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Política

Posse de Amorim

No evento, Dilma alfineta Jobim

por Redação Carta Capital — publicado 08/08/2011 18h59, última modificação 10/08/2011 17h00
Presidenta ressalta qualidades do novo ministro da Defesa, apontando que ele é "moderado em suas declarações"

Em uma breve cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira 8, em Brasília, Celso Amorim assumiu o Ministério da Defesa. No entanto, foram as alfinetadas da presidenta Dilma Rousseff ao ex-ocupante do cargo, Nelson Jobim, que se destacaram.

Dilma apresentou Amorim como um homem de Estado e dedicado ao Brasil, em uma comparação irônica a Jobim. “Ele [Amorim] tem qualidades pessoais que o aproxima dos militares de longa formação: cultura, perfil técnico, moderação nas manifestações públicas, profissionalismo, disciplina e respeito à hierarquia”, em clara referência às polêmicas declarações do ex-ministro nas última semanas.

No evento, Dilma recebeu Amorim com um abraço, mas manteve o protocolo no trato com os militares. A presidenta também rebateu as declarações veiculadas na mídia de que a escolha do ex-chanceler desagradou aos comandados, que o enxergariam com desconfiança após o seu alinhamento com Cuba e os presidentes venezuelano, Hugo Chaves, e iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, quando era ministro do Exterior. “Mudanças importantes sempre provocam tensão e requerem cuidados e reflexão. O convoquei porque tenho convicção de que é o homem certo para o lugar certo”.

Em um discurso curto, Amorim agradeceu a confiança e defendeu o fortalecimento da Defesa Nacional. “O fato de o Brasil ser um País pacífico não pode ser confundido com indefeso. Cabe ao nosso Estado resguardar nossas fronteiras e recursos naturais”, afirmou, referindo-se à Amazônia, fontes de água doce e os campos de petróleo descobertos recentemente no mar.

O novo ministro da Defesa ainda criticou o estado das forças armadas brasileiras. “Hoje, elas são insuficientes e há um descompasso entre a nossa capacidade internacional”. Porém, defendeu a continuidade da participação do País nas operações de paz da ONU.

Sobre o sucateamento das forças armadas, Dilma ressaltou que o País está envolvido em negociações para compras de equipamentos e que Amorim "vai ajudar o Ministério da Defesa a vencer os desafios".

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