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Kassab lança manifesto de criação do PSD

por Redação Carta Capital — publicado 21/03/2011 16h35, última modificação 21/03/2011 16h35
Anúncio da nova sigla aconteceu nesta segunda-feira 21 em São Paulo. Novo partido deverá apoiar governos Dilma e Alckmin. Da Redação

Anúncio da nova sigla aconteceu nesta segunda-feira 21 em São Paulo. Novo partido deverá apoiar governos Dilma e Alckmin

Foi dada a largada para a corrida por assinaturas para a oficialização do novo partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O anúncio da criação da sigla Partido Social Democrático (PSD) aconteceu nesta segunda-feira 21, na Assembleia Legislativa paulista. Com isso, fica formalizada também a saída do vice-governador, Afif Domingos, do Democratas (DEM), o que já serve como motivo de inquietação para o governador paulista.

Além dos convidados e possíveis filiados ao novo partido, alguns penetras do Movimento Passe Livre protestaram contra o aumento da tarifa do ônibus na cidade. Mas acabaram sendo expulsos do plenário após serem aplaudidos pelos presentes a pedido de Kassab.

Embora haja indicações de que o novo partido se transforme num aliado do governo Dilma Rousseff, Kassab afirmou que o PSD terá papel independente, apoiando a presidente Dilma Rousseff e, em São Paulo, formando uma aliança com o governador Geraldo Alckmin. “Não existe mais no mundo partido de direita ou esquerda [...] Vamos apoiar a Dilma para ajudá-la a ser uma boa presidente. Em São Paulo, fazemos parte da aliança vencedora ao lado do governador Alckmin. Ficaremos aliados até o final da sua gestão”. Apenas até o final.

Desde o último domingo 20, Kassab tem o apoio do vice-governador Otto Alencar (PP), que visa as eleições municipais locais e que deve presidir a sigla na Bahia. O vice conseguiu mobilizar deputados estaduais e federais, ex-prefeitos, vereadores de vários municípios baianos. Entre os que vão apoiar o partido estão os deputados federais Fernando Torres (DEM-BA), Paulo Magalhães (DEM-BA) e José Carlos Araújo (PDT-BA), além do deputado federal Edson Pimenta (PCdoB-BA) que já declarou sua ida ao PSD. Em São Paulo, o ex-governador e atual secretário de Negócios Jurídicos da prefeitura Claudio Lembo junta-se a Kassab e Afif, assim como a ex-deputada federal Zulaiê Cobra.

O próximo destino para angariar novos filiados será Minas Gerais. Ao todo o PSD precisa conseguir 490 mil assinaturas, o equivalente a 0,5% do eleitorado brasileiro, para a criação formal da legenda.

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