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Política

Diálogos Capitais

"Só temos uma saída: fazer mais política", diz Lula

por Piero Locatelli — publicado 11/09/2013 14h39, última modificação 11/09/2013 16h01
Em evento de CartaCapital, o ex-presidente criticou a hostilidade das manifestações contra os partidos políticos, para ele a "essência da democracia"
Marcos Méndez / CartaCapital
Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a prêmio Nobel da Paz Leymah Gbowee, da Libéria, durante debate em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira 11, durante evento promovido por CartaCapital, que é impossível construir a democracia negando existência de partidos organizados. Foi uma crítica indireta à hostilidade contra as legendas políticas manifestadas por uma parcela dos manifestantes que tomaram as ruas em junho com um discurso contra a corrupção. Em São Paulo, bandeiras dos partidos, inclusive do PT, chegaram a ser queimadas por parte dos militantes.

A declaração foi feita durante sua fala no seminário “A democracia, a paz e a justiça social no Brasil e na África”, da série Diálogos Capitais.

Segundo Lula, os partidos políticos são a essência da democracia. "Congresso Nacional tem muito político corrupto? Certamente. Mas o Congresso é a cara da sociedade. Ele é a cara da sociedade no momento da eleição.”

Lula lembrou episódios recentes em que o discurso em nome da moralidade produziu tragédias políticas históricas. “Esse país já votou em um cara da vassourinha (Jânio Quadros), todo mundo sabe o que deu. Esse país já votou em um cara que era caçador de marajás (Fernando Collor de Mello), todo mundo sabe o que deu.”

O ex-presidente citou uma frase de Ulisses Guimarães segundo quem “toda vez que a sociedade começa a dizer que tem de ter uma renovação muito grande na política, o Congresso entra sempre pior”. E finalizou: “Só tem uma saída para nós: fazer mais política.”