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Dilma anuncia aumento de 10% nos valores do Bolsa Família

por Redação — publicado 30/04/2014 21h15, última modificação 01/05/2014 16h24
Presidenta ainda falou sobre os "problemas graves" na Petrobras, mas disse não vai permitir o que chamou de “campanha negativa” para "tirar proveito político" do fato
Reprodução/TV
Dilma em pronunciamento na TV

Ainda com foco nos trabalhadores, ela prometeu continuar com a política de valorização do salário-mínimo

Em pronunciamento oficial na cadeia nacional de rádio e TV na noite desta quarta-feira 30, em razão do Dia do Trabalho, a presidenta Dilma Rousseff anunciou um pacote de medidas para, segundo a petista, “favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho”. No discurso de cerca de 10 minutos, Dilma contou que vai atualizar em 10% os valores do Bolsa Família, além de assinar uma medida provisória para corrigir a tabela do Imposto de Renda.

“Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador. Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do programa Brasil sem Miséria, assegurando que todos continuem acima da linha da extrema pobreza definida pela ONU”, explicou.

Ainda com foco nos trabalhadores, ela prometeu continuar com a política de valorização do salário mínimo. “A valorização do salário mínimo tem sido um instrumento efetivo para a diminuição da desigualdade e para o resgate da grande dívida social que ainda temos com os nossos trabalhadores mais pobres”, afirmou antes de se opor a adversários políticos. “Algumas pessoas reclamam que o nosso salário mínimo tem crescido mais do que devia. Para eles, um salário-mínimo melhor não significa mais bem-estar para o. Nosso governo nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador”, complementou.

A presidenta também aproveitou para falar sobre a polêmica que envolve a compra de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, por parte da Petrobras. Ela admitiu “problemas graves”, mas falou que não vai permitir o que chamou de “campanha negativa” para “tirar proveito político”, em referência aos adversários nas eleições presidenciais. “O que tiver de ser apurado deve e vai ser apurado com o máximo rigor, mas não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem seu País, que se utilize de problemas, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem da nossa maior empresa”, rebateu.

Dilma ainda voltou a defender a reforma política, e pediu apoio da população. De acordo com ela, sem participação popular não haverá a reforma política “que o Brasil exige”, e que modifique as práticas políticas atuais.

“Por isso, além da ajuda do Congresso e do Judiciário, preciso do apoio de cada um de vocês, trabalhador e trabalhadora. Temos o principal: coragem e vontade política”, declarou Dilma, depois de fazer um balanço dos pactos lançados pelo governo em diversas áreas, após as manifestações de junho que levaram milhões de pessoas às ruas em diversas cidades brasileiras.