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Reforma Política

Lula promete negociar com partidos e pede apoio de redes sociais para reforma política

por Rede Brasil Atual — publicado 19/04/2011 17h21, última modificação 19/04/2011 17h24
Em depoimento a blogueiros e tuiteiros, o ex-presidente cita fortalecimento dos partidos políticos, fidelidade partidária e financiamento público de campanha

Depois de participar de uma reunião com lideranças do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um depoimento a blogueiros, tuiteiros e ativistas de redes sociais na internet sobre a reforma política. Durante a reunião, ele prometeu ajudar no diálogo com partidos da base aliada da presidenta Dilma Rousseff, além de dialogar com movimentos sociais e outros setores da sociedade.

O depoimento foi gravado pelo MobilizaçãoBR, no Instituto Cidadania, na zona sul de São Paulo (SP). Lula pediu que as redes sociais contribuam com o debate para pressionar o Congresso Nacional a avançar com a reforma. Ele citou três tópicos-chave: fortalecimento dos partidos políticos, fidelidade partidária e financiamento público de campanha.

Confira a íntegra:

"Eu tive uma reunião importante com a direção do PT, que me colocou o que o partido já tem de acúmulo na discussão sobre a reforma política. Estou convencido de que a reforma política é extremamente importante, mas é preciso que a gente trabalhe com os outros partidos uma espécie de consenso. Pelo menos algo que possa ser aprovado no Congresso Nacional, porque quem vai votar são os deputados e senadores. Temos de conversar com os partidos de esquerda, com o PMDB, com outros aliados, com o movimento sindical, os estudantes e as organizações da sociedade para saber que tipo de reforma se pode construir, que tipo de movimento podemos fazer para que a sociedade brasileira se convença de que a reforma política é muito importante.

"Primeiro, para que a gente tenha força dentro dos partidos políticos, para que a gente evite que os deputados, depois de eleitos, troquem de partido político – ou seja, a fidelidade partidária –, e para acabar com a corrupção, por isso que defendo a proibição do dinheiro privado e a constituição de um fundo público como tem em outros países.

"Tudo isso tem de ser construído eu diria que quase consensualmente com todas as forças políticas vivas da nação brasileira. Eu disse ao meu partido que estou disposto a participar das conversas com os partidos todos que eles quiserem, com o movimento social, fazer quantos atos forem necessários desde que a gente contribua para que o Brasil tenha uma reforma partidária que possa melhorar e muito a vida política do nosso país.

"Aos nossos companheiros e companheiras nas redes sociais podem contribuir muito na medida em que divulguem as coisas, que coloquem seus pensamentos, que a gente faça um debate muito forte. No fundo, no fundo, o que queremos é valorizar os partidos políticos. Quando você faz uma negociação, não pode ser com um grupo dentro do partido, não pode ser com uma pessoa dentro do partido, é com o partido. E você pode comunicar à sociedade: "Fiz um acordo com tal partido, que vai ter um ministério, vai trabalhar na campanha". E fica muito claro, à luz do dia.

"Partido é coisa séria e precisamos fazer uma coisa séria. Apenas isso. Para participar disso, precisa construir um consenso com as forças políticas que estão dentro do Congresso Nacional sobretudo com aquelas que apoiam a minha presidenta (Dilma Rousseff)."

*Matéria publicada originalmente na Rede Brasil Atual

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