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Política

Eleições 2014

Marina e Campos pedem tempo e jogam definição para 2014

por Redação — publicado 10/10/2013 16h36, última modificação 10/10/2013 16h55
Em meio a críticas de opositores e aliados, a ex-senadora e o governador afirmam que Rede e PSB vão criar programa de governo conjunto
Leo Martins/Frame

A ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmaram nesta quinta-feira 10 que a definição sobre a chapa do PSB para a eleição presidencial de 2014 será tomada apenas no ano que vem. Em meio a críticas de opositores e até de aliados, eles lembraram, durante entrevista coletiva, que a união política dos dois é recente e precisará de tempo para se consolidar.

Campos afirmou que as críticas como as feitas pelo deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), que se aproximava do PSB em Goiás e se afastou após a chegada de Marina, são normais. "Aproximar e afastar arranjos eleitorais que estavam sendo feitos é uma consequência", afirmou.

Em sua fala, Campos tratou a ida de Marina para o PSB como uma união entre dois partidos. Em uma aparente tentativa de rebater as críticas de que Marina aderiu à "velha política", o governador de Pernambuco afirmou que a Rede é um partido constituído, com base e militância, que se juntou ao PSB por estar ainda "sem documento" – uma referência ao fato de o registro ter sido negado pela Justiça eleitoral.

Sendo assim, afirmou Campos, os diretórios estaduais dos partidos vão precisar conversar para aparar arestas. "Rede e PSB estão dialogando em cada um dos estados e, se não conseguirmos [chegar a um acordo] em todos eles, vamos respeitar as nossas identidades" afirmou. "Em um primeiro olhar, temos muito mais coisas que nos reúnem do que problemas."

Um dos desafios deste diálogo será, segundo Campos e Marina, a criação de um programa de governo conjunto. De acordo com a ex-senadora, que repetiu diversas vezes o mantra de que o Brasil precisa de uma "nova política", o desenvolvimento de um programa de governo é uma "inversão do processo tradicional da política brasileira". "Geralmente faz-se uma coligação eleitoral e depois inventa-se o programa, mas nós vamos fazer o oposto disso, uma aliança programática", afirmou.

A estratégia pode ser uma mudança, mas ela também servirá para aplacar os ânimos dentro da Rede e do PSB. Desde que decidiu integrar os quadros do PSB, Marina fez discursos conflitantes sobre a chapa para 2014. Inicialmente afirmou que Campos seria o candidato, mas em seguida disse que ambos "eram possibilidades". Essa mudança de discurso gerou críticas de partidários de Campos no PSB e instabilidade para a aliança. Nesta quinta-feira, os dois tentaram apaziguar os ânimos. Ao colocar o "conteúdo" (o programa político) antes da "forma" (a chapa eleitoral), jogaram a decisão sobre o candidato para o ano que vem. "Em 2014 vamos tomar uma decisão sobre a chapa", afirmou Campos.