com a mobilização de rua que tem, e isso é positivo - desprovido de utopia não significa nenhuma mudança positiva".

Segundo Alencar, com uma eventual queda de Dilma, a oposição aguarda o fim da Lava Jato, que "já cumpriu seu papel de dar o carimbo de corrupto no PT"

(Por Debora Melo e Rodrigo Martins)

Amazonas: todos a favor

Os oito parlamentares do Amazonas votaram a favor.

Alfredo Nascimento PR SIM
Arthur Virgílio Bisneto PSDB SIM
Átila Lins PSD SIM
Conceição Sampaio PP SIM
Hissa Abrahão PDT SIM
Marcos Rotta PMDB SIM
Pauderney Avelino DEM SIM
Silas Câmara PRB SIM

Mato Grosso do Sul: 5 a favor, 3 contra

Dos oito parlamentares do Mato Grosso do Sul, 5 votaram a favor, e 3 contra.

Carlos Marun PMDB SIM
Dagoberto PDT NÃO
Elizeu Dionizio PSDB SIM
Geraldo Resende PSDB SIM
Mandetta DEM SIM
Tereza Cristina PSB SIM
Vander Loubet PT NÃO
Zeca do PT PT NÃO

Paraná: 26 a favor, 4 contra

Dos 30 parlamentares do Paraná, 26 votaram a favor e 4 votaram contra.

Alex Canziani PTB SIM
Alfredo Kaefer PSL SIM
Aliel Machado REDE NÃO
Assis do Couto PDT NÃO
Christiane de Souza Yared PR SIM
Diego Garcia PHS SIM
Dilceu Sperafico PP SIM
Enio Verri PT NÃO
Evandro Roman PSD SIM
Fernando Francischini SD SIM
Giacobo PR SIM
Hermes Parcianello PMDB SIM
João Arruda PMDB SIM
Leandre PV SIM
Leopoldo Meyer PSB  SIM
Luciano Ducci PSB SIM
Luiz Carlos Hauly PSDB SIM
Luiz Nishimori PR SIM
Marcelo Belinatti PP SIM
Nelson Meurer PP SIM
Nelson Padovani PSDB SIM
Osmar Serraglio PMDB SIM
Paulo Martins PSDB SIM
Ricardo Barros PP SIM
Rubens Bueno PPS SIM
Sandro Alex PSD SIM
Sergio Souza PMDB SIM
Takayama PSC SIM
Toninho Wandscheer PROS SIM
Zeca Dirceu PT NÃO

Parlamentares exaltam valores como "família" e "cristianismo" antes de votar "SIM"

A maioria dos parlamentares que até agora votaram a favor da abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff iniciaram sua fala citando instituições e valores como "família" e "cristianismo", em vez de se referir diretamente a quaisquer crimes de responsabilidade pelos quais a presidenta deveria ser processada. Alguns deputados, por sua vez, dedicaram seus votos a filhos e netos, quando não a futuras gerações.

Alguns dos que se puseram contrários ao impeachment de Dilma, por outro lado, se manifestaram contrários ao "golpe" e lembraram o fato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ser réu na Lava Jato.

Pará: 10 a favor, 6 contra

Dos 17 parlamentares do Pará, 10 votaram a favor e 6 contra. Beto Salame, do PP, se absteve.

Arnaldo Jordy PPS SIM
Beto Faro PT NÃO
Beto Salame PP ABSTENÇÃO
Delegado Éder Mauro PSD SIM
Edmilson Rodrigues PSOL NÃO
Elcione Barbalho PMDB NÃO
Francisco Chapadinha PTN SIM
Hélio Leite DEM SIM
Joaquim Passarinho PSD SIM
José Priante PMDB SIM
Josué Bengtson PTB SIM
Júlia Marinho PSC SIM
Lúcio Vale PR NÃO
Nilson Pinto PSDB SIM
Simone Morgado PMDB NÃO
Wladimir Costa SD SIM
Zé Geraldo PT NÃO

Amapá: 4 contra, 3 a favor

Dos 8 parlamentares do Amapá, 3 votaram a favor, e 4 contra. Vinicius Gurgel, do PR, se absteve.

André Abdon PP SIM
Cabuçu Borges PMDB SIM
Janete Capiberibe PSB NÃO
Jozi Araújo PTN NÃO
Marcos Reategui PSD SIM
Professora Marcivania PCdoB NÃO
Roberto Góes PDT NÃO
Vinicius Gurgel PR ABSTENÇÃO

Eduardo Cunha no Twitter

Logo no início da votação, Eduardo Cunha listou no seu perfil do Twitter alguns deputados que estariam ausentes: Clarissa Garotinho (PR-RJ), Jozi Araújo (PTN-AP), Vinicius Gurgel (PR-AP, Aluisio Menes (PTN-MA). O tweet, que avisava que a lista teria prosseguimento, porém, foi deletado na sequência. A ausência de parlamentares era uma das estratégias do governo para impedir o afastamento na Câmara. No momento, 507 dos 513 deputados estão presentes. 

O presidente da Câmara continua divulgando, porém, as porcentagens favoráveis e contrárias ao impeachment em cada estado na rede social: 

Rio Grande do Sul: Sim: 70,97%/22 votos, Não: 25,81%/8 votos, Abstenção: 3,23%/1 voto. Ao vivo: https://t.co/nH9f8DcxMS

— DeputadoEduardoCunha (@DepEduardoCunha) April 17, 2016

Santa Catarina: 14 a favor, 2 contra

Dos 16 deputados de Santa Catarina, 14 votaram a favor do impeachment, e 2 contra.

Carmen Zanotto PPS SIM
Celso Maldaner PMDB SIM
Cesar Souza PSD SIM
Décio Lima PT NÃO
Esperidião Amin PP SIM
Geovania de Sá  PSDB SIM
João Paulo Kleinübing PSD SIM
João Rodrigues PSD SIM
Jorge Boeira PP SIM
Jorginho Mello PR SIM
Marco Tebaldi PSDB SIM
Mauro Mariani PMDB SIM
Pedro Uczai PT NÃO
Rogério Peninha Mendonça PMDB SIM
Ronaldo Benedet PMDB SIM
Valdir Colatto PMDB SIM

Rio Grande do Sul: 22 a favor, 8 contra

Dos 31 parlamentos do Rio Grande do Sul, 22 votaram a favor do impeachment, e 8 votaram contra. Deputado Pompeo de Mattos, do PDT, se absteve.

Afonso Hamm PP SIM
Afonso Motta PDT NÃO
Alceu Moreira PMDB SIM
Bohn Gass PT NÃO
Carlos Gomes PRB SIM
Covatti Filho PP SIM
Danrlei de Deus Hinterholz PSD SIM
Darcísio Perondi PMDB SIM
Giovani Cherini PDT SIM
Heitor Schuch PSB SIM
Henrique Fontana PT NÃO
Jerônimo Goergen PP SIM
João Derly REDE SIM
José Fogaça PMDB SIM
José Otávio Germano PP SIM
Jose Stédile PSB SIM
Luis Carlos Heinze PP SIM
Luiz Carlos Busato PTB SIM
Marco Maia PT NÃO
Marcon PT NÃO
Maria do Rosário PT NÃO
Mauro Pereira PMDB SIM
Nelson Marchezan Junior PSDB SIM
Onyz Lorenzoni DEM SIM
Osmar Terra PMDB SIM
Paulo Pimenta PT NÃO
Pepe Vargas PT NÃO
Pompeo de Mattos PDT ABSTENÇÃO
Renato Molling PP SIM
Ronaldo Nogueira PTB SIM
Sérgio Moraes PTB SIM

Roraima: sete votos a favor

Dos oito parlamentares de Roraima, sete votaram a favor do impeachment

Abel Mesquita Jr. DEM SIM
Carlos Andrade PHS SIM
Edio Lopes PR NÃO
Hiran Gonçalves PP SIM

Jhonatan de Jesus

PRB SIM
Maria Helena  PSB SIM
Remídio Monai PR SIM
Shéridan PSDB SIM

Eduardo Cunha deu início à votação nominal. Washington Reis (PMDB-RJ) foi o primeiro a votar, por questões médicas, exceção aberta por Cunha. Ele votou a favor do impeachment.

Cardozo rebate acusação de que governo ofertou cargos em troca de apoio

Em nota, o ministro enfatizou que "o governo tem toda legitimidade e amparo legal" para nomear cargos na administração federal e recompor a sua base no Parlamento. Cardozo adiantou que denunciará os autores da queixa-crime por "denunciação caluniosa", "quando restar comprovado que nada disso é corrupção".

Leia na reportagem de Rodrigo Martins.

O líder da minoria, o tucano Miguel Haddad, mostra mais uma vez: o argumento das pedaladas fiscais foi só uma desculpa para promover a remoção de Dilma Rousseff sem eleições. Haddad citou a “arrogância” da presidenta, o fato de ela ter “governado de costas para o povo”, a profunda “crise econômica”. Segundo Haddad, Dilma não reúne as condições de tirar o Brasil da crise. “Não se faz transplante de alma”.

(Por Sergio Lirio)

São Paulo, a maior cidade do Brasil, tem manifestações simultâneas contra e a favor do impeachment. Os manifestantes a favor da derrubada de Dilma Rousseff estão concentrados na Avenida Paulista. Os contrários ao processo estão no centro da cidade.

 

Entre um telefonema e outro, o vice-presidente Michel Temer passou o sábado recebendo aliados no Palácio do Jaburu, sua residência oficial em Brasília. Ele conversou com aliados e integrantes da oposição. Cerca de cem pessoas estiveram no Palácio do Jaburu na véspera da votação na Câmara que vai decidir o processo de impeachment o processo contra a presidenta Dilma Rousseff.

(Da Agência Brasil)

Silvio Costa: governo vai ganhar por "três votos"

Um dos principais defensores do governo, Silvio Costa, do PTdoB, atacou Eduardo Cunha e garantiu que o governo ganhá por "três votos".

