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Política

Crise no Planalto

Luiz Sérgio "cai de maduro"; Ideli Salvatti assume Ministério

por Fernando Vives — publicado 10/06/2011 15h31, última modificação 10/06/2011 16h03
Após pressão dos aliados, sobretudo do próprio PT e PMDB, o ministério dos Relações Institucionais fica vago; Ideli Salvatti é a mais cotada para a vaga

A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira 10 a saída de Luiz Sérgio do Ministério das Relações Institucionais. Ele entregou o cargo no início da tarde. Em seu lugar, entra a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que estava no Ministério da Pesca e Agricultura - pasta que agora cai no colo de Luiz Sérgio.

O troca-troca ministerial é uma demonstração de força da presidenta Dilma Rousseff, que se incomodou com a ampla negociação na base aliada para ver quem assumiria o cargo de Luiz Sérgio - os deputados petistas Cândido Vaccarezza e Arlindo Chinaglia lutavam pelo posto.

Com a indicação da senadora Ideli Salvatti, Dilma também quebra o costume de ter sempre um deputado federal para este cargo, como tem sido nos últimos anos.

Luiz Sérgio caiu de maduro. Criticado desde o início do governo, há pouco mais de cinco meses, o deputado pelo PT fluminense não tinha o trânsito que deveria entre a base aliada do governo Dilma - ao menos é esta a avaliação entre membros do governo, que não escondiam o descontentamento com a atuação dele. O grosso da sustentação política era comandado por Antônio Palocci. Com a queda do homem forte da Casa Civil, congressistas importantes do PT não tiveram qualquer pudor em passar por cima do colega.

A queda do ministro-chefe da Casa Civil abriu uma lacuna para que petistas e peemedeistas se digladiassem entre si. Na última quinta-feira, os petistas Marcos Maia, Cândido Vaccarezza e Paulo Teixeira se reuniram para discutir a situação do ministro. Do lado do PMDB, o mesmo foi feito entre os senadores José Sarney e Renan Calheiros. É a velha situação em que alguém muito doente segue na UTI enquanto seus próximos já discutem o que fazer com sua herança.

No PT, Cândido Vaccarezza e Arlindo Chinaglia articularam ao longo da semana uma posição para a vaga. O primeiro se reuniu com vários petistas, mas  oficialmente dizia que estava tratando de medidas provisórias.

A única voz oficial de apoio a Luiz Sérgio partiu do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira. "É fundamental colocar um ponto final nessa disputa em nome da unidade da bancada e do governo", disse, sobre o duelo entra Vaccarezza e Chinaglia.

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