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Política

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Notas sobre Jobim, Ana de Holanda, Marina, Pochmann, Lula, Garotinho

por Mauricio Dias publicado 18/02/2011 15h01, última modificação 18/02/2011 15h01
A coluna Andante Mosso, de nosso editor especial, publicada na edição 634 de CartaCapital.Que já está nas bancas. Por Mauricio Dias

Alta infidelidade
Carlos Lupi, ministro do Trabalho, subiu no telhado. Não se sabe por quanto tempo se aguentará por lá após o comportamento dissidente na votação do salário mínimo. Sugere-se que Brizola Neto, secretário do Trabalho de Sérgio Cabral, fique de plantão.
Cena mínima
Do blog do deputado e ex-governador Anthony Garotinho: “O que se viu no plenário da Câmara dos Deputados foi um verdadeiro teatro, gente que sempre votou contra o trabalhador (...) defendendo “os velhinhos”. Irônico, comparou o que presenciou na votação do salário mínimo a uma forma de “penitência dos pecados” da oposição.
Agenda Lula
Assim que decidir terminar o período de férias, o ex-presidente Lula terá três prioridades de trabalho: o Memorial do Povo Brasileiro, o Instituto da Cidadania e a criação de um portal.
Sinal de alerta
Cresce a insatisfação com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Ela foi alertada pelo ministro Gilberto Carvalho de que deve abrir as portas do ministério para o diálogo.
Lição dos “hermanos”
Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, defendeu o uso das Forças Armadas na segurança pública em conversa com ministros argentinos, em Buenos Aires. Falou o que quis e ouviu o que não queria. O ministro Arturo Puricelli, com função similar à de Jobim, disse que a Argentina não poderia seguir esse caminho sem, antes, “reformar as leis internas”.Isso também precisaria ser feito no Brasil, onde, no entanto, há pouco respeito aos ritos constitucionais. É possível que Jobim, na ocasião, tenha corado as bochechas.
Estratégico
Moreira Franco, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), acaba com a inquietação dos petistas sobre os boatos de demissão de Marcio Pochmann do Ipea. “Eu nunca discuti a saída do Marcio. Ele fica”, diz. Moreira explica os boatos: “Todo início de governo é como caminhão que transporta porcos. No começo reagem. Depois se acomodam”.
Ilusões perdidas
O PV saiu animado da eleição presidencial com a votação de Marina Silva, no Rio de Janeiro.  Ela obteve mais de 2 milhões e 600 mil votos (31%). A concentração do apoio dela na capital acalenta o sonho do partido de, eventualmente, lançar a candidatura de Marina à prefeitura, em 2012. Pesquisa Ibope entre os cariocas pode ter jogado água na fervura.Marina ficou com 5% das intenções de voto na sondagem. Superou Índio da Costa (DEM), que obteve modestíssimos 2% e foi superada por Cesar Maia com 10%. Candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB) alcançou 40%.
PMDB versus PT
Já foi diagnosticado, para temor dos corações aflitos, o aumento da representação da esquerda entre os deputados. Esse crescimento  é sustentado pela bancada do que, pela primeira vez, superou numericamente a do PMDB, partido que nas duas últimas décadas teve preeminência na Câmara. Os peemedebistas saíram da eleição de 1986 com 131 representantes e, em 1990, caíram para 109. Nesse mesmo período, o PT, em alta, saltou de 17 para 35 deputados (tabela).  Essa competição eleitoral acirra a disputa entre os dois maiores aliados da base governista.

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