"Quem está tentando assumir o poder é o PCC, o Partido da Corja do Cunha. Esse canalha saiu agora, bandido, ladrão. Ele deveria estar preso. Que país é esse, onde um bandido quer tirar o mandato de uma mulher honrada? A oposição não tem moral pra agredir a presidenta Dilma. "

PSOL: está em curso uma ruptura do Estado Democrático

O deputado Ivan Valente, do PSOL, afirma que o impeachment é uma fraude. "Réu no STF, Cunha continua balançando a pança e comandando um massa de deputados que seguem a sua orientação. Esse espetáculo degrada o Congresso Nacional. O espírito de vingança de Cunha, a covardia do governo e oportunismo e o cinismo da direita permitiram que chegássemos ao pedido de impedimento sem crime de responsabilidade."

O deputado emendou: "o PSOl quer denunciar que está em curso uma ruptura do Estado Democrático de Direito, um golpe institucional feito através de tenebrosas transações entre o grande capital, os golpistas da Fiesp, e os partidos conservadores, embalados pela grande mídia brasileira, que querem colocar Michel Temer no poder."

"O PT está atrás de algo para estimular sua tropa"

Deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) defende retorno de Michel Temer a Brasília: "O PT está atrás de algo para estimular sua tropa uma vez que as notícias eram negativas para a tese que eles defendem".

Por Debora Melo e Rodrigo Martins

Por volta das 16 horas, quase 500 deputados haviam assinado a presença no plenário, prova de que a estratégia governista de estimular as abstenções e ausências tende a não funcionar. Pelos cálculos de consultores, 6% de ausências (cerca de 30 deputados), reduziria para 2% as chances de aprovação da admissibilidade do impeachment. Neste momento, os governistas estão mais tensos que os opositores.

(Por Sergio Lirio)

PCdoB: o impeachment é "uma conspirata de corruptos"

Em sua fala, o deputado baiano Daniel Almeida, líder do PCdoB, afirmou que Dilma tem seu mandato ameaçado por "uma conspirata de corruptos" liderada por Eduardo Cunha, presidente da Câmara.

"Querem usurpar o voto popular. Qual é a saída? através de um governo ilegítimo, um governo de exceção, sem votos? O povo que foi às ruas não quer um governo com esse perfil, com essa agenda", criticou.

"Qual é a agenda de um governo que já nasce maculado? É a agenda do retrocesso, do Estado Mínimo, de um pacto para impedir que corruptos sentados nessas cadeiras possam ser punidos. "

Quem perde, quem ganha?

Este muro que nos causa aflição na frente do Congresso se estende até a porta de nossas casas. Com o intuito de proteger, afasta e aparta ideias de propriedades contidas em nossa identidade. Um encontro entre nós, nestes termos, não é só despossessão. É risco de vida.

Leia a crônica do dia de Matheus Pichonelli

Ronaldo Caiado: "Precisamos fazer com que o processo seja célere e rápido"

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que, caso o impeachment seja aprovado na Câmara, o Senado precisa ser rápido no julgamento. "Precisamos fazer com que o processo seja célere e rápido", disse Caiado. "Quanto mais o Senado procrastinar, mais nós vamos ampliar este momento de crise que estamos vivendo no País."

Por Debora Melo e Rodrigo Martins.

Ex-deputado Roberto Jefferson está no plenário

Condenado no "mensalão", o ex-deputado federal Roberto Jefferson acompanha no plenário a votação do impeachment de Dilma Rousseff.

O petebista assumiu na quinta-feira 14 a presidência nacional do partido, que defende o impeachment de Dilma Rousseff. Ele voltou ao cargo após ter a pena da condenação pelo esquema perdoada pelo Supremo Tribunal Federal.

"Eu queria saudar a presença importante do presidente Roberto Jefferson, que começou essa luta na época do mensalão", disse o deputado Arnaldo Daria de Sá, do PTB, no plenário.

Seguem discursando os líderes dos partidos, em ordem conforme os tamanhos das bancadas. O tempo de cada liderança é proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara. Neste momento, fala Wilson Filho (PTB-PB). O último a falar será o líder do PMB, Wellington Prado (MG).

Os votos de alguns parlamentares do PP estão sendo disputados de forma acirrada por governo e oposição. Um dos mais relevantes parece ser o do primeiro vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Ele era tido como aliado de primeira ordem de Eduardo Cunha, mas virou a casaca após a atuação do governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB).

Na sexta-feira, Maranhão anunciou voto contra o impeachment. Entre sábado e domingo, parlamentares pró-impeachment ventilaram a tese de que Maranhão teria mudado de lado novamente. 

Mais cedo, Flavio Dino afirmou no Twitter que os boatos eram apenas boatos, informação confirmada pelo próprio Maranhão em entrevista coletiva, como conta repórter da GloboNews pelo Twitter. 

Não procedem boatos de mudança de posição do deputado Waldir Maranhão. Me disse agora estar firme contra o golpe.

— Flávio Dino (@FlavioDino) 17 de abril de 2016

Se golpistas tivessem a maioria que dizem, não precisariam ficar espalhando boatos, tentando criar "fato consumado".

— Flávio Dino (@FlavioDino) 17 de abril de 2016

Ele nega, portanto, o que disse o presidente do PP mais cedo. Ciro Nogueira havia dito que ele havia se declarado A FAVOR do impeachment

— Andréia Sadi (@AndreiaSadi) 17 de abril de 2016

Aguinaldo Ribeiro: "Não estamos julgando a pessoa Dilma"


Ex-ministro do primeiro mandato de Dilma, Aguinaldo Ribeiro, líder do PP na Câmara dos Deputados, elogiou a presidenta, mas afirmou que tem de seguir a decisão estabelecida pela Executiva nacional do partido.

"Obriga-me a consciência fazer um breve registro, já que estamos dialogando com a história. fui indicado a Ministro das Cidades no primeiro governo de Dilma. Não é porque digo 'sim' hoje que podemos dizer 'não' ao passado", afirmou.

"Durante todo tempo que exerci a função de ministro, posso atestar as inúmeras qualidades da presidenta, dedicada, disciplinada e fiel às suas convicções. Mas não estamos julgando a pessoa de Dilma, mas politicamente o governo."

Cunha diz que ainda há 10 pedidos de impeachment contra Dilma

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse, antes de entrar no plenário, que ainda existem dez pedidos de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff que ainda serão analisados por ele. Cunha lembrou que rejeitou outros 39 pedidos e negou que sua atuação seja uma retaliação. "Não há vingança nenhuma".

De acordo com o presidente da Casa, a expectativa é que q votação seja encerrada entre 21h30 e 22h.

(Por Debora Melo)

Nos bastidores da votação

Confusão na entrada do plenário, entre grupos de parlamentares favoráveis e contrários ao impeachment, por volta das 14h

Grupo de deputados pró-impeachment formam bloco para entrar no Plenário
(Por Rodrigo Martins)

Afonso Florence: "Indecisos vão votar 'não'"

Afonso Florence, líder do PT na Câmara, afirmou que a tese da defesa de Dilma foi "límpida" e ficou nítido que não há crime de responsabilidade. "Deputados e deputadas indecisos vão votar 'não' porque querem rechaçar o risco posto para o Brasil, que é a derrota da democracia. Jornais internacionais publicaram que corruptos querem derrubar uma presidenta honesta. Essa é a visão de muitos brasileiros e brasileira sobre a votação que se dará aqui. "

Leonardo Picciani: "Não é um jogo de futebol"

Após a fala de Jovair Arantes, relator do processo de impeachment, Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, agradeceu à compreensão do partido por se posicionar contrariamente ao impeachment, embora o partido defenda o impedimento de Dilma Rousseff.

"Vamos fazer uma sessão com clima de paz e respeito. Não é um jogo de futebol, é uma das mais graves sanções previstas na Constituição Federal. Não nos cabe aqui nenhuma posição senão a dos princípios republicanos", afirmou Picciani. "Quero fazer um agradecimento especial ao PMDB, que conhece meu posicionamento de não acompanhar a posição da bancada"

Neste momento, o painel da Câmara registra a presença de 393 deputados no plenário. A votação deve ter início a partir das 17h. 

Começa em instantes a votação da admissibilidade do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. A ordem dos estados foi definida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alternando estados do norte com os do sul. 

O primeiro estado é Roraima, seguido por Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O sexto estado é o Paraná, uma configuração que deve promover uma "goleada" pró-impeachment no início da votação, uma vez que esses estados têm grandes maiorias contra Dilma Rousseff.

Antes de optar pela alternância de estados entre as regiões, Cunha tinha determinado que votariam primeiro todos os estados do sul, em seguida os do Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. A alternativa foi classificada como irregular e Cunha acusado de tentar criar um "efeito manada" pró-impeachment. 

Na alternativa que criou, após a base governista ir ao STF, permanece uma concentração pró-impeachment no início da votação, mas mais diluída.

(Gráfico: Agência Câmara)

O Psol foi o responsável pela faixa "Fora, Cunha" exibida no Plenário, como confirmou pelo Twitter o deputado Chico Alencar (RJ). Ele criticou o presidente da Câmara, que tinha autorizado a presença de parlamentares atrás da Mesa Diretora e voltou atrás após a faixa.

Cunha disse que qq um poderia permanecer próximo a ele na mesa. Fomos lá com faixas escrito "Fora Cunha". Ele proibiu faixas e cartazes.

— Chico Alencar (@depChicoAlencar) 17 de abril de 2016

Ivan Valente: Cunha nunca poderia estar comandando o processo

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) disse que o processo de impeachment não poderia ser conduzido por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu no STF, e lembrou que, caso Dilma Rousseff seja afastada, Cunha será vice de Michel Temer. "Isso é mais grave ainda", disse.

