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Política

Eleições 2010

Não existe onda verde, diz Guedes, do Sensus

por Sergio Lirio publicado 29/09/2010 15h21, última modificação 29/09/2010 15h25
Diretor do instituto também fala sobre as chances da eleição acabar no primeiro turno e a alta rejeição de Serra e Marina

Diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes estava prestes a embarcar em um voo de Brasília para Belo Horizonte quando atendeu o meu telefonema. Teve tempo, porém, de fazer comentários pontuais sobre a pesquisa divulgada hoje e contratada pela Confederação Nacional dos Transportes. No levantamento, Dilma Rousseff aparece com cerca de 47% (54% dos votos válidos). Eis os pontos principais da conversa:

Não existe uma onda verde. Marina Silva registra uma ligeira subida por conta dos resquícios das denúncias contra o governo e a candidatura de Dilma Rousseff. Mas a pesquisa não constatou nenhum movimento mais consistente ou representativo de uma suposta aposta em uma terceira via. O crescimento da candidata do PV, acredita Guedes, teria chegado perto do limite.

Tendência de acabar no 1º turno. O pesquisador considera pouco plausível uma reversão do cenário que aponta vitória da petista no primeiro turno. A vantagem de Dilma Rousseff sobre a soma das demais candidaturas representa hoje um total de 6,3 milhões de votos. Seria necessário a ex-ministra perder 1,5 milhão de votos por dia até o domingo 3 de outubro.

Alta rejeição de Serra e Marina. Ambos são rejeitado por mais de 40% dos eleitores na pesquisa Sensus, um impeditivo claro de crescimento. A rejeição a Dilma gira em torno de 25%.

Movimento político. Por sexo, há mais 10% de homens do que mulheres a declarar atualmente voto em Dilma Rousseff. Segundo Guedes, os homens tendem a influenciar o voto nas famílias. Isso poderia aumentar a porcentagem da petista.

Informação sobre documentos. Mais de 80% dos entrevistados sabem da necessidade de portar dois documentos no dia da votação (o titulo de eleitor e uma identidade com foto). É baixa a probabilidade de o desconhecimento sobre essa exigência influenciar no resultado das urnas.