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Política

Diálogos Capitais

O Brasil e sua integração no mundo: o que pode mudar na nossa política de exportação

por Bruno Huberman — publicado 06/12/2010 18h39, última modificação 06/12/2010 18h40
O segundo debate sobre o próximo ciclo de desenvolvimento no Brasil contou com a presença do senador Aloízio Mercadante e colocou o combate à guerra cambial como a principal meta

O segundo debate sobre o próximo ciclo de desenvolvimento no Brasil contou com a presença do senador Aloízio Mercadante e colocou o combate à guerra cambial como a principal meta para valorizar as exportações

O segundo debate do seminário “2011-2014: O Brasil e os desafios do novo ciclo de desenvolvimento”, da série Diálogos Capitais, que aconteceu na tarde desta segunda-feira 6 no Teatro Nelson Rodrigues no Rio de Janeiro, teve como tema “O Brasil e sua integração no mundo: o que pode mudar na nossa política de exportação”. Com a presença do senador Aloízio Mercadante (PT-SP), do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (ACEB), Benedicto Moreira, do diretor de negócios da Apex-Brasil, Mauricio Borges, e do diretor do IPEA, João Sicsú, a mesa colocou como principal pauta para o próximo governo lutar contra a valorização do câmbio para valorizar os bens exportados.

O senador, cotado para o ministério de Ciência & Tecnologia, iniciou sua fala lembrando que o Brasil foi o que mais valorizou proporcionalmente as suas exportações em 2010, por conta do crescimento do valor das commodities. No entanto, Mercadante prevê que este crescimento deve diminuir nos próximos anos, contudo a balança comercial começará a contar com o pré-sal, que deverá tornar o Brasil uma das lideranças do mercado de petróleo no mundo.

Lutar contra a guerra cambial é outro ponto da agenda dos próximos anos, segundo o senador. Sobre o mesmo ponto tratou o diretor do IPEA, João Sicsú. Para ele, a valorização do câmbio acontece por conta de uma cultura brasileira de juros elevados capitaneada pelo Banco Central. A valorização das exportações acontecerá apenas se o câmbio for controlado e quando houver maior investimento em tecnologia, para poder agregar valor aos produtos e garantir soberania sobre o valor dos seus produtos, senão o Brasil ficará refém das tecnologias estrangeiras.

A falta de inovações tecnológicas e estruturais foram as principais reclamações e reivindicações do presidente da ACEB, Benedicto Moreira, que indicou a necessidade de melhorias no setor portuário no próximo governo. Já o diretor de negócios da Apex-Brasil, Mauricio Borges, traçou como meta para o próximo ciclo a implantação de uma nova política industrial para incentivar o setor que perdeu espaço nos últimos anos.

Veja a programação da terça-feira 7:

9h - A Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e os gargalos da nossa infraestrutura

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, Benedito Barbosa da Silva Jr., presidente da Odebrechet Infraestrutura, Mário Moysés, presidente da Embratur, Silvio Torres, deputado federal pelo PSDB-SP, Jaime Henrique Caldas Parreira, diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero e Dudu Godoy, presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios.

14h – A execução do Plano Nacional de Banda Larga e seus entraves

Rogério Santanna dos Santos, presidente da Telebrás, Antonio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefonia Brasil, João Moura, presidente da TelComp e Sérgio Amadeu Silveira, professor da UFABC.

16h – Geração de energia: urgências e alternativas

Wison Ferreira Jr. Presidente da CPFL, Demian Fiocca, ex-presidente do BNDES e sócio da Maré Investimentos e Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES e professor da UFRJ.

Mediador: jornalista Rodrigo Vianna

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