Por Debora Melo e Rodrigo Martins.

Eduardo Cunha esteve muito perto de provocar um tumultuo no início da sessão de votação do impeachment.

Paulo Pimenta, parlamentar do PT, solicitou a retirada dos deputados da oposição postados atrás da Mesa Diretora. Cunha negou e, provocativo, convidou Pimenta a ocupar o espaço ao lado dos adversários.

Quase criou um conflito. Pouco depois, os parlamentares contra o impeachment amontoaram-se atrás da mesa e estenderam a faixa “Fora Cunha”. Aí Cunha chiou: “Faixa não”. Prontamente “mandou” a turba oposicionista a ocupar as cadeiras no plenário.

(Por Mauricio Dias)

Planalto projeta vitória dramática contra impeachment

Um mapa de votos elaborado na área política do Palácio do Planalto e a circular entre governistas desde o fim da noite deste sábado 16 projeta uma vitória dramática contra o impeachment na Câmara.

Por esta planilha, à qual CartaCapital teve acesso, a deposição de Dilma Rousseff teria no máximo 337 votos favoráveis, cinco a menos do que o requerido para mandar o processo ao Senado.

Já a preservação do mandato da petista no máximo 176 votos contrários, quatro a mais do que seria necessário para salvar o mandato presidencial.

No cenário traçado no mapa, todos os 513 deputados votariam, ou seja, não haveria nenhuma daquelas ausências estimuladas pelos governistas entre parlamentares sem convicção mas inclinados a apoiar o impeachment por pressão da opinião pública.

Caso haja ausências, quem leva vantagem é o Planalto. O governo não precisa ter 172 votos, precisa apenas que o pedido de cassação não receba 342 votos.

O resultado, conforme o mapa do Planalto, seria definido quando os deputados do penúltimo estado anunciassem seus votos, Sergipe.

Segundo o roteiro definido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e endossado pelo Supremo Tribunal Federal, a votação será feita estado a estado, com alternância entre um estado do Norte e outro do Sul, começando pela primeira região.

Pela planilha palaciana, os deputados da Bahia seriam o mais numeroso centro da resistência ao impeachment, enquanto São Paulo e Minas representariam o mesmo para o Fora Dilma.

Articulações políticas de última hora podem afetar o resultado projetado no Planalto, razão para cautela e apreensão entre os governistas.

O Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer, transformou-se em QG do impeachment, com reuniões e promessas de cargos federais a deputados em um eventual governo do peemedebista, tudo com a esperança de derrubar Dilma Rousseff.

(Por André Barrocal, de Brasília)

A nova previsão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é que a votação acabe por volta das 21h30.

Empresários a favor do impeachment

A última onda de traições a afetar o Planalto envolve parlamentares que foram pressionados por empresários a aprovar a abertura do impeachment, segundo informação de reportagem da Folha de S.Paulo. 

De acordo com o jornal, um assessor da presidenta Dilma Rousseff relatou um “forte processo de traição” e os diálogos com deputados traidores que mudaram de votos alegando terem recebido ligações de empresários para pedir a mudança de lado.

Funk contra o impeachment

O protesto convocado pela Frente Brasil Popular e pela Furacão 2000, a maior produtora funk do Rio de Janeiro, reuniu milhares de pessoas na segunda maior cidade do País neste domingo. O ato contra o impeachment ocorreu ao som de funk e incluiu uma caminhada do Posto 3, em Copacabana, até a Praia do Leme.

Houve troca de ofensas entre alguns manifestantes e moradores dos prédios da região, que incluem bairros ricos do Rio de Janeiro, mas o ato transcorreu de forma pacífica.

Com o hino nacional, a manifestação se encerrou às 13h, como combinado com as forças de segurança da cidade. Às 15 horas terá início uma manifestação pró-impeachment. 

Kassab pulou do barco

O Partido Social Democrático (PSD) divulgou neste domingo 17 a íntegra da carta enviada por Gilberto Kassab a Dilma Rousseff para pedir demissão do cargo de ministro das Cidades. Na sexta-feira passada, Kassab pediu demissão após o PSD declarar voto favorável ao impeachment da presidenta.

Kassab ocupava o cargo desde janeiro do ano passado. Na carta, o ex-ministro explica que o partido decidiu recomendar o voto pelo impeachment da presidenta e que permanecer no cargo de ministro, conflitaria com a decisão do partido. Kassab é presidente licenciado do PSD.

Abaixo, a íntegra:

Prezada Presidente Dilma Rousseff,

Como é de seu conhecimento, além de ministro sou representante do Partido Social Democrático – PSD (hoje presidente licenciado). Assim, minha participação como ministro é, além do convite feito por V.Exa., resultado de decisão coletiva, fruto da manifestação de todos os Diretórios Estaduais, do Diretório Nacional e das bancadas da Câmara Federal e do Senado.

Ocorre que, como relatei pessoalmente a V.Exa. em recente conversa no Palácio do Planalto, o PSD decidiu, por maioria absoluta da nossa bancada federal, recomendar o voto pelo acolhimento do processo de impedimento que tramita junto à Câmara dos Deputados.

Diante disso, minha permanência à frente do Ministério das Cidades é insustentável, conflita com a decisão do meu partido e me leva a abrir mão do cargo, independentemente do resultado da votação do próximo domingo.

Como V.Exa. já reconheceu, há necessidade premente de um pacto nacional para que o País possa superar suas dificuldades políticas e retomar seu desenvolvimento. O PSD não apenas concorda, mas apoia e lutará com todas as suas forças por esse consenso. Agiremos na Câmara e no Senado com esse propósito.

Agradeço a V.Exa. a oportunidade de ter desenvolvido ao seu lado políticas públicas e projetos sociais essenciais ao País e declaro meu comprometimento permanente com programas como o Minha Casa, Minha Vida. A continuidade administrativa é um valor fundamental na garantia de direitos e a melhor forma de defender o legado dos governos. Ser ministro de Estado do meu país foi uma honra e um privilégio na minha vida pública.

Nosso partido, o PSD, é claramente a favor de um País cada vez mais justo e democrático. Defendemos com vigor a convivência e harmonia entre as diferentes posições como garantia da governabilidade. Portanto, seguiremos trabalhando para a construção de consensos que permitam ao País atravessar mais esse momento instável, sempre com respeito à Constituição e aos valores republicanos.

Tenho convicção da sua integridade pessoal, de seu compromisso democrático com nosso País e de sua serenidade diante de tantas adversidades. Despeço-me na certeza que o Brasil sairá mais forte e unido desse processo.

Atenciosamente,

Gilberto Kassab

(Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Dilma Rousseff manteve sua rotina matinal neste domingo. A petista andou de bicicleta nos arredores do Palácio da Alvorada, em Brasília, sua residência oficial.

O exercício matinal da presidenta ocorreu de forma diferente da usual. A presidenta, que costuma andar de bicicleta por volta de 6h, saiu do Alvorada às 7h40 e encurtou o trajeto que geralmente costuma fazer.

Quando se dirigia a uma das saídas do palácio, acompanhada de seguranças, ela percebeu a presença dos jornalistas e desviou o caminho que geralmente costuma fazer. Dessa vez, saiu pela via principal de acesso ao Alvorada e passou em frente ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer, que tem protagonizado um embate público com ela nos últimos dias.

O exercício, que costuma durar cerca de 50 minutos, foi cumprido em apenas 15. Dilma deve passar o domingo no Alvorada, reunida com os ministros mais próximos.

(Com informações da Agência Brasil)

Cunha prevê cinco horas de votação

A votação sobre a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff começa às 14 horas deste domingo. O processo deverá durar cerca de quatro horas, uma vez que cada um dos 513 deputados, segundo cálculos da presidência da Casa, gastará, em média, 30 segundos para proferir seu voto.

“Estou prevendo quatro horas [de votação]. São 513, tem segunda chamada daqueles que não compareceram, tem o tempo de deslocamento até o microfone. [Somando] o gasto com cada procedimento desse meio minuto, serão 256 minutos, o que dá 4 horas e 16 minutos”, calculou Cunha.

(Com informações da Agência Brasil)

Na disputa voto a voto entre governo e o bloco do vice-presidente da República, um dos votos que esteve em negociação foi o do deputado Paulo Maluf (PP-SP), ex-governador e prefeito de São Paulo e conhecido por ser um parlamentar que figura na lista da Interpol. Pelo Twitter, Maluf informou que manterá seu voto da Comissão de Impeachment, a favor do afastamento de Dilma Rousseff.


Há muitas especulações e boatos a respeito do meu voto amanhã no plenário, quero dizer e reafirmar aos meus eleitores paulistas

— Paulo Salim Maluf (@paulosalimmaluf) 16 de abril de 2016

que não houve nenhuma alteração do voto.

— Paulo Salim Maluf (@paulosalimmaluf) 16 de abril de 2016

Iniciada a discussão individual do parecer que pede abertura de processo de impeachmentcontra a presidente Dilma Rousseff, os ânimos do Plenário voltam a se exaltar e os discursos são interrompidos com palavras de ordem contra ou a favor da saída da presidente Dilma Rousseff.

O deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) acusou o governo de ser corrupto e incompetente. “A incompetência hoje está alojada no Palácio do Planalto e é contra isso que estamos nos posicionando”, afirmou.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) argumentou que o impeachment é um golpe contra a democracia. “Não há comprovação de crime de responsabilidade”, disse. 

(Com informações da Agência Câmara)

A discussão do parecer sobre a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff registra na noite de sábado 16 mais de 35 horas ininterruptas e já é considerada a sessão mais longa da história da Câmara dos Deputados. Todos os 25 partidos com representação na Casa tiveram a oportunidade de discutir o parecer. O debate foi prolongado pelas falas de lideranças, permitidas a cada nova sessão.

Até então, a sessão com maior duração havia sido a da votação da Medida Provisória dos Portos, em maio de 2013, que durou 22 horas consecutivas. 

