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Corrupção

MP de SP investigará 45 inquéritos sobre Metrô e CPTM

por Redação — publicado 06/08/2013 09h32, última modificação 06/08/2013 10h18
Após denúncias da Siemens sobre cartel, órgão obtém novas evidências e reabre casos sobre irregularidades em gestões do PSDB no estado
Milton Jung / Flickr / Creative Commons
Metrô

Após denúncias da Siemens sobre cartel, órgão obtém novas evidências e reabre casos sobre irregularidades em gestões do PSBD no estado

Após as denúncias de formação de cartel no metrô de São Paulo realizadas pela empresa alemã Siemens, o Ministério Público de São Paulo formou uma força-tarefa com dez promotores. Eles vão analisar 45 inquéritos sobre as companhias suspeitas de participarem de licitações fraudadas de trens da CPTM e Metrô. Havia 15 casos arquivados, mas as evidências apresentadas pela multinacional possibilitaram sua reabertura.

As primeiras testemunhas foram ouvidas na segunda-feira 5 pelos promotores, segundo o jornal Estado de S.Paulo.

A Siemens assumiu ter participado de um cartel para licitações entre 1998 e 2008, em São Paulo e no Distrito Federal, O acordo pode lhe render imunidade caso as irregularidades sejam comprovadas. Durante os casos, os governos paulistas eram de membros do PSDB: Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, 19 empresas são investigadas nos inquéritos, um número semelhante ao das investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão para o qual a Siemens fez a denúncia.

Entre as irregularidades, estaria o aumento de preços e prazos de obras na linha 2-verde no valor de 143 milhões de reais, além da fraude de um contrato de 20 milhões no qual a empresa Alstom é suspeita.

Andrea Matarazzo indiciado pela PF

O vereador tucano Andrea Matarazzo foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva. Em 1998, quando era secretário estadual de Energia, ele teria aceitado propina da Alstom para negociação de contratos da empresa com o governo de São Paulo. Ele nega.

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