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Política

Operação Lava Jato

Não há elementos contra José Carlos Cosenza, diz PF

por Redação — publicado 19/11/2014 16h43, última modificação 19/11/2014 16h45
A Polícia Federal havia manifestado suspeita a respeito do atual diretor de Abastecimento da Petrobras, mas voltou atrás e, diante de questionamento de juiz, diz que errou
Wilson Dias / Agência Brasil
José Carlos Cosenza

Não há provas contra José Carlos Cosenza, diretor de Abastecimento da Petrobras, diz a PF

O delegado da Polícia Federal Marcio Adriano Anselmo, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, informou nesta terça-feira 19 ao juiz responsável pelo processo, Sergio Moro, que "não há, até o momento, nos autos, qualquer elemento que evidencie a participação" de José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento da Petrobras, "no esquema de distribuição de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A PF fez o informe ao juiz após incluir o nome de Cosenza como beneficiário do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. Como mostrou CartaCapital na terça-feira 18 os delegados questionaram diversos dos executivos presos na sexta-feira 14 a respeito de Cosenza: "Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mencionaram a existência de pagamento de comissões pelas empreiteiras que mantinham contratos com a Petrobras, tendo como beneficiários além deles próprios, os diretores Duque, Cerveró e Cosenza, bem como alguns agentes políticos. Tem conhecimento destes pagamentos e de quem eram seus beneficiários”, questionou a PF.

Nesta quarta-feira 19, o delegado afirmou que o nome de Cosenza apareceu em alguns interrogatórios "por erro de material". A resposta foi motivada por uma cobrança realizada por Moro, uma vez que o suposto envolvimento de Cosenza teve grande repercussão e até aqui não foi provado.

A repercussão ocorreu pois o surgimento do nome de Cosenza seria um indicativo de que o esquema de corrupção estaria em atividade mesmo após a substituição de Paulo Roberto Costa por Cosenza, em 2012. Nos bastidores, algumas autoridades cogitavam até mesmo o afastamento de Cosenza diante do surgimento de seu nome na investigação.