Neste momento, está em curso a oitava sessão consecutiva sobre o pedido de impeachment, em que deputados inscritos individualmente para discursar começaram a debater a matéria por volta das 19h.

Inicialmente, a lista de inscrições de deputados para discursos sobre a admissibilidade de abertura do processo de impeachment reunia 249 deputados: 170 iriam defender o afastamento da presidenta e 79 deveriam pedir o arquivamento do processo. No entanto, após um acordo de líderes de 14 partidos pró-impeachment, o deputado Jovair Arantes, líder do PTB, informou que 60 deputados abriram mão de falar no plenário na etapa individual das discussões do impedimento. Segundo ele, essa iniciativa trará um ganho de seis a sete horas no processo, o que garantirá o início da votação às 14h deste domingo.

(Da Agência Brasil)

Oposição inicia ofensiva policial às vésperas de votação do impeachment

A menos de 24 horas da votação do impeachment, partidos da oposição, capitaneados pelo PSDB e pelo DEM, iniciaram uma ofensiva na Polícia Federal acusando o ex-presidente Lula de oferecer cargos a deputados em troca de votos contrários ao impeachment.

Leia na reportagem de Rodrigo Martins. 

Kim Kataguiri circula com credencial de autoridade no Salão Verde da Câmara. E se fosse Stédile?

Imagine se João Pedro Stédile, do MST, ou Guilherme Boulos, do MTST, circulassem nesses dias pela Câmara dos Deputados com crachás de autoridades cedidos por um parlamentar do PT. Ou do PSOL. O que diria a mídia "livre" brasileira, os colunistas perdigueiros da informação? O que diriam os opositores? Como reagiria a segurança do Parlamento?

Pois bem, Kim Kataguari, o "menino de bem", porta-voz juvenil dos movimentos pró-impeachment, foi agraciado neste sábado 16 com uma dessas credenciais, reservadas a parlamentares, por algum deputados da oposição. Ontem ele já havia passeado pela Casa com uma credencial do DEM. Ao ser flagrado, escondeu-a no bolso. Parênteses: e ainda se dizem apartidários.

Deputados do PT protestaram, Kataguiri foi encaminhado até uma sala reservada à Polícia Federal no prédio, mas acabou liberado rapidamente. Minutos depois, desfilava pimpão pelos corredores do Congresso. Crachá que serve a Chico, não cabe a Francisco.

(Sergio Lirio)

Partidos pró-impeachment fecham acordo para reduzir tempo de debate em plenário

Após reunião de líderes, o relator do processo do impeachment na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), informou que 60 deputados de 14 partidos favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff abriram mão de falar no plenário na etapa individual das discussões do impedimento. Segundo ele, essa iniciativa trará um ganho de seis a sete horas no processo, o que garantirá o início da votação no domingo às 14h.

Inicialmente, a lista de inscrições de deputados para discursos sobre a admissibilidade de abertura do processo de impeachment reunia 249 deputados: 170 iriam defender o afastamento da presidenta e 79 deveriam pedir o arquivamento do processo. 

“Vários deputados [que já discursaram durante o tempo de partido] que falariam outra vez não vão mais falar. Todos os líderes [dos 14 partidos pró-impeachment] abriram mão de falar no horário de líder a partir de 1h [de domingo] quando começa nova sessão”, disse Jovair.

O deputado reiterou que não há “a menor possibilidade de adiamento” da sessão de votação amanhã, às 14h. “A partir das 11h de amanhã, vamos encerrar a sessão de debates”, disse Jovair.

Os partidos favoráveis ao impeachment são: PSDB, DEM, PSB, PPS, PRB, PP, PR, PSC, PROS, PTN, SD, PSL, PSC e PHS.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse ser favorável a encurtar a etapa dos discursos individuais dos parlamentares desde que não prejudique as falas dos contrários ao impeachment. “Podemos fazer um acordo de encerramento se percebermos que vamos prejudicar o horário uma vez que queremos votar amanhã a matéria. Mas como existe diferença, que diminua do lado de lá.”

Da Agência Brasil

Pepe Vargas: Dilma está substituindo os que a traíram por pessoas leais

O deputado federal Pepe Vargas (PT-RS) defendeu a presidenta e disse que Dilma Rousseff tem "dever e obrigação de montar o seu governo". Para o petista, quem não tem legitimidade para negociar cargos é o vice-presidente Michel Temer (PMDB). "Ninguém vai ao Jaburu para falar de poesia."

Em nova charge, a cartunista Laerte Coutinho faz críticas ao que vê como parcialidade da imprensa na cobertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

pic.twitter.com/5kmeJF4W0Y

— Laerte Coutinho (@LaerteCoutinho1) 12 de abril de 2016

Aécio sobre Dilma: "arrogância e mentira permanecem"

Em um vídeo divulgado pelas redes sociais, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, afirma que a presidenta Dilma Rousseff repetiu no vídeo divulgado neste fim de semana a estratégica da campanha de 2014 de "mentir". 

Presidente repete discurso do medo e da mentira.https://t.co/TKaajqJJoH

— Aécio Neves (@AecioNeves) 16 de abril de 2016

Disputa por votos é intensa

O deputado Sibá Machado (PT-AC) disse que, no decorrer de ontem e na madrugada deste sábado, o governo conseguiu reverter os votos contrários ao impeachment.

Segundo ele, o número de deputados contrários ao impeachment só aumenta “porque está cada vez mais claro o absurdo das promessas que estão sendo feitas para um eventual governo Temer”.

Por isso, ele disse que “a tentativa agora da oposição é evitar que a votação ocorra amanhã para reconquistar os votos perdidos em favor do impeachment”.

Votação às 14 horas
Já o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) disse que “os números estão estáveis, não há reversão nenhuma na votação” e que a oposição “conta 367 votos favoráveis ao impeachment, o mínimo já garantido”.

O parlamentar peessedebista ressalta que a única preocupação da oposição em relação à votação é que “o início do processo ocorra às 14 horas, sem atrasos”.

(Da Agência Câmara)

Movimentos prometem greve geral caso impeachment seja aprovado

Em ato pela defesa da democracia realizado em Brasília neste sábado 16, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Guilherme Boulos e João Pedro Stedile, respectivamente, convocaram uma greve geral caso a Câmara dos Deputados aprove o afastamento de Dilma. "O tom dos discursos foi: se o impeachment for aprovado, vai haver ampla mobilização", disse Boulos.

Por outro lado, se Dilma vencer a batalha, será cobrada pelos movimentos a fazer uma guinada à esquerda, retomando pautas como reforma agrária, urbana e tributária. "O ato de hoje foi para se posicionar de forma clara contra o golpe, mas também para deixar claro que, se a Dilma permanecer, não vamos aceitar outro tipo de golpe contra os trabalhadores", disse Boulos.

(Por Débora Melo, de Brasília)

Votação não será adiada, diz Cunha

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou que a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, marcada para as 14h do domingo, possa ser adiada. "Não há qualquer possibilidade de adiamento", disse.

A declaração é uma resposta a notícias que circularam na imprensa de que, diante de uma possível virada favorável ao governo, Cunha teria calculado que não terá os 342 votos necessários para afastar a presidenta e estaria cogitando adiar a votação. "Não procede essa informação", encerrou.

(Por Débora Melo, de Brasília)

O PV foi o 18º partido a falar na sessão da Câmara que discute a abertura do impeachment de Dilma Rousseff. Todos os seis deputados do partido são favoráveis ao processo contra a petista.

Ao contrário de muitos, no entanto, o PV não crê que o impeachment solucionará os problemas políticos do País. Roberto Lucena (SP) que a crise é muito mais ampla que Dilma Rousseff.

“O problema está no modelo político brasileiro”, disse. “Seria simples trocar apenas o governo, mas a crise é de confiança”, disse o deputado ao classificar de “superado” o atual modelo de gestão pública, que favorece a “corrupção sistêmica” e o descaso com o povo. “Afeta todos os partidos e todos políticos. É uma crise espiritual e de princípios”, acrescentou.

“Votarei a favor da admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff absolutamente consciente de que o impeachment em si não é a solução para o país, nem econômica nem política", afirmou.

(Com informações da Agência Brasil)

Os parlamentares pró-impeachment seguem negociando uma redução no tempo de discursos para cumprir o cronograma e concluir a votação do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) na noite de domingo.

O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) disse há pouco que a ideia é pedir aos parlamentares que já falaram em Plenário que abram mão de falar novamente na sessão que será destinada a pronunciamentos individuais. Mendonça Filho estima que, nesse caso, cerca de 60 parlamentares deixariam de se pronunciar, o que daria 4 horas a menos de debates.

Neste momento, ainda está em andamento a sexta sessão destinada aos pronunciamentos dos partidos com representação na Câmara. Do total de 25 legendas, cinco ainda não se manifestaram. Agora o Pros está na tribuna, mas ainda faltam Rede, PtdoB, PSL, PEN e PMB.

Mais cedo o deputado Jovair Arantes sugeriu que os partidos restantes falassem por 40 minutos, em vez de uma hora. 

Depois que todos os partidos se pronunciarem, começará uma sessão para os deputados falarem individualmente. Essa sessão estava prevista para começar às 11 horas. Duzentos e quarenta e nove parlamentares estão inscritos para falar. 

Os líderes da oposição voltam a se reunir às 15 horas para tomar uma decisão.

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (16) em ato contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff que recorrerá a governadores para conquistar votos contrários à aprovação do prosseguimento do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados. "Ainda tenho três governadores para conversar", disse. "Vou conversar com governadores que eu acho que eles podem nos ajudar", completou.

Lula participou do Ato com Movimentos Sociais pela Democracia, no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, o ato conta com 1,5 mil pessoas. Reúne movimentos como a Central Única dos Trabalhadores, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, União Nacional dos Estudantes e Central dos Trabalhadores Brasileiros.

 

(Com informações da Agência Brasil)

Secom lança site que aglutina defesa de Dilma

O Gabinete Digital da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) colocou no ar nesta semana um site no qual aglutina todos os argumentos de defesa do governo federal diante do processo de impeachment em curso.

Em Defesa da Democracia afirma que um impeachment sem crime de responsabilidade configurado é golpe, “além de desrespeito ao processo eleitoral e à legitimidade do voto”.

No site, o governo rebate as acusações de que pedaladas fiscais e a abertura de créditos suplementares são crimes e também aborda outros temas usados como justificativas para o impeachment de forma indevida, como a Operação Lava Jato e a baixa popularidade de Dilma.

O site recebeu críticas por ser feito com dinheiro público e ter o objetivo de defender o governo atual. Segundo a Secom, é sua tarefa “publicizar temas de interesse social, de forma clara e de fácil entendimento, com o objetivo de informar a população sobre os atos da administração pública”.

Michel Temer diz que acusação de Dilma é "mentira rasteira"

Após a divulgação de vídeo em que a presidenta Dilma Rousseff dirige-se indiretamente a Eduardo Cunha e Michel Temer e os acusa de querer revogar direitos e cortar programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, o vice-presidente Michel Temer usou sua conta no Twitter para se defender do que chama de "mentira rasteira".

Leio hoje nos jornais as acusações de que acabarei com o bolsa família. Falso. Mentira rasteira. Manterei todos programas sociais.

— Michel Temer (@MichelTemer) 16 de abril de 2016

A Lava Jato tem prestado importantes serviços ao país.Sou jurista e sei do papel fundamental da Justiça e do MP p/ o avanço das instituições

— Michel Temer (@MichelTemer) 16 de abril de 2016

Defendo a unificação e pacificação dos brasileiros. Não o caos, o ódio e a guerra.

— Michel Temer (@MichelTemer) 16 de abril de 2016

Só sairemos da crise se todos trabalharem pelo Brasil, não pelos seus interesses pessoais.

— Michel Temer (@MichelTemer) 16 de abril de 2016

Impeachment: na madruga, deputados discursam para plenário deserto

Corredores desertos e plenário praticamente vazio marcaram o início, ainda de madrugada, do segundo dia de debates sobre a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Já são mais de 24 horas de discursos, a maior parte favoráveis ao afastamento de Dilma Rousseff. Os poucos deputados presentes ao plenário aguardavam, de forma tranquila, a hora de falar da tribuna.

O presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que abriu os trabalhos na sexta às 8h55, deixou a Câmara pouco depois da meia noite. Após discursarem, a maior parde deles ia embora, com previsão de retorno no fim da manhã.

Durante a madrugada, os parlamentares que entravam na Câmara eram, em sua maioria, os escalados para fazerem uso da palavra pelo tempo reservado aos seus partidos. Enquanto deputados de outras legendas discursavam no plenário, os próximos a falar dedicavam o tempo a conversas com aliados e pausas para fotografias.

Aproveitando o baixo quórum e a permissão provisória dos seguranças da Casa, o deputado Fernando Francischini (SD-PR) e colegas de partido colocaram uma faixa com os dizeres "Movimento Tchau Querida" e "Acabou a boquinha" próximo à tribuna. Enquanto integrantes do PDT se pronunciavam do outro lado do plenário, correligionários de Francischini posaram sorrindo para fotos ao lado da faixa.

Já os deputados do PCdoB, enquanto aguardavam a sua vez de fala durante um dos pequenos intervalos entre as sessões, levaram pequenos cartazes para a frente do plenário. Os parlamentares comunistas também recorreram a fotografias para registrar as cartolinas que expunham frases como "Brasil contra o golpe" e "Vem pra democracia".

A lanchonete do plenário, conhecida como cafezinho, ficou aberta ininterruptamente. O esquema de segurança formado previa um número muito maior de parlamentares e jornalistas, o que não se confirmou em todos os momentos das discussões noturnas. Desde o fim da noite de sexta até o amanhecer deste sábado, discursaram representantes PRB, PTB, PDT, SD e PTN, PCdoB e PSC. Para cumprir o cronograma dos debates, todas as legendas devem ter fala de até uma hora.

Um possível acordo para acelerar as discussões e evitar que a votação se prolongue até segunda-feira pode ser articulado nas próximas horas.

(Agência Brasil)

Dilma ataca Temer e Cunha e diz que impeachment é "maior fraude da história"

A presidenta Dilma Rousseff disse que o processo de impeachment contra ela no Congresso Nacional é "a maior fraude jurídica e política da história" do Brasil. Em pronunciamento à população veiculado nas redes sociais, gravado inicialmente para ir ao ar em cadeia de rádio e TV, Dilma fez um dos mais duros ataques ao que classificou de "aventura golpista", criticou indiretamente o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, (ambos do PMDB) e disse que o impeachment, se aprovado, vai "humilhar" o país perante a comunidade internacional como se fosse uma "republiqueta qualquer".

Durante os mais de seis minutos da gravação, a presidenta menciona diversas vezes as expressões "golpe" e "golpistas". Ela se dirige ao povo brasileiro para que continue defendendo a legalidade democrática, diz que é sua obrigação esclarecer os fatos e denunciar riscos do seu afastamento e alega que o que está em jogo é o "respeito às urnas, às conquistas sociais e aos direitos dos brasileiros".

Sem citar nomes, Dilma faz referências ao seu desafeto político, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, segundo o governo, aceitou o pedido de impeachement por vingança contra o PT, e a seu vice, Michel Temer, que no início da semana declarou, por meio de uma mensagem de voz, que, caso assumisse o poder, o povo brasileiro teria de fazer sacrifícios.

"Peço a todos os brasileiros que não se deixem enganar. Vejam quem está liderando esse processo e o que propõem para o futuro do Brasil. Os golpistas ja disseram que, se conseguirem usurpar o poder, será necessário impor sacrifícios à população brasileira. Com que legitimidade? Querem revogar direitos e cortar programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida", disse.

No vídeo, a presidenta diz fazer uma advertência aos que tratam o impeachment como um "atalho ao poder". Segundo ela, eles nunca poderão "olhar nos olhos da Nação" porque a "palavra golpe estará para sempre gravada na testa dos traidores da democracia".

O pronunciamento foi divulgado nos perfis do PT no Facebook e no Twitter, e também veiculou no aplicativo WattsApp. A gravação inicialmente estava prevista para ir ao ar em rede nacional de rádio e televisão na noite dessa sexta-feira (15). Após o PSDB e o partido Solidariedade entrarem com pedidos na Justiça para impedir a veiculação do vídeo, alegando desvio de finalidade no uso da prerrogativa presidencial de convocar a rede, o Planalto decidiu cancelar a exibição nas emissoras.

Depois de confirmado o cancelamento, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que a equipe de Dilma decidiu que o alcance da mensagem seria mais amplo pela internet. O vídeo foi publicado também na conta do PT no Youtube, cujos comentários de internautas são desativados.

Da Agência Brasil

Dilma recebe apoio de governadores que ajudam a buscar votos contra impeachment

Seis governadores estiveram no Palácio do Planalto na sexta-feira, em um trabalho que envolve não somente posicionamento público, mas também “corpo a corpo” junto às bancadas estaduais para garantir os votos necessários para barrar o processo no próximo domingo.

Analisando que o cenário dos últimos dias melhorou para Dilma, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), esteve no gabinete da presidenta acompanhado do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), primeiro vice-presidente da Câmara, que segundo Dino, alterou sua posição e agora vai votar contra o impeachment.

"Nós [Dilma e eu] circunscrevemos a uma análise de que o clima melhorou muito nos últimos dias. Há um entendimento claro e muito nítido de que a suposta avalanche que haveria na direção do apoio ao impeachment não se verificou. Waldir Maranhão esteve comigo reiterando que há uma posição clara de vários deputados do PP sob liderança dele e de outros, de seguir a manutenção de apoio ao governo. Este é um caso bastante emblemático, até porque ele foi eleito na chapa do líder desse processo golpista que é o atual presidente da Câmara", disse, referindo-se ao deputado Eduardo Cunha.

Além de Dino, parlamentares e governadores da Paraíba, Amapá, Ceará e Piauí, a presidenta também se reuniu com deputados federais da Bahia, bancada na qual 70% dos votos serão contrários ao impeachment, segundo o Planalto.

O vice-líder do governo na Câmara, deputado Sílvio Costa (PTdoB-CE), também se reuniu com a presidenta para, junto com outras lideranças da base, fazer um levantamento dos votos, bancada a bancada. Sem revelar a lista que guardava em seu paletó, o deputado disse que o governo já ultrapassou os 172 votos necessários para derrubar o processo.

O Planalto também aposta em abstenções e ausências. De acordo com um aliado, a previsão atual é de que 20 deputados não compareçam no plenário no domingo, e, com isso, dificultem os 342 votos necessários para aprovar o prosseguimento do impeachment. Queimada a “gordura” nos últimos dias com debandada de alguns partidos da base aliada, hoje o número que circulou nos bastidores do Planalto é que Dilma possui 180 votos.

(Da Agência Brasil)

 

Luis Almagro, secretário-geral da OEA

Após encontro de meia hora com Dilma nesta sexta-feira 15, o uruguaio Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, explicou à imprensa por que a OEA preocupa-se com a situação no Brasil. 

“Falta certeza jurídica da acusação, falta consistência”, afirmou. A comunidade internacional, disse, sempre teve o Brasil “como exemplo de legalidade” e espera que o País mantenha essa tradição.

Do ponto de vista ético, disse, há algo que chama a atenção. “A partir da decência e da probidade republicana julgam-se a indecência e a criminalidade. Aqui temos uma pessoa que não tem nenhum questionamento, nenhuma imputação, nenhuma acusação, nenhuma culpa” sendo julgada por um Congresso com “imputados, questionados, acusados”.

Por fim, a OEA também faz reparos à conjuntura política do impeachment. O Brasil, afirmou, tem um regime presidencialista, não parlamentarista. Por isso, não é certo afastar sem base legal um presidente eleito apenas porque “maiorias circunstanciais no parlamento” assim decidiram.

Segundo Almagro, a Organização poderá invocar sua Carta Democrática e aplicar sanções ao Brasil, que é um membro da entidade, caso o processo de impeachment termine do jeito que está hoje.

(André Barrocal, de Brasília)

Em nota, OEA manifesta preocupação com impeachment

A Organização dos Estados Americanos divulgou no início da noite desta sexta-feira 15 uma nota na qual o secretário-geral Luis Almagro manifesta preocupação ante o processo de impeachment que pode se abrir contra a presidenta Dilma Rousseff.

Almagro afirma que, depois de fazer uma detalhada análise, a OEA concluiu que o julgamento iniciado contra Dilma "não se enquadra dentro das normas" que sustentam um procedimento de impeachment.

"Não existe uma acusação de caráter penal contra a Presidente, se não o fato de a acusarem de má gestão das contas públicas em 2014. Essa é, em todo o caso, uma acusação de caráter político, que não garante um processo de destituição."

No comunicado, divulgado depois da reunião entre o secretário-geral e a presidenta em Brasília na sexta-feira, ele reforçou: "É sabido que o julgamento de 'impeachment' sobre o crime de responsabilidade atribuído à Presidenta da República é na verdade um julgamento jurídico-político".

Além da OEA, a União de Nações Sul-Americanas e a Organização das Nações Unidas também se mostraram contrárias ao processo conduzido contra a presidenta. Em comunicado, a Unasul ressaltou que “aceitar que um mandatário pode ser separado de seu cargo por supostas falhas em atos de caráter administrativo levaria à perigosa criminalização do exercício do governo por razões de índole simplesmente política”. Já o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou em declarações à imprensa que “o Brasil é um país muito importante, e qualquer instabilidade política é uma preocupação social para nós.”

Confira a nota da OEA na íntegra (em espanhol) 

Jaques Wagner

Em seu perfil no Twitter, Jaques Wagner falou sobre o apoio da bancada da Bahia à Dilma: 

24 deputados baianos, ou 61% da bancada do estado, e o meu amigo @costa_rui visitaram hj @dilmabr para manifestar apoio contra o golpe.

— Jaques Wagner (@jaqueswagner) April 15, 2016

Essa demonstração de solidariedade fortalece a nossa convicção de que a tese do impeachment sem crime de responsabilidade não prevalecerá.

— Jaques Wagner (@jaqueswagner) April 15, 2016

Os baianos, que deram mais de 70% dos votos válidos do estado à @dilmabr em 2014, exigem que sua vontade seja respeitada.

— Jaques Wagner (@jaqueswagner) April 15, 2016

Kim Kataguiri

Repórter da Folha de S.Paulo em Brasília, Rubens Valente informa que o militante do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri, circulou hoje na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Eduardo Cunha, havia limitado o acesso ao plenário. 

Kim do MBL circulou na Câmara com credencial fornecida, segundo ele, pela liderança do DEM - oculta no paletó. pic.twitter.com/7JRRVgtV2b

— Rubens Valente (@rubensvalente) April 15, 2016

Muro na Esplanada recebe cartazes e pichações

 

 

Em Brasília, os grupos a favor e contra o impeachment já se concentram nos acampamentos do estacionamento do Estádio Mané Garrincha e no Parque da Cidade. No Mané Garrincha, onde estão os manifestantes contrários ao impeachment estão mais de três mil pessoas, segundo informou a Frente Brasil Popular à Agência Brasil. Na concentração do protesto pró-impeachment não há estimativas.

Protestos contra o impeachment na Bahia

Em Salvador, manifestantes começam a se reunir no Largo do Campo Grande para ato em defesa de Dilma Rousseff. Mais cedo, o Sindicato dos Rodoviários da Bahia manteve os ônibus nas garagens de 4h às 8H em um protesto contra o impeachment. Os bancários também realizam uma paralisação em Salvador e no interior da Bahia.

No Rio de Janeiro, ao menos 100 manifestantes se concentraram em frente ao prédio da Firjan, no centro do Rio, para protestar contra o impeachment. Organizado pela Frente Brasil Popular, que reúne CUT, UNE, MST e outras entidades e centrais sindicais, o ato critica a entidade patronal das indústrias do Rio, favorável ao afastamento de Dilma.

Além do protesto em frente ao CNA contra o afastamento de Dilma e em memória ao massacre de Eldorado dos Carajás, o MST informou que houve protestos em 16 estados do País. Os atos mobilizaram 50 mil sem terra, segundo o movimento.

Oposição tenta barrar pronunciamento de Dilma

O Solidariedade entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal de Brasília com o objetivo de barrar o pronunciamento em cadeia nacional na noite de sexta 15, anunciado mais cedo por Dilma Rousseff.

O partido, oposição ao governo, argumenta que a presidente não poderia utilizar o expediente para falar de "interesse pessoal". "O presidente da República poderá convocar emissoras portadoras dos serviços de radiodifusão sonora (rádio) e de sons e imagens (TV) tendo por escopo a preservação da ordem pública e da segurança nacional ou no interesse da administração, jamais, pois, para interesse pessoal".

Segundo informações do jornalista Kennedy Alencar, a Advocacia-Geral da União orientou a suspensão do pronunciamento de Dilma. A expectativa é que ele seja cancelado.

Aécio Neves

O PSDB está orgulhoso de seus parlamentares pela firmeza e coerência que têm demonstrado em todo esse processo. Parabéns deputados.

— Aécio Neves (@AecioNeves) 15 de abril de 2016

Citando a Bíblia, Feliciano diz que votará pelo impedimento de Dilma

Uma citação à Bíblia iniciou a fala do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na sessão da Câmara dos Deputados que discute o impeachment. "O gemido traduzido em dor é o que acontece com a população brasileira. Estamos em uma estrada que nos levará para o limbo se nada for feito", afirmou o parlamentar. Feliciano defendeu o impeachment de Dilma Rousseff: "No dia 17, todos votarem 'sim' pelo impedimento da presidente. A ordem será reestabelecida no país".

Em entrevista à BBC na quarta 13, o pastor e deputado disse que "seu sonho primário" é ver o PT afastado do governo federal. Feliciano também elogiou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por ter aceitado o pedido de impeachment: "O Cunha, todo mundo chama de malvado, né? Se ele é malvado, para mim é meu malvado favorito. Porque ele colocou o impeachment para andar."

Wadih Damous critica postura de “lavar mãos” do Supremo em relação aos atos de Cunha

Apesar do revés no Supremo Tribunal Federal, o deputado petista Wadih Damous, ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro, avalia que o julgamento trouxe ao menos dois resultados positivos para o governo.“Primeiro, o STF fixou a tese correta de que apenas os dois itens acolhidos por Eduardo Cunha são objetos de apreciação da Câmara dos Deputados, pois havia uma tentativa solerte de aproveitar toda a denúncia inicial. A outra questão é que nossa ação forçou o presidente da Câmara, antes do julgamento, a mudar uma decisão anterior dele, tornando menos pior o encaminhamento da votação”, afirmou Damous à CartaCapital.

O deputado criticou, porém, a postura de “lavar mãos” dos ministros da Corte em relação aos atos de Cunha na condução do impeachment. “Só o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, parece ter entendido a gravidade da situação, pois não se trata de uma mera questão interna da Câmara. Não estamos discutindo a cassação de um alvará de boteco, e sim o impedimento de um presidente da República. E esse processo, mesmo na fase de admissibilidade, não pode estar submetido a um vale-tudo, deve guiar-se pelo devido processo legal”.

Para Damous, o STF tampouco pode se furtar a avaliar o mérito do impeachment, isto é, se Dilma Rousseff cometeu ou não um crime de responsabilidade. “Estamos falando de um conceito jurídico. Se ficar caracterizado erroneamente que um ato atribuído ao presidente da República configura crime de responsabilidade, quem tem de dirimir a dúvida é o Supremo”.

(Por Rodrigo Martins, de Brasília)

Presidente Dilma Rousseff fará pronunciamento ainda hoje

Às 20h20 de hoje, a presidente Dilma Rousseff fará um pronunciamento à nação em rádio e televisão. Ela deverá falar sobre a inexistência de crime de responsabilidade que justifique seu afastamento.

Na manhã desta sexta-feira 15, deu-se início, na Câmara dos Deputados, às discussões sobre o impedimento da presidente. Os debates devem estender-se até amanhã para que às 14h do domingo 17 aconteça a votação.

(Com informações de Agência Brasil)

Delator aponta propina de 4,6 mi de dólares a Cunha

Em delação premiada, o empresário Ricardo Pernambuco Jr., da Carioca Engenharia, entregou  uma tabela que detalha o pagamento de supostas propinas no valor de 4,6 mi de dólares, divididos em 22 parcelas ao presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teriam sido pagas entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014. As propinas estariam relacionadas às obras de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, projeto conhecido como Porto Maravilha. (Com informações do jornal O Estado de São Paulo).

 Confira na íntegra 

Impeachment pode paralisar o País e agravar a crise econômica, avalia o governador Flávio Dino

Nesta sexta-feira 15, o  governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, iniciou uma peregrinação pelos corredores da Câmara dos Deputados, com a missão de convencer parlamentares maranhenses a votar contra o impeachment de Dilma Rousseff. Na avaliação dele, uma “ruptura democrática” poderia agravar ainda mais a crise econômica no País, com efeitos severos sobre os estados mais pobres, notadamente no Nordeste.

“Se o impeachment for aprovado, teremos uma paralisação institucional no País pelo resto do ano. Primeiro, porque levaria ao menos 30 dias até o afastamento de Dilma. Segundo, porque teríamos, na prática, a convivência de dois governos – um interino, sediado no Palácio do Planalto, e outro no Palácio da Alvorada”, afirma, em entrevista a CartaCapital. “Em meio a essa dualidade de poder, teremos também uma grave crise social, com movimentos sociais mobilizados contra esse governo interino. Isso não tem a menor racionalidade, é um disparate, uma irresponsabilidade”.

(Por Rodrigo Martins, de Brasília)

“Impeachment ameaça democracia e conquistas sociais”

Instalado numa sala da Liderança do Governo na Câmara, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, emenda um telefonema atrás do outro. “Entrei no circuito hoje”, diz a CartaCapital, após uma sequência de conversas com deputados, alguns deles indecisos sobre o apoio ao impeachment. Afastado temporariamente do governo, para reassumir o mandato de deputado federal e participar da votação do domingo 17, o petista queixa-se da “guerra de informações” patrocinada pela oposição, a apresentar a destituição de Dilma Rousseff como favas contadas. “Eles contam com a ajuda de uma boa parte da mídia, que tem sido extremamente parcial, reforçando a visão crítica ao governo”.

De acordo com o ministro, o Brasil vê-se diante de duas graves ameaças. A primeira é de ordem democrática. “Fazer um impeachment sem nenhuma fundamentação jurídica é muito grave. É um golpe mesmo, uma quebra das regras do jogo, para usar a linguagem de Norberto Bobbio. Cria-se um precedente muito perigoso para o Brasil. Se você não gosta de um presidente e forma maioria no Congresso, é só arrumar um pretexto qualquer para tirar. Só que a gente não vive num regime parlamentarista, não existe voto de desconfiança no presidencialismo”.

A segunda ameaça, emenda, é o projeto político dos grupos que lideram o processo. “Essa turma tem uma agenda clara de retrocesso nos direitos sociais, e devem usar a crise econômica como justificativa para aplicá-la”, prevê o ministro. “O período das vacas gordas passou, no Brasil e no mundo. Evidentemente, os países desenvolvidos têm mais gordura para queimar. Por aqui, haverá uma disputa acirrada pelos recursos. E eles pretendem economizar com sacrifício das políticas sociais, enquanto nós, mesmo num contexto de dificuldades, acreditamos ser preciso ampliar essas políticas, até para preservar o mercado doméstico e ajudar na recuperação da economia”.

(Por Rodrigo Martins, de Brasília)

Vice-líder do PMDB defende renúncia de Dilma

O deputado Altineu Côrtes (RJ), vice-líder do PMDB, disse no plenário da Câmara que, caso os deputados aprovem o impeachment no domingo, o ideal é que a presidenta Dilma renuncie ao cargo.

“Ela mesma disse que se a Câmara aprovar o processo, ela é ‘carta fora do baralho’. Então, eu sugiro que, se no dia 18 o processo tiver sido aprovado, ela, como brasileira, humildemente, renuncie e não deixe mais o Brasil esperar”, disse.

Benedita da Silva: “Levamos décadas sem um negrinho na universidade”

Ao defender o mandato da presidenta Dilma Rousseff, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) fez um discurso centrado nos avanços sociais dos governos do PT, como a criação do Programa Universidade para Todos (ProUni). “Levamos décadas e décadas sem ver um negrinho na universidade. Levamos décadas e décadas sem ver uma mulher ocupar um posto”, afirmou. “Querem, de novo, colocar uma distância naquilo que foi conquistado por essa gente digna”, continuou a petista.

A deputada também disse que o Congresso Nacional é responsável pela crise política e que o afastamento de Dilma tem potencial para piorar o cenário. Ao final de seu discurso, Silva disse que, se a oposição quer o poder, que vença nas urnas. “Vamos às urnas, ganhem nas urnas. Não ao golpe.”

Paulo Teixeira: Cunha é réu, não Dilma

Em seu discurso na Câmara, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) defendeu a presidenta Dilma e criticou que o processo de impeachment seja conduzido por Eduardo Cunha, réu por corrupção e lavagem de dinheiro no STF. “Quem é réu na Operação Lava Jato é o presidente da Câmara. A presidenta Dilma Rousseff é honesta”, disse o petista.

Teixeira também afirmou que o que está em curso é um “golpe parlamentar” para retirar direitos conquistados. “Querem um golpe parlamentar para desconstituir direitos do povo brasileiro. Não conseguiram realizá-lo pela eleição. A oposição desde 2001 não vence eleições no Brasil e agora quer voltar ao poder por meio de um golpe parlamentar”, disse Teixeira.

Lula: “Vamos derrotar o impeachment e encerrar a crise”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou nesta sexta-feira 15 uma mensagem na qual reafirma sua confiança na vitória do governo contra o impeachment. “Vamos derrotar o impeachment e encerrar de vez essa crise. Nessa próxima etapa, vou usar minha experiência de ex-presidente para ajudar na reconstrução do diálogo e unir o país", disse.

Dirigindo-se aos deputados, Lula falou do risco que um processo de impeachment representa à democracia. “Derrubar um governo eleito democraticamente sem que haja um crime de responsabilidade não vai consertar nada. Só vai agravar a crise".

Confira o pronunciamento:

 

Bruno Covas acusa governo de “golpe”

O deputado Bruno Covas (PSDB-SP) fez um discurso no qual admitiu que o que está em discussão é um processo político. “Vivemos hoje uma crise politica. O governo perdeu a capacidade de dialogar com a sociedade e com o parlamento”, disse.

Para o tucano, quem praticou “golpe” foi o governo. “Golpe deram nos mais jovens com a mentira da pátria educadora. Golpe deram nos trabalhadores, dificultando o acesso ao seguro-desemprego. Golpe deram no parlamento com a edição de decretos sem autorização legislativa. Golpe deram nas regras democráticas mentindo para o povo em 2014. Golpe querem dar no (juiz) Sergio Moro, representado contra ele no Conselho Nacional de Justiça.”

Antes, o também tucano Antônio Imbassahy (BA) disse que os defensores de Dilma querem tumultuar o processo de impeachment. “O que ficou evidente durante toda a discussão é que os defensores não negam as infrações à legislação, apenas tentam tumultuar a sessão e desviar do foco central, que são os crimes praticados”, afirmou.

Análise: Esqueceram as pedaladas

Enquanto os governistas falam em golpe e ruptura institucional, os defensores do impeachment se apegam, em seus discursos na tribuna, a todo tipo de argumento, menos aquele que em tese embasa o processo em curso na Câmara: as tais pedaladas fiscais. Depois de Miguel Reale Jr., ter inovado ao afirmar que autorizar créditos suplementares seria pior do que roubar, a porteira está aberta para qualquer tese estapafúrdia. “Salvar o Brasil do PT”, “dar uma chance à economia”, “minimizar o sofrimento dos brasileiros afetados pela crise” e até, pasmem, “acabar com a corrupção sistêmica” (pronunciada por um parlamentar envolvido em várias tramoias). Trata-se ou não de um golpe?

(Por Sérgio Lírio) 

Líder do governo critica Temer

O deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, criticou o vice-presidente Michel Temer por conta das reuniões nas quais estaria sendo discutida a formação do novo governo. “É mais grave estar no hotel articulando (em referência a Lula) ou no Jaburu (residência oficial de Temer), recebendo dezenas e dezenas de caravanas para negociar ministérios?”, questionou.

Guimarães também afirmou que não se pode destituir um presidente da República por baixa popularidade e disse que, se for assim, o Rio Grande do Sul deveria afastar o governador José Ivo Sartori (PMDB). “Vamos cassar a presidenta porque estamos insatisfeitos? É isso que está sendo feito”, afirmou o líder.

Ao final do discurso, Guimarães falou da necessidade de mudança de rumos, caso o governo vença a batalha contra o impeachment. “Temos que discutir isso na segunda-feira. Porque eles não têm votos para o impeachment. Este país precisa ser repactuado.”

Em carta, economistas pedem ação do STF contra o impeachment

Um grupo de 355 economistas e cinco entidades enviou nesta quinta-feira 14 uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, na qual pedem empenho do ministro "no sentido de sustar o golpe em curso no Brasil".

Segundo os subscritores do documento, o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff não tem base jurídica e "manchará indelevelmente nossa jovem democracia", colocando em perigo as "parcas melhorias sociais até agora conquistadas".

Confira o artigo na íntegra

Impeachment: entenda os argumentos pró e contra

Dois aspectos são, aparentemente, pontos pacíficos entre quem é contra ou a favor do impeachment de Dilma Rousseff: o impeachment é um processo previsto na Constituição e, para ser legítimo, o impeachment precisa ter um fato jurídico que o justifique.

Aqui começam as diferenças. Para os autores do pedido de impeachment, há fatos jurídicos abundantes. Para quem defende Dilma, nenhum fato jurídico existe.

Confira o artigo na íntegra

Protestos: Brasília e Rio

Em Brasília, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Pequenos Agricultores realizam protesto em frente à sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

No início de abril, a CNA declarou ser favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, além de prometer mobilizar agricultores em favor do afastamento da presidenta no domingo 17, quando se realizará a votação do processo.

O protesto lembra os 20 anos do massacre em Eldorado dos Carajás, onde 19 sem terra foram mortos no Pará. Em 7 de abril deste ano, dois trabalhadores sem-terra foram mortos e ao menos seis foram feridos em uma ação da Polícia Militar do Paraná em um acampamento em Quedas do Iguaçu.

No Rio de janeiro, o MST fechou a Rodovia Dutra em protesto contra o impeachment e também em memória aos 20 anos do massacre. Bloqueios de rodovia também ocorrem no Rio Grande do Norte.

"Momento é de preocupação", diz Picciani

Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) foi o primeiro a falar em nome do partido no início deste processo de impeachment. Em um discurso que pode ser classificado como isento, Picciani disse que o momento “não é de comemoração, mas de preocupação”.

Aliado do governo, o deputado evitou defender Dilma e lembrou que a bancada do PMDB orientou seus deputados a votar a favor do impeachment.“Devemos estar atento ao seu desdobramento, ao dia seguinte”, afirmou.

“Vamos chegar ao domingo com a incumbência de votar um processo que é de extrema gravidade. Seja qual for a nossa posição a respeito deste tema, não pode ser tratado como algo simples ou algo menor, é preciso tratar esse tema com grandeza”, continuou Picciani.

Protestos em São Paulo

Uma série de protestos contra o impeachment foi organizada na manhã desta sexta-feira 15 em ao menos nove pontos de São Paulo. No Viaduto do Chá, no centro da capital, ainda se realiza uma manifestação em frente à Prefeitura.

No início da manhã, um grupo interditou totalmente as pistas expressa e local da Marginal Tietê, no sentido rodovia Castello Branco, na altura de Tatuapé, zona leste leste de São Paulo. Manifestantes ocuparam também três faixas da Avenida Paulista, no sentido Paraíso.

Integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) fecharam a rodovia dos imigrantes na altura do quilômetro 15, na chegada a São Paulo. Um grupo da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) ocupou parte da Ponte das Bandeiras, sentido Santana. Houve ainda protestos nas rodovias Anchieta e Washington Luís, na altura do quilômetro 228, em São Carlos.

O morro vai descer

Alguns dos melhores e mais importantes nomes da música popular brasileira se juntaram contra o golpe. Um grupo expressivo de intelectuais fez o mesmo pelo Brasil afora. Centrais sindicais se alinharam em defesa da democracia e parte da juventude politizada saiu às ruas.

No Rio, surgiu uma torcida contra o golpe, organizada pelo fanqueiro carioca Rômulo Costa, criador da Furacão 2000.O objetivo é ambicioso. A expectativa de Costa é a de botar 100 mil pessoas na manifestação.A Agência de Notícias das Favelas dissemina a convocação entre os moradores das favelas de Chapéu Mangueira (Copacabana), Vidigal, Dois Irmãos e Rocinha (São Conrado) e Pavão-Pavãozinho (Ipanema). Todas elas na zona sul.

Ocorrerá uma sonoridade diferente onde é frequente repicar de panelas. Rômulo Costa é defensor inabalável do ex-presidente Lula. Se alguém critica os supostos “bens imobiliários” de Lula, o fanqueiro encara assim: “Ele tinha que morar num prédio de 10 andares, por tudo o que fez pelo País”.

(Por Maurício Dias)

Ivan Valente: Câmara foi conivente

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) disse que o “descalabro econômico” mencionado pela oposição e pelos autores do pedido de impeachment foi conduzido em parceria com os próprios deputados, que aprovaram a mudança da meta fiscal no final de 2015. Valente ainda falou em “golpe” e disse que o que está em curso é uma “operação para substituir Dilma por Temer” e lembrou que o vice-presidente também assinou as pedaladas fiscais.

“O Temer tem 60% de rejeição. Essa é a grande farsa que está sendo montada pela grande mídia, pelo PIB brasileiro e pelos partidos de oposição, que já estão distribuindo os ministérios”, afirmou Valente, que também fez críticas a Eduardo Cunha. “É um réu convocando uma farsa”.

Deputados falam pela liderança dos partidos

Após a manifestação do coautor do pedido de impeachment e da defesa da presidenta, o plenário recebe os discursos de parlamentares indicados pelas lideranças dos partidos. Para o deputado Zé Geraldo (PT-BA), “quem votar no domingo a favor deste impeachment estará sendo assassino da democracia”. O deputado Weverton Rocha (PDT-MA), por sua vez, disse que tem críticas ao governo Dilma, mas que é preciso defender a democracia. “Crítica é uma coisa, golpe é outra”, disse.

Já o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) disse que “o governo mentiu”. “Esse julgamento se dá pelos crimes de responsabilidade, amplamente conhecidos. Atacou e feriu a lei orçamentária em 2014 e em 2015. Atacou e feriu a lei de diretrizes orçamentárias, atacou a lei de responsabilidade fiscal, atacou a Constituição", afirmou.

 

Cardozo: "Impeachment é violência à democracia"

Em um discurso inflamado, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que o impeachment da presidenta Dilma é uma “ruptura institucional”, uma “violência à democracia” e, portanto, “golpe”. “Um País que tem uma Operação Lava Jato, com várias pessoas investigadas, terá uma presidenta afastada sem que nada seja imputado”, afirmou.

Apesar da derrota sofrida pelo governo no STF, Cardozo disse que a Corte emitiu posicionamento importante a respeito do processo de impeachment ao determinar que o objeto da denúncia diz respeito apenas aos decretos orçamentários e às pedaladas fiscais. “Todos os outros fatos mencionados no relatório não fazem parte deste processo”, disse Cardozo, referindo-se ao parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que citou, por exemplo, a delação do senador Delcídio do Amaral à Lava Jato.

Cardozo disse ainda que, caso Dilma seja afastada, o novo governo não será legítimo, e os responsáveis serão cobrados pela história. “É a destituição de uma presidenta eleita pelo voto. Por isso eu lembrei a frase de Ulysses Guimarães: se eventualmente o parlamento aprovar o impeachment nessas condições, colocará o povo na periferia da história. E o povo jamais perdoará”, disse o AGU.

O AGU lembrou também que o processo contra Dilma foi aberto por “retaliação” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Ameaça, retaliação não é fator decisório para afastar presidente da República.”

Miguel Reale Júnior

O jurista Miguel Reale Júnior abriu a primeira sessão do impeachment na Câmara. Aplaudido por deputados, o coautor do pedido de afastamento fez um discurso focado no que chamou de “falência do Brasil”. “Golpe, sim, houve quando se sonegou a revelação de que o País estava quebrado. Golpe, sim, houve, quando se mascarou a situação fiscal do País”, disse.

“Qual é o crime mais grave? Um presidente que põe no bolso determinada quantia, ou uma presidente que, na busca pelo poder, destruiu a economia brasileira?”, continuou o jurista, lembrando que não há acusação de corrupção contra Dilma. O discurso foi encerrado com um chamamento aos parlamentares: “Os senhores são os nossos libertadores”.

Câmara inicia sessão que analisa o impeachment de Dilma

A Câmara dos Deputados abriu nesta sexta-feira, pontualmente às 8h55, a primeira sessão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O primeiro a falar será o jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido contra a petista. Está prevista também manifestação do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Depois, cada um dos 25 partidos terá direito a uma hora de discurso.

Governo é derrotado no STF e impeachment será votado no domingo

Em uma sessão extraordinária que teve início às 17h30 de quinta-feira 14 e foi encerrada nas primeiras horas da sexta-feira 15, o Supremo Tribunal Federal decidiu manter a ordem de votação proposta pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e, mais importante, rejeitou ação da Advocacia-Geral da União que pedia a nulidade de atos da Comissão Especial de Impeachment.

Desta forma, começa na manhã desta sexta-feira a sessão no Plenário da Câmara que discutirá o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO); no sábado, em uma nova sessão os deputados inscritos para falar se manifestam; e, no domingo 17, o pedido de impeachment vai a voto. Se a oposição obtiver 342 votos, estará aberto o processo de impedimento contra Dilma.

Leia o artigo completo. 

 

Mino Carta: "A situação que vivemos é a pior possível"

Dilma reúne contrários ao impeachment e faz “corpo a corpo” na reta final

No dia em que a Câmara começa a debater se abrirá processo de impeachment contra Dilma Rousseff, a presidenta irá receber o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, que nos últimos dias tem se posicionado contra o impeachment e dito que não há fundamento para tal. 

Na manhã de sábado, Dilma deve participar do Ato com Movimentos Sociais pela Democracia, promovido pela Frente Brasil Popular, com a Central Única dos Trabalhadores, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, União Nacional dos Estudantes e Central dos Trabalhadores Brasileiros. 

A presidenta pode ainda se reunir com governadores da base aliada que são contra o impeachment nos próximos dias.

Funcionários do governo estão convocados para trabalhar durante todo o fim de semana no monitoramento das discussões e da votação no plenário. No domingo, Dilma permanecerá no Alvorada acompanhando a votação. Integrantes da articulação política, porém, devem permanecer no Planalto em contato com as lideranças do governo do Congresso.

Nesta quarta-feira 13, o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, disse que a presidenta tem procurado os deputados para apresentar argumentos quanto ao processo. A promessa de Dilma é iniciar, na semana que vem, caso derrube o impeachment, um “grande pacto” com “diálogo nacional” com todos os seguimentos da sociedade.

(Com informações da Agência Brasil.)

“Lutarei até o último minuto contra golpe”, diz Dilma

“Uma das questões mais perversas dessa história é quem comanda o meu processo”, disse a presidenta Dilma Rousseff em conversa com jornalistas esta semana, referindo-se a Cunha. “Mas o mais grave não é que ele presida o impeachment. É que a proposta que está na mesa contra a minha permanência no cargo de presidente tem ele como vice. Ele será o vice-presidente da República. E tem com o atual vice uma relação de profunda sociedade”. 

Leia na reportagem de André Barrocal. 

Fator Cunha e apoio do Nordeste concentram esperanças do Planalto

Nos últimos dias, os governistas têm se esforçado nos últimos dias para machucar a imagem da proposta de deposição de Dilma, na tentativa de salvar o mandato presidencial. “O impeachment tem maioria hoje na sociedade, mas os nossos 30% são formadores de opinião e ajudam a minar a legitimidade social do impeachment”, diz o deputado Henrique Fontana (PT-RS), ex-líder do governo na Câmara e membro da comissão especial de análise do pedido de cassação.

Leia a reportagem completa de André Barrocal.