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São Paulo

Movimentos querem Audiência Pública para discutir tarifa

por Radioagência NP — publicado 02/02/2011 17h05, última modificação 02/02/2011 17h21
Em 2010, os gastos com transporte comprometeram 20% do orçamento familiar, segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA). Da Radioagência NP

As organizações do movimento social estão mobilizadas para exigir a realização de uma Audiência Pública sobre o aumento da tarifa do ônibus na cidade de São Paulo (SP). A integrante do Movimento Passe Livre Nina Cappello questiona o fato do aumento ter sido anunciado durante o recesso legislativo.

“Mesmo a Câmara dos Vereadores tendo aprovado, ela não teve o espaço devido para a discussão desse aumento, que é acima da inflação e foi feito mesmo com o aumento do subsídio para as empresas de ônibus. E a gente pede que o secretário de Transportes explique, não só politicamente, mas matematicamente, a justificativa desse aumento para R$ 3.”

A nova tarifa está em vigor desde o dia 5 de janeiro. Um dos objetivos da Audiência é a revogação do reajuste. Em 2010, os gastos com transporte comprometeram 20% do orçamento familiar, segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA). Nina considera que a alternativa ideal seria o fim das tarifas, pois o transporte garante o acesso a outros direitos sociais como saúde, educação e cultura.

“A gente luta pela revogação de um aumento, mas sabemos que daqui a pouco outro aumento virá se a gente não conseguir pensar toda essa lógica de transporte. O Estado deve desembolsar o dinheiro para manter o transporte público para que ele seja um direito de fato. Isso vai chegar a um valor insustentável. Em São Paulo, na verdade, já chegou.”

O aumento da tarifa do ônibus ocorreu simultaneamente em dezenas de cidades brasileiras, o que gerou uma onda de protestos. Somente em São Paulo, já foram realizados cinco atos desde o anúncio do reajuste. No primeiro deles os manifestantes percorreram as ruas do centro e foram reprimidos com violência pela Polícia Militar. A última manifestação mobilizou aproximadamente quatro mil pessoas